Oi gente!!!!! Só vim contar que furei meu ano sem compras de novo, com música. Mais precisamente, dois CDs. Fui num show in.crí.vel de um ensemble chamado Istanbul Sessions, que mistura jazz e dub com aquela sonoridade da Turquia, meldels, o que é o som desses caras, e o que foi esse show!!! Tive que me controlar pra não mijogar sozinha na after party, mas amarelei (sou um rabanete).
Eu adoro jazz, de verdade. Eu não ouço porque "quero ser cool" ou descolada ou blasée, eu realmente acho legal, e gosto de jazz instrumental, não precisa ter uma diva maravilhosa cantando (embora eu adore as divas). Aliás, música instrumental em geral eu gosto. Eu não sou uma pessoa que ouve muita música em casa e eu não compro muitos CDs e não tenho saco pra baixar coisas on-line, mas agora que a tese acabou eu voltei a ouvir, e tenho saído um pouco também pra ouvir música (principalmente jazz, que tem do muito bom aqui em SP). E putz, jazz misturado com eletrônico então, aí eu dou pulinhos e gritinhos ahahahahaha. Sou muito eclética pra música, e adoro música eletrônica, desde a adolescência; sou do tipo que vai na baladas de música eletrônica e fica pirando sozinha na música e dançando de verdade (não, eu não sou especial, muita gente faz isso, mas muitos, muitos mesmo, ficam só balançando o copinho de bebida e dando um passinho pra cada lado).
Bom, tudo isso pra justificar pra vocês porque é que eu comprei os CDs ahahaha. É que na hora de ir embora eu vi o CD e, poxa, obviamente não é distribuído no Brasil, e eu realmente gostei muito muito muito muito muito muito (acho que deu pra entender né?). Vá lá, o segundo CD eu não precisava ter comprado, porque não é dos caras, é de músicas folk, psych e disco turcas da década de 70 :DDDD.
Estou certa de que naquela hora meu superego ("você vai furar o seu ano sem compras de novo??") tinha pegado meu ego ("você não tem dinheiro!!!") pela mão e levado ele pra passear em algum lugar muuuuuuito distante dali e talvez os dois tivessem bebido umas também (eu bebi duas caipirinhas), porque nem deram as caras. Eu realmente não pensei antes. Comprei e pronto.
Então é isso, olha, furei mesmo, e não tô sentindo culpa não, e nem tristeza, e nem nada, eu tô felizona ouvindo meus CDs de jazz/dub/groove/funk turco.
Fora essa escorregada, continuo não comprando todas as outras coisas. Mesmo. Já incorporei na minha rotina. Dá vontade? Dá! Outro dia eu queria um caderninho novo pra escrever meus planos pro futuro, mas vou sem caderninho mesmo.
Mas hoje vou comprar (se tudo der certo, e tem que dar porque o tempo ruuuuuuuge) um vestido pra um jantar ultra-importante e muito muito formal, de trabalho, para o qual fui convidada e que tem um dress code para o qual eu simplesmente não tenho roupa. O convite pede traje social e os vestidos que eu tenho que correspondem a esse dress code não são apropriados pois é uma ocasião muito formal, então não cabe renda, não cabe mostrar as costas, não cabe grandes decotes, não cabe tafetá, não cabe muito brilho, não cabe mostrar a tatuagem (delicada, porém grandona) que eu tenho naxxx coxxxtaxxx.
Eu pretendia me virar com o que eu tenho - eu tenho um vestido que eu poderia compor com um casaquinho, mas teria que arrumar/emprestar/comprar o casaquinho; mas comentei com a minha mãe do jantar (juro, sem nenhuma intenção, eu simplesmente comentei porque é um convite muuuuuuuuuuuuuito legal e a ocasião é muito importante) e ela virou pra mim e falou: "vai lá e compra um vestido no meu cartão".
Olha, quando eu não preciso da coisa eu recuso, mas esse vou aceitar. E sim, eu sei que a gente "não precisa" de um monte de coisas que acha que precisa, mas enfim, nunca fui convidada pra semelhante ocasião, e sei que este será meu vestido pra essas ocasiões pelos próximos 15 ou 20 anos (se eu não engordar mais que 10 quilos, meus vestidos costumam comportar até esse tanto a mais - pode ser necessário abrir um pouquinho dos lados, mas nada de muito grave - porque eu não engordo muito no tórax, sou mignon da cintura pra cima. Eu não pretendo engordar nem um kg até meus 45 anos, emagreci agora 8kg e quero manter esse peso por 10 anos, essa é minha meta. Não vai ser fácil, eu sei, mas estou disposta a fazer os sacrifícios necessários, em nome da minha saúde e da silhueta e, porque não, do meu bolso. Eu preciso comer muito pouco pra viver, a questão mais complicada é limitar um pouco os prazeres muito calóricos- aka chocolate e álcool). E eu digo isso porque ultimamente eu tenho usado um macaquinho que eu tenho desde 1996. E tá largo!!!! (e como, na época, eu pesava provavelmente uns 8 kg a menos do que eu peso hoje, então eu devia sumir dentro desse macaquinho ahahahaha, porque ele é beeeeeeem larguinho mesmo hoje).
Então hoje farei esse enorme sacrifício de ir comprar um vestido lindo e chique pra um jantar. Eu já tenho o sapato e ainda preciso ver a bolsa (acho que vou pedir emprestada). O cabelo vou arrumar em casa mesmo - não faço escova, então vou prender os cachos; minha maquiagem eu mesma faço (são anos vendo tutoriais em blogs!) e vou abrir uma exceção e ir à manicure para fazer a mão porque, por melhor que eu faça a minha própria mão, nunca fica tão chique e linda como a feita na manicure, e a ocasião exige unhas vermelhas e perfeitas. :)
22 abril 2012
12 abril 2012
Permitindo-me
Ao mesmo tempo em que eu to ficando assustada com os meus gastos mensais - to considerando dispensar a faxineira a cada 15 dias e deixar só pras situações realmente necessárias, e acabo de decidir que comprarei um conversor digital e cancelarei a TV a cabo - estou vendo que é possível a gente viver sem comprar coisas, recorrendo aos amigos e confiando na abundância, como se usa dizer por aí.
Lórrrico que dá vontade de comprar. E nem tô falando do vestido MA.RA.VI.LHO.SO que eu vi na vitrine de uma loja grifada num shopping carésimo na Barra/ RJ e que, talvez em outros tempos, eu compraria em suaves prestações, porque realmente me cativou - esse não é o tipo de compra que eu costumo fazer, mas quando, em raras situações, eu realmente me apaixono por alguma roupa, eu me permito comprar. Mas que deu vontade de comprar outros livros de Octavia Butler agora que acabei de ler o eletrizante Kindred, lá isso deu (eu tenho um amigo que tem os livros, mas ele não empresta. por isso comprei, aliás, porque ele falou muito bem. essa foi uma das únicas escorregadas que dei logo no início do ano sem compras, lá em janeiro, para aproveitar um crédito de US$10 na Amazon. valeu cada centavo, não me arrependo da escorregada ahahaha).
Mas tá bom, não to comprando, já me conformei com esta situação. Não dá mesmo, não tenho um puto. :) E estou decidida a viajar em julho pra estudar espanhol. E quer saber? Estou curtindo o meu "sabático de pobre".
Com a restrição orçamentária, terei também que parar de alugar vídeos na locadora, porque por mais barato que seja, ainda é caro pro meu orçamento. E logo não terei tv a cabo. Isso significará: ler!!! E que ótimo, porque fazia anos que eu reclamava que não tinha mais tempo pra ler as coisas que eu gostava. Então, agora, lentamente, estou dedicando o meu tempo livre para ler E estudar línguas.
Pedi emprestados livros pros amigos - em francês e espanhol.
E a partir de agora, portanto, todas as minhas leituras serão em em francês, espanhol e inglês, e nos livros que são meus - tenho uma porção, especialmente em inglês, não lidos - vou grifando as palavras que não sei para procurar no dicionário. Meu inglês escrito é bom, sei as regras gramaticais, só me aperto ainda com umas preposições, mas o vocabulário... it's an endless job. Então, vamos lá aumentar vocabulário. Espanhol eu leio como em português, mas tô aproveitando para identificar também algumas palavrinhas confusas e logo logo começarei a escrever - estou me correspondendo com um espanhol gracinha que conheci no CS e vou começar a escrever os emails pra ele em espanhol (sem ajuda do Google Tradutor) e pedir pra ele me devolver corrigido. . E como eu preciso falar espanhol e francês... resolvi que a partir de agora lerei os livros em espanhol e francês em voz alta. Já comecei com o Eduardo Galeano que comprei há um ano e não tinha tido tempo de ler. E passei a ler o blog da Garance Doré em francês. :)
Hoje começo minhas aulas de francês com minha amiga de intercâmbio. :) Tô animadona!
Meu "sabático de pobre" também significa cozinhar e comer em casa,o que é uma delícia (ok, nem todo dia, mas eu gosto de cozinhar meu arrozinho integral), embora eu tenha decidido abrir mão dos orgânicos (carésimos) até o dinheiro voltar a entrar. Não vou cortar saídas com amigos não, isso é prioridade pra mim. Também estou fazendo alguns cursos que me interessam, e minha aula de dança entra na lista de prioridades como Top5, junto com a comida.
Ah, e ganhei dois vestidos da minha cunhada, que serviram perfeitamente em mim; em troca ela ganhou meu secador Arno Líssima que eu não uso mesmo e que eu tava anunciando há meses em fóruns de troca e venda on-line e não conseguia trocar por algo que realmente valesse a pena. Os vestidos valem, então vou dar pra ela em troca. E acabo de ganhar - da mãe dela - cortinas pra sala e pro meu quarto que encolheram e ficaram pequenas pra casa da mãe. :) Não é lindo?
Agora que resolvi me permitir este tempo, e que estou mais confiante, estou achando é muito bom.
Lórrrico que dá vontade de comprar. E nem tô falando do vestido MA.RA.VI.LHO.SO que eu vi na vitrine de uma loja grifada num shopping carésimo na Barra/ RJ e que, talvez em outros tempos, eu compraria em suaves prestações, porque realmente me cativou - esse não é o tipo de compra que eu costumo fazer, mas quando, em raras situações, eu realmente me apaixono por alguma roupa, eu me permito comprar. Mas que deu vontade de comprar outros livros de Octavia Butler agora que acabei de ler o eletrizante Kindred, lá isso deu (eu tenho um amigo que tem os livros, mas ele não empresta. por isso comprei, aliás, porque ele falou muito bem. essa foi uma das únicas escorregadas que dei logo no início do ano sem compras, lá em janeiro, para aproveitar um crédito de US$10 na Amazon. valeu cada centavo, não me arrependo da escorregada ahahaha).
Mas tá bom, não to comprando, já me conformei com esta situação. Não dá mesmo, não tenho um puto. :) E estou decidida a viajar em julho pra estudar espanhol. E quer saber? Estou curtindo o meu "sabático de pobre".
Com a restrição orçamentária, terei também que parar de alugar vídeos na locadora, porque por mais barato que seja, ainda é caro pro meu orçamento. E logo não terei tv a cabo. Isso significará: ler!!! E que ótimo, porque fazia anos que eu reclamava que não tinha mais tempo pra ler as coisas que eu gostava. Então, agora, lentamente, estou dedicando o meu tempo livre para ler E estudar línguas.
Pedi emprestados livros pros amigos - em francês e espanhol.
E a partir de agora, portanto, todas as minhas leituras serão em em francês, espanhol e inglês, e nos livros que são meus - tenho uma porção, especialmente em inglês, não lidos - vou grifando as palavras que não sei para procurar no dicionário. Meu inglês escrito é bom, sei as regras gramaticais, só me aperto ainda com umas preposições, mas o vocabulário... it's an endless job. Então, vamos lá aumentar vocabulário. Espanhol eu leio como em português, mas tô aproveitando para identificar também algumas palavrinhas confusas e logo logo começarei a escrever - estou me correspondendo com um espanhol gracinha que conheci no CS e vou começar a escrever os emails pra ele em espanhol (sem ajuda do Google Tradutor) e pedir pra ele me devolver corrigido. . E como eu preciso falar espanhol e francês... resolvi que a partir de agora lerei os livros em espanhol e francês em voz alta. Já comecei com o Eduardo Galeano que comprei há um ano e não tinha tido tempo de ler. E passei a ler o blog da Garance Doré em francês. :)
Hoje começo minhas aulas de francês com minha amiga de intercâmbio. :) Tô animadona!
Meu "sabático de pobre" também significa cozinhar e comer em casa,o que é uma delícia (ok, nem todo dia, mas eu gosto de cozinhar meu arrozinho integral), embora eu tenha decidido abrir mão dos orgânicos (carésimos) até o dinheiro voltar a entrar. Não vou cortar saídas com amigos não, isso é prioridade pra mim. Também estou fazendo alguns cursos que me interessam, e minha aula de dança entra na lista de prioridades como Top5, junto com a comida.
Ah, e ganhei dois vestidos da minha cunhada, que serviram perfeitamente em mim; em troca ela ganhou meu secador Arno Líssima que eu não uso mesmo e que eu tava anunciando há meses em fóruns de troca e venda on-line e não conseguia trocar por algo que realmente valesse a pena. Os vestidos valem, então vou dar pra ela em troca. E acabo de ganhar - da mãe dela - cortinas pra sala e pro meu quarto que encolheram e ficaram pequenas pra casa da mãe. :) Não é lindo?
Agora que resolvi me permitir este tempo, e que estou mais confiante, estou achando é muito bom.
02 abril 2012
em março não comprei nada, mas...
mesmo assim gastei muito mais que o meu salário. pra ser mais precisa, o dobro. tá que eu tenho um reembolso pra receber da faculdade onde dou aula - uma graninha até razoável. isso vai aliviar um pouco as coisas. mas como eu ainda tenho inúmeras parcelas a vencer no cartão, algumas das quais felizmente acabam em abril (ufa!), ainda estou gastando muito mais do que posso. e estou chegando à conclusão de que terei que dispensar definitivamente a faxineira que está vindo a cada 15 dias se eu não quiser torrar minha poupancinha suada.
e fora que ainda temos imposto de renda pra pagar (eu tô pobre no momento, mas como sou autônoma, acaba que eu sempre pago um impostinho quando consigo ganhar granas extras ao longo do ano... e ano passado eu ganhei bem. ou seja, me fodi: não tenho dinheiro, mas tenho IR pra pagar, não é lindo?), e minha aula de dança cuja mensalidade é carésima.
acho que a faxineira vai mesmo pras cucuias, viu? porque não tô nem um pouquinho a fim de gastar esse dinheiro todo enquanto não começar a entrar mais.
então, é isso aí: em março não comprei nem um alfinete, não olhei a coleção da Maria Filó pra C&A, e assim continuaremos em abril, maio e até o final do ano, só que com o agravante que, em breve, terei que cortar outras despesas que não estavam previstas, como a faxineira, aquele cafezinho, o chai latte do Starbucks, o pãozinho de queijo e, sniff sniff, minhas verduras e legumes orgânicos e o frango Korin - que têm preços proibitivos pra quem ganha o que eu ganho no momento. cabeleireiro já tava fora mesmo, já virei morena de novo (quando eu fico pobre eu viro morena, só sou loira quando tô RYCAH) e o cabelo está crescendo como previsto (a uma velocidade ridiculamente lenta, mas está). só não cortarei saídas com amigos (almoços eventuais) e cinema. aí já é demais.
e fora que ainda temos imposto de renda pra pagar (eu tô pobre no momento, mas como sou autônoma, acaba que eu sempre pago um impostinho quando consigo ganhar granas extras ao longo do ano... e ano passado eu ganhei bem. ou seja, me fodi: não tenho dinheiro, mas tenho IR pra pagar, não é lindo?), e minha aula de dança cuja mensalidade é carésima.
acho que a faxineira vai mesmo pras cucuias, viu? porque não tô nem um pouquinho a fim de gastar esse dinheiro todo enquanto não começar a entrar mais.
então, é isso aí: em março não comprei nem um alfinete, não olhei a coleção da Maria Filó pra C&A, e assim continuaremos em abril, maio e até o final do ano, só que com o agravante que, em breve, terei que cortar outras despesas que não estavam previstas, como a faxineira, aquele cafezinho, o chai latte do Starbucks, o pãozinho de queijo e, sniff sniff, minhas verduras e legumes orgânicos e o frango Korin - que têm preços proibitivos pra quem ganha o que eu ganho no momento. cabeleireiro já tava fora mesmo, já virei morena de novo (quando eu fico pobre eu viro morena, só sou loira quando tô RYCAH) e o cabelo está crescendo como previsto (a uma velocidade ridiculamente lenta, mas está). só não cortarei saídas com amigos (almoços eventuais) e cinema. aí já é demais.
27 março 2012
Faz uma semana que eu depositei a tese e eu ainda estou cansada.
E a lista de coisas a fazer, pessoas a ver, pendências a resolver só aumenta.
Nos últimos dois anos não fui direito aos médicos em que eu costumava ir regularmente, meus exames estão todos atrasados e de vez em quando bate uma paúra. Minha sobrancelha está horrorosa. Meus amigos, abandonados (um pouco de exagero, mas é verdade). Meu apartamento, pela metade. Minha vida social e afetiva praticamente inexistente desde dezembro de 2010, com uma menção honrosa pra um legítimo gentleman que aparece e desaparece da minha vida periodicamente desde março de 2010. De 2010 pra cá, aliás, mais precisamente de 2011 pra cá, a minha vida pessoal parou. Tenho tanta coisa pra resolver que acho que os 6 meses sabáticos que eu andava desejando não serão suficientes.
Em uma semana, meio que me arrastando (tudo foi mais lento do que o normal) tudo o que consegui fazer foi tomar café e ir ao cinema com uma amiga, passar aspirador na casa, lavar a louça, jogar o lixo orgânico fora e levar o reciclável no supermercado, vender minhas cadeiras e arrumar uma colega para intercâmbio de línguas, fazer um questionário de entrevistas para um artigo que tenho que escrever semana que vem, pedir pr'uns amigos livros de espanhol e francês emprestados para estudar, lavar roupas (aka colocar na máquina e tirar da máquina e pendurar no varal), comprar frutas, passar o final de semana doente, dar aula segunda e terça, ter uma conversa com uma aluna que está precisando muito de uma forcinha e bater um papão com minha amiga que eu não via há um tempão.
Agora que eu fiz a lista até parece muito. E na verdade, eu sinto que é muito, e vou dizer que fazer tudo isso (ou só isso) não foi exatamente fácil. Parece que estou vivendo em câmera lenta.
Eu ia fazer a lista do que não consegui fazer, mas não vou fazer não. Chega de olhar pro negativo. Vamos comemorar tudo o que eu consegui fazer semana passada! Yay!!! \o/
E vamos comemorar que amanhã começo meu intercâmbio de francês/português, a faxineira vem, e que chega uma amiga minha que vai embora pra Alemanha trabalhar e que vou levar no aeroporto na quinta-feira. E que na sexta-feira eu vou na minha primeira sessão de terapia, cheia de ansiedade.
E que no sábado e no domingo, ai sim, eu vou, mais que merecidamente, depois de três anos, ter um final de semana livre, leve e solto, sem obrigação de fazer PORRA NENHUMA, estando bem de saúde (porque fazer porra nenhuma doente, como eu fiz esse finde, não conta e é uma bosta) e sem aquele peso que a gente tem quando faz mestrado/doutorado que se chama "eu deveria estar escrevendo/estudando".
E que semana que vem eu volto pra dança depois de um mês sem dançar. :)
É, parece promissor. E eu, que até semana passada estava desesperada pra começar a mandar currículos, estou cada vez mais gostando da minha auto-proposta de, finalmente, depois de 7 anos de trabalho e estudo non-stop vidalocavida (mestrado+doutorado), dar um tempo. E ficar quietinha, trabalhando pouco, cuidando de mim por dentro e por fora, me fortalecendo, me preparando pra minha vida nova, e encerrar este período em julho com uma viagem de estudos e férias. :)
Olhando daqui, parece bom.
E a lista de coisas a fazer, pessoas a ver, pendências a resolver só aumenta.
Nos últimos dois anos não fui direito aos médicos em que eu costumava ir regularmente, meus exames estão todos atrasados e de vez em quando bate uma paúra. Minha sobrancelha está horrorosa. Meus amigos, abandonados (um pouco de exagero, mas é verdade). Meu apartamento, pela metade. Minha vida social e afetiva praticamente inexistente desde dezembro de 2010, com uma menção honrosa pra um legítimo gentleman que aparece e desaparece da minha vida periodicamente desde março de 2010. De 2010 pra cá, aliás, mais precisamente de 2011 pra cá, a minha vida pessoal parou. Tenho tanta coisa pra resolver que acho que os 6 meses sabáticos que eu andava desejando não serão suficientes.
Em uma semana, meio que me arrastando (tudo foi mais lento do que o normal) tudo o que consegui fazer foi tomar café e ir ao cinema com uma amiga, passar aspirador na casa, lavar a louça, jogar o lixo orgânico fora e levar o reciclável no supermercado, vender minhas cadeiras e arrumar uma colega para intercâmbio de línguas, fazer um questionário de entrevistas para um artigo que tenho que escrever semana que vem, pedir pr'uns amigos livros de espanhol e francês emprestados para estudar, lavar roupas (aka colocar na máquina e tirar da máquina e pendurar no varal), comprar frutas, passar o final de semana doente, dar aula segunda e terça, ter uma conversa com uma aluna que está precisando muito de uma forcinha e bater um papão com minha amiga que eu não via há um tempão.
Agora que eu fiz a lista até parece muito. E na verdade, eu sinto que é muito, e vou dizer que fazer tudo isso (ou só isso) não foi exatamente fácil. Parece que estou vivendo em câmera lenta.
Eu ia fazer a lista do que não consegui fazer, mas não vou fazer não. Chega de olhar pro negativo. Vamos comemorar tudo o que eu consegui fazer semana passada! Yay!!! \o/
E vamos comemorar que amanhã começo meu intercâmbio de francês/português, a faxineira vem, e que chega uma amiga minha que vai embora pra Alemanha trabalhar e que vou levar no aeroporto na quinta-feira. E que na sexta-feira eu vou na minha primeira sessão de terapia, cheia de ansiedade.
E que no sábado e no domingo, ai sim, eu vou, mais que merecidamente, depois de três anos, ter um final de semana livre, leve e solto, sem obrigação de fazer PORRA NENHUMA, estando bem de saúde (porque fazer porra nenhuma doente, como eu fiz esse finde, não conta e é uma bosta) e sem aquele peso que a gente tem quando faz mestrado/doutorado que se chama "eu deveria estar escrevendo/estudando".
E que semana que vem eu volto pra dança depois de um mês sem dançar. :)
É, parece promissor. E eu, que até semana passada estava desesperada pra começar a mandar currículos, estou cada vez mais gostando da minha auto-proposta de, finalmente, depois de 7 anos de trabalho e estudo non-stop vidalocavida (mestrado+doutorado), dar um tempo. E ficar quietinha, trabalhando pouco, cuidando de mim por dentro e por fora, me fortalecendo, me preparando pra minha vida nova, e encerrar este período em julho com uma viagem de estudos e férias. :)
Olhando daqui, parece bom.
Comprar para não chorar
É verdade, comprar é mesmo um jeito de suprir carências. Tô constatando isso agorinha no final do meu terceiro mês sem comprar, lembrando que no primeiro mês eu não consegui -eu deveria zerar o meu 'contador mental', mas não vou fazer isso e tô bem assim.
Resolver parar de comprar a menos de 3 meses do prazo final da tese parece uma coisa meio masoquista e louca, assim como pareceu ser começar a dieta a 6 meses do prazo original. Como assim se privar dos prazeres da comida e das pequenas comprinhas compensadores justo num momento tão difícil?
Na verdade, essas coisas não têm muito hora pra gente fazer né? A gente tem que fazer quando bate a vontade. E curiosamente, o que eu to percebendo é o quanto que agora que acabei a tese e to com muito 'tempo livre', e a energia não tá mais toda concentradona lá na necessidade de vencer o desafio, a vontade de comprar já bateu forte duas vezes em momentos de cansaço e carência. Ou seja, ficar sem comprar tendo tanto a dedicar pra uma tarefa foi mais fácil do que agora, que tenho muita energia (bem, não muita, ainda to cansadooooooona) e mais tempo livre.
A primeira vontade de comprar pra suprir carência veio logo depois de mandar a tese pra gráfica. O vazio era tão grande, o desamparo, a sensação de "que mundo bizarro é esse em que estou vivendo" era tão forte, que minha vontade foi sair correndo pro shopping pra comprar qualquer coisa. Só um batonzinho, um pincelzinho de olho, um leite no supermercado.
Hoje, voltando da faculdade, muito muito cansada - eu to sentindo que esse cansaço acumulado vai demorar pra passar, e ficar doente no final de semana (tive 38,5ºC de febre) não ajudou em nada, tô locona de remédio pra gripe, me sentindo esquisitérrima -depois de uma noite quase não dormida e de lecionar por 6h, senti exatamente a mesma vontade... parar o carro no shopping pra dar uma voltinha... cheguei em casa e vi que não tava legal mesmo, irritada e exausta e com muita raiva de tudo, querendo esganar o primeiro "cerumano" que aparecesse na minha frente.
O que tem me ajudado a segurar as vontades é o salário que tá acabando no meio do mês, as parcelas diminuindo no cartão de crédito e os planos pro futuro. Mesmo se eu não tivesse resolvido ficar sem comprar, sei que estaria comprando pouquíssimo, mas ainda assim, estaria. Teria dado uma espiadinha na coleção da Maria Filó pra C&A, que tinha uma jaqueta que tô a fim de comprar faz mais de ano, feito 5 parcelinhas no cartão, comprado um esmaltezinho, um batom.
E a experiência de observar quando é que vem a vontade de comprar tem sido bem interessante.
Até aqui, tudo bem. :)
Resolver parar de comprar a menos de 3 meses do prazo final da tese parece uma coisa meio masoquista e louca, assim como pareceu ser começar a dieta a 6 meses do prazo original. Como assim se privar dos prazeres da comida e das pequenas comprinhas compensadores justo num momento tão difícil?
Na verdade, essas coisas não têm muito hora pra gente fazer né? A gente tem que fazer quando bate a vontade. E curiosamente, o que eu to percebendo é o quanto que agora que acabei a tese e to com muito 'tempo livre', e a energia não tá mais toda concentradona lá na necessidade de vencer o desafio, a vontade de comprar já bateu forte duas vezes em momentos de cansaço e carência. Ou seja, ficar sem comprar tendo tanto a dedicar pra uma tarefa foi mais fácil do que agora, que tenho muita energia (bem, não muita, ainda to cansadooooooona) e mais tempo livre.
A primeira vontade de comprar pra suprir carência veio logo depois de mandar a tese pra gráfica. O vazio era tão grande, o desamparo, a sensação de "que mundo bizarro é esse em que estou vivendo" era tão forte, que minha vontade foi sair correndo pro shopping pra comprar qualquer coisa. Só um batonzinho, um pincelzinho de olho, um leite no supermercado.
Hoje, voltando da faculdade, muito muito cansada - eu to sentindo que esse cansaço acumulado vai demorar pra passar, e ficar doente no final de semana (tive 38,5ºC de febre) não ajudou em nada, tô locona de remédio pra gripe, me sentindo esquisitérrima -depois de uma noite quase não dormida e de lecionar por 6h, senti exatamente a mesma vontade... parar o carro no shopping pra dar uma voltinha... cheguei em casa e vi que não tava legal mesmo, irritada e exausta e com muita raiva de tudo, querendo esganar o primeiro "cerumano" que aparecesse na minha frente.
O que tem me ajudado a segurar as vontades é o salário que tá acabando no meio do mês, as parcelas diminuindo no cartão de crédito e os planos pro futuro. Mesmo se eu não tivesse resolvido ficar sem comprar, sei que estaria comprando pouquíssimo, mas ainda assim, estaria. Teria dado uma espiadinha na coleção da Maria Filó pra C&A, que tinha uma jaqueta que tô a fim de comprar faz mais de ano, feito 5 parcelinhas no cartão, comprado um esmaltezinho, um batom.
E a experiência de observar quando é que vem a vontade de comprar tem sido bem interessante.
Até aqui, tudo bem. :)
21 março 2012
A new begin
Então é isso.
No dia 19 eu não conseguia dar mais que alguns passos. Dormi a tarde toda, acordei, tomei banho, comi
o resto da comida chinesa do dia anterior (comprei um box padrão que dá pra 4 refeições emilianas), mirei a minha cozinha caótica, o escritório caótico, bebi vinho do porto e bayleys (falta de doce em casa faz a pessoa apelar pro bar - álcool docinho), assisti um filme, e dormi. Mentira, me revirei na cama durante duas horas, tomei um Advil pra forte dor no braço e aí, por fim, dormi.
Acordei no dia 20 atrasada. Não comi, nem água bebi. Tomei banho, imprimi todas as bagaças de formulários chatos, me maquiei - a ocasião pedia maquiagem com brilhinhos discretos, arrumei o cabelo, botei uma rópinha adequada e catei uma barrinha de cereal, que fui comendo no carro bebendo água da garrafinha térmica que, por sorte, estava lá.
Passei na gráfica, peguei a tese. Esqueci o celular na gráfica. Passei em casa inutilmente pra pegar uma segunda cópia de um papel, passei na gráfica de novo pra pegar o celular. Toquei pro centro da cidade. Chego na Maria Paula, o trânsito parado. Tipo parado mesmo, paradão. Num guento isso, larguei o carro no primeiro estacionamento que tinha no meio do caminho, peguei o carrinho e fui. Fui lá e depositei o meu filho de 326 páginas - 10 volumes, encadernação em capa dura percalux azul escuro gravado em prata - maldito pedantismo que obriga a gente a gastar mil reais pra um negócio que vc tem dois meses pra consertar e depositar a versão final depois.
Acho que só não tive um mini-colapso logo depois porque encontrei um funcionário da faculdade que conheço desde a graduação, e o chamei pra tomar um café (quando, finalmente, eu pude comer - foram dois copos de suco de laranja e um quiche de alguma coisa que parecia queijo, sendo que eu tinha pedido de brócolis mas não tive forças para protestar, dois cafés e um brigadeirinho de colher doce demais), e logo depois uma amiga chegou. Fomos bater perna na Liberdade (aka Ikesaki), onde comprei um spray secante de unhas - na lista dos permitidos, porque o meu acabou - e nada mais (yay!) e depois fomos ao cinema assistir "Habemus Papam", que eu amei e fortemente recomendo.
E aí acabou. E quando eu dirigia de volta pra casa, me deu uma solidão, uma tristeza...; já eram dez da noite e eu não queria ir pra casa e ficar sozinha. Liguei pro meu irmão pra ver se dava pra passar lá, mas ele já tem uma noiva agora, e enfim, não pude passar lá. (às vezes ele me trata meio com pena ou com uma atitude meio de pai, aff, isso me irrita, será efeito colateral do fato de ele agora ter uma noiva e eu ser só uma coitada solteirona que não tem emprego nem marido nem filhos?).
Passei então no supermercado pra comprar itens básicos de sobrevivência, e comemorei a minha entrega de tese bebendo cerveja Leffe (boa paracaraleo), comendo quiche de espinafre integral taek, assistindo tv e tuitando. Escrevi um email pro pessoal do Canadá contando a novidade e agradecendo, chorei, e fui dormir.
Bom dia, vida nova e desconhecida.
No dia 19 eu não conseguia dar mais que alguns passos. Dormi a tarde toda, acordei, tomei banho, comi
o resto da comida chinesa do dia anterior (comprei um box padrão que dá pra 4 refeições emilianas), mirei a minha cozinha caótica, o escritório caótico, bebi vinho do porto e bayleys (falta de doce em casa faz a pessoa apelar pro bar - álcool docinho), assisti um filme, e dormi. Mentira, me revirei na cama durante duas horas, tomei um Advil pra forte dor no braço e aí, por fim, dormi.
Acordei no dia 20 atrasada. Não comi, nem água bebi. Tomei banho, imprimi todas as bagaças de formulários chatos, me maquiei - a ocasião pedia maquiagem com brilhinhos discretos, arrumei o cabelo, botei uma rópinha adequada e catei uma barrinha de cereal, que fui comendo no carro bebendo água da garrafinha térmica que, por sorte, estava lá.
Passei na gráfica, peguei a tese. Esqueci o celular na gráfica. Passei em casa inutilmente pra pegar uma segunda cópia de um papel, passei na gráfica de novo pra pegar o celular. Toquei pro centro da cidade. Chego na Maria Paula, o trânsito parado. Tipo parado mesmo, paradão. Num guento isso, larguei o carro no primeiro estacionamento que tinha no meio do caminho, peguei o carrinho e fui. Fui lá e depositei o meu filho de 326 páginas - 10 volumes, encadernação em capa dura percalux azul escuro gravado em prata - maldito pedantismo que obriga a gente a gastar mil reais pra um negócio que vc tem dois meses pra consertar e depositar a versão final depois.
Acho que só não tive um mini-colapso logo depois porque encontrei um funcionário da faculdade que conheço desde a graduação, e o chamei pra tomar um café (quando, finalmente, eu pude comer - foram dois copos de suco de laranja e um quiche de alguma coisa que parecia queijo, sendo que eu tinha pedido de brócolis mas não tive forças para protestar, dois cafés e um brigadeirinho de colher doce demais), e logo depois uma amiga chegou. Fomos bater perna na Liberdade (aka Ikesaki), onde comprei um spray secante de unhas - na lista dos permitidos, porque o meu acabou - e nada mais (yay!) e depois fomos ao cinema assistir "Habemus Papam", que eu amei e fortemente recomendo.
E aí acabou. E quando eu dirigia de volta pra casa, me deu uma solidão, uma tristeza...; já eram dez da noite e eu não queria ir pra casa e ficar sozinha. Liguei pro meu irmão pra ver se dava pra passar lá, mas ele já tem uma noiva agora, e enfim, não pude passar lá. (às vezes ele me trata meio com pena ou com uma atitude meio de pai, aff, isso me irrita, será efeito colateral do fato de ele agora ter uma noiva e eu ser só uma coitada solteirona que não tem emprego nem marido nem filhos?).
Passei então no supermercado pra comprar itens básicos de sobrevivência, e comemorei a minha entrega de tese bebendo cerveja Leffe (boa paracaraleo), comendo quiche de espinafre integral taek, assistindo tv e tuitando. Escrevi um email pro pessoal do Canadá contando a novidade e agradecendo, chorei, e fui dormir.
Bom dia, vida nova e desconhecida.
19 março 2012
Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Minha Vida - daqui a pouco
Faltam só 7 horas.
O braço dói. Os olhos meio esbugalhados. O estômago e o intestino (é, gente, eu tenho um intestino) doem - virei uma pessoa sensível, faz 3 dias que só como fast food e sanduíche e doce e café e refrigerante em doses cavalares, e meu corpinho simplesmente não processa mais esse tipo de comida em grandes quantidades. Magoei.
Mas é isso. Tá acabando.
Agora que eu tô chegando, difícil acreditar que é real.
O mais engraçado é que (apesar do esforço enorme), it's NOT THAT big deal. (Yet, at the same time, it is).
Como quase tudo na vida, aliás. Poucas coisas realmente merecem o status de really big deal, e terminar esta tese é, sim, legal, mas pohan, tem mais coisa importante na vida pra mim, no momento. Tipo VIVER.
Big deal, mesmo, é estar aqui e poder contar. O resto é bolinho (disse, contraditoriamente, ALOKA que surtava em janeiro, dor constante no peito de ansiedade, pensando - e chorando - "o que é que eu vou fazer se eu não conseguir??? eu só tenho isso na minha vidaaaaaaaaaa").
Nada que uma semana na praia e uma ajudinha da indústria farmacêutica (apelei, confesso, mas bem pouquinho tá? só pra prevenir um infarto aos 35) não resolvessem.
Mas peraí. Deixa eu chegar direito. E eu conto pra vocês.
Até breve.
O braço dói. Os olhos meio esbugalhados. O estômago e o intestino (é, gente, eu tenho um intestino) doem - virei uma pessoa sensível, faz 3 dias que só como fast food e sanduíche e doce e café e refrigerante em doses cavalares, e meu corpinho simplesmente não processa mais esse tipo de comida em grandes quantidades. Magoei.
Mas é isso. Tá acabando.
Agora que eu tô chegando, difícil acreditar que é real.
O mais engraçado é que (apesar do esforço enorme), it's NOT THAT big deal. (Yet, at the same time, it is).
Como quase tudo na vida, aliás. Poucas coisas realmente merecem o status de really big deal, e terminar esta tese é, sim, legal, mas pohan, tem mais coisa importante na vida pra mim, no momento. Tipo VIVER.
Big deal, mesmo, é estar aqui e poder contar. O resto é bolinho (disse, contraditoriamente, ALOKA que surtava em janeiro, dor constante no peito de ansiedade, pensando - e chorando - "o que é que eu vou fazer se eu não conseguir??? eu só tenho isso na minha vidaaaaaaaaaa").
Nada que uma semana na praia e uma ajudinha da indústria farmacêutica (apelei, confesso, mas bem pouquinho tá? só pra prevenir um infarto aos 35) não resolvessem.
Mas peraí. Deixa eu chegar direito. E eu conto pra vocês.
Até breve.
16 março 2012
life's surreal, dear
é como se eu estivesse num curta de baixo orçamento de um aspirante a diretor tentando copiar o David Lynch.
Dicas para não comprar nada:
1. entre no doutorado (isso é mais ou menos fácil, se vc já fez mestrado);
2. trabalhe enquanto faz os créditos e não peça bolsa (a faculdade não tem bolsa mesmo, então isso é fácil);
3. deixe pra escrever a tese aos 45 minutos do 2° tempo (isso não é fácil);
4. para isso, fique 4 meses sem sair de casa (isso é uma merda);
5. dê somente 6h/aula por semana (isso seria bom se vc não estivesse ganhando uma merreca).
Pronto! Assim você não pode e nem tem razão pra sair de casa, portanto, não precisa gastar!
Pra que comprar roupas, se vc não tem vida social?
Pra que comprar roupas², se vc não tem dinheiro pra comer e com isso (tem que ter alguma vantagem) vai emagrecer e voltar a caber naquela calça jeans (38, tsá?) velha?
Pra que maquiagem, se vc nunca conhece nenhum bofe novo e o lugar mais cool que vc frequenta é o kilo da esquina?
Pra que sapatos, se vc passa o dia descalça?
Pra que bolsa, se no supermercado Dia% vc só precisa levar o cartão e a ecobag?
E nesse pique, daqui a pouco março tá acabando e não comprei nada, tá? (mas mesmo assim meu salário já acabou)
Em fevereiro só comprei itens permitidos. Em março, nem isso, mano. Só comida, supermercado e contas passadas do cartão de crédito.
A wish list de coisas tá gigante.
Mas o que tá gigante MESMO é a wish list de coisas a fazer!!! É o desejo de voltar a viver e de botar em ação os milhares de planos que eu estou fazendo faz mais de ano. :)
2. trabalhe enquanto faz os créditos e não peça bolsa (a faculdade não tem bolsa mesmo, então isso é fácil);
3. deixe pra escrever a tese aos 45 minutos do 2° tempo (isso não é fácil);
4. para isso, fique 4 meses sem sair de casa (isso é uma merda);
5. dê somente 6h/aula por semana (isso seria bom se vc não estivesse ganhando uma merreca).
Pronto! Assim você não pode e nem tem razão pra sair de casa, portanto, não precisa gastar!
Pra que comprar roupas, se vc não tem vida social?
Pra que comprar roupas², se vc não tem dinheiro pra comer e com isso (tem que ter alguma vantagem) vai emagrecer e voltar a caber naquela calça jeans (38, tsá?) velha?
Pra que maquiagem, se vc nunca conhece nenhum bofe novo e o lugar mais cool que vc frequenta é o kilo da esquina?
Pra que sapatos, se vc passa o dia descalça?
Pra que bolsa, se no supermercado Dia% vc só precisa levar o cartão e a ecobag?
E nesse pique, daqui a pouco março tá acabando e não comprei nada, tá? (mas mesmo assim meu salário já acabou)
Em fevereiro só comprei itens permitidos. Em março, nem isso, mano. Só comida, supermercado e contas passadas do cartão de crédito.
A wish list de coisas tá gigante.
Mas o que tá gigante MESMO é a wish list de coisas a fazer!!! É o desejo de voltar a viver e de botar em ação os milhares de planos que eu estou fazendo faz mais de ano. :)
15 março 2012
quote of the day:
"as the philosopher Jagger once said, you can't always get what you want" (House, MD)
14 março 2012
status:
sonhando, planejando, ansiando, querendo, me empolgando.
preciso segurar a minha onda.
s.é.r.i.o.
p.r.e.c.i.s.o.
m.e.s.mo.
calma, Emilia. respira.
preciso segurar a minha onda.
s.é.r.i.o.
p.r.e.c.i.s.o.
m.e.s.mo.
calma, Emilia. respira.
13 março 2012
Eu quero um homem que respeite os meus sonhos, ainda que eu jamais os realize.
Um homem em cujos olhos eu possa olhar e ver que ele me sabe imperfeita, como sou.
Eu quero um homem que diga sim quando tiver vontade; e não, quando não tiver vontade. E que saiba que eu o amarei e desejarei estar com ele, mesmo assim.
Eu quero um homem que caminhe ao meu lado, e, acima de tudo, jamais se coloque aos meus pés.
Decluttering my soul
Tô fazendo declutter da casa faz tempo já, mas e quando a alma da gente tá cheia de entulho de que a gente precisa se livrar pra seguir em frente?
Tá na hora de limpar o entulho da alma. #comofas?
Você, eu não sei. Eu estou apagando fotos. Lixeira com elas, sem dó nem piedade. Quando a gente ainda não tá pronto, sempre fica o medo de apagar, de querer olhar depois e lembrar. Não tenho mais medo, porque não preciso mais.
Lógico que apagar fotos não garante a superação. No meu caso, apagar as fotos está sendo o simbólico passo final de uma história que chacoalhou a minha vida e me fez questionar as minhas certezas e me levou a uma depressão que durou meses - porque mexeu com questões profundas.
Reconheci a queda, demorei um tempão no chão, tentando entender de onde veio o terremoto. Mas levantei, sacudi a poeira. A parte de dar a volta por cima - essa é de mim pra mim mesma. O balanço final dessa história, o importante, é que eu cada vez mais sei quem eu sou, o que eu quero e, mais importante que tudo, o que eu NÃO quero.
Tá na hora de limpar o entulho da alma. #comofas?
Você, eu não sei. Eu estou apagando fotos. Lixeira com elas, sem dó nem piedade. Quando a gente ainda não tá pronto, sempre fica o medo de apagar, de querer olhar depois e lembrar. Não tenho mais medo, porque não preciso mais.
Lógico que apagar fotos não garante a superação. No meu caso, apagar as fotos está sendo o simbólico passo final de uma história que chacoalhou a minha vida e me fez questionar as minhas certezas e me levou a uma depressão que durou meses - porque mexeu com questões profundas.
Reconheci a queda, demorei um tempão no chão, tentando entender de onde veio o terremoto. Mas levantei, sacudi a poeira. A parte de dar a volta por cima - essa é de mim pra mim mesma. O balanço final dessa história, o importante, é que eu cada vez mais sei quem eu sou, o que eu quero e, mais importante que tudo, o que eu NÃO quero.
11 março 2012
Mesmo sem comprar, vale a pena olhar as vitrines
Eu acho. E os bloguinhos de look do dia. E revistas (ok, revistas eu não vou mais comprar, então não vai ter muito como, mas mesmo assim quando tiver disponível eu olharei).
Hoje fui pro shopping, como de costume, trabalhar no café da livraria. Eu sou bem resistente a shopping, sabe? Faço raras compras por impulso, mesmo indo com muita frequência ao shopping trabalhar. Acho que ano passado, no ano inteiro, as únicas coisas que comprei por impulso foram casaquinhos na Zara - coisas que eu precisava há muuuito tempo (durante muito tempo eu comprei blusas, calças e saias, mas esquecia de comprar casaquinhos, paletozinhos, o que me fazia quase nunca ter algo adequado para por por cima de roupas mais fresquinhas. ano passado grande parte das minhas compras foram casaquinhos, jaqueta, essas coisas). Fora isso, não me lembro de compras impulsivas. Todas as demais compras que fiz no shopping foram pensadas e ponderadas por um bom tempo. E uma parte considerável das coisas que comprei no ano passado foram compradas no Outlet da Bandeirantes- lá eu me permitia comprar por impulso aproveitando os preços mais baixos.
Então, eu não acho que ir ao shopping seja algo que realmente vá me fazer ficar TÃO tentada durante o ano sem compras. E assim que eu acabar a tese eu não pretendo pisar lá tão cedo... E no Outlet evidentemente não passarei. :)
E tem umas lojas que eu curto muito as vitrines, e gosto das roupas, têm a ver comigo. Então sempre passo e olho. Hoje eu tava indo embora e vi uma combinação de camisa (na verdade, uma bata com aquela gola de camisa, bata beeem grandona mesmo, super confortável, estilo 'cool') com uma calça tipo pantalona que super funcionaria no meu armário. Eu tenho um macacão tomara-que-caia de algodão incrível, todo estampado, lindo de morrer, mas exatamente o fato de ele ser estampado (com flores e folhas) limita um pouco o uso dele. E tenho uma bata beeeeeeeem molona, com mangas de cetim, incrível também... cheguei em casa, já fui correndo testar a idéia. Joguei a bata em cima do macacão, uma faixinha pra arrematar o caimento... ficou perfeito! dá pra adaptar o macacão pra uma situação em que não caiba ombros (e tatuagem!) de fora, de um jeito cool e chique.
É bom aprender a usar o que a gente tem. Eu to pensando em começar a colocar uma ou outra fotinho de looks aqui, sem pretensão de fazer "Um Ano sem Zara", look do dia ou qualquer coisa parecida, só pra registrar minhas combinações de guarda roupa nesse período. Mas precisaria aprender a fazer as fotos sozinha. Vamos ver.
Hoje fui pro shopping, como de costume, trabalhar no café da livraria. Eu sou bem resistente a shopping, sabe? Faço raras compras por impulso, mesmo indo com muita frequência ao shopping trabalhar. Acho que ano passado, no ano inteiro, as únicas coisas que comprei por impulso foram casaquinhos na Zara - coisas que eu precisava há muuuito tempo (durante muito tempo eu comprei blusas, calças e saias, mas esquecia de comprar casaquinhos, paletozinhos, o que me fazia quase nunca ter algo adequado para por por cima de roupas mais fresquinhas. ano passado grande parte das minhas compras foram casaquinhos, jaqueta, essas coisas). Fora isso, não me lembro de compras impulsivas. Todas as demais compras que fiz no shopping foram pensadas e ponderadas por um bom tempo. E uma parte considerável das coisas que comprei no ano passado foram compradas no Outlet da Bandeirantes- lá eu me permitia comprar por impulso aproveitando os preços mais baixos.
Então, eu não acho que ir ao shopping seja algo que realmente vá me fazer ficar TÃO tentada durante o ano sem compras. E assim que eu acabar a tese eu não pretendo pisar lá tão cedo... E no Outlet evidentemente não passarei. :)
E tem umas lojas que eu curto muito as vitrines, e gosto das roupas, têm a ver comigo. Então sempre passo e olho. Hoje eu tava indo embora e vi uma combinação de camisa (na verdade, uma bata com aquela gola de camisa, bata beeem grandona mesmo, super confortável, estilo 'cool') com uma calça tipo pantalona que super funcionaria no meu armário. Eu tenho um macacão tomara-que-caia de algodão incrível, todo estampado, lindo de morrer, mas exatamente o fato de ele ser estampado (com flores e folhas) limita um pouco o uso dele. E tenho uma bata beeeeeeeem molona, com mangas de cetim, incrível também... cheguei em casa, já fui correndo testar a idéia. Joguei a bata em cima do macacão, uma faixinha pra arrematar o caimento... ficou perfeito! dá pra adaptar o macacão pra uma situação em que não caiba ombros (e tatuagem!) de fora, de um jeito cool e chique.
É bom aprender a usar o que a gente tem. Eu to pensando em começar a colocar uma ou outra fotinho de looks aqui, sem pretensão de fazer "Um Ano sem Zara", look do dia ou qualquer coisa parecida, só pra registrar minhas combinações de guarda roupa nesse período. Mas precisaria aprender a fazer as fotos sozinha. Vamos ver.
07 março 2012
Sonho
Queria ter tido a clareza de saber o que eu queria desde o início.
Queria ter tido alguém que dissesse: você pode fazer! É possível chegar lá!
Queria ter tido essa clareza; e mais que isso, a coragem de perseguir esse sonho ignorando todas as repetidas vezes em que eu ouvi "você não vai conseguir" (e foram muitas!).
Em vez disso, fiquei aqui lutando para ser algo que só servia para atender aos sonhos alheios, enquanto eu perdia tempo precioso em que podia me preparar para atingir o MEU verdadeiro sonho. Porque eu não sabia que era possível, porque eu não sabia que EU podia fazer.
Eu sei que a gente deve se perdoar e se aceitar; mas às vezes é difícil. Hoje e ontem estão sendo esses dias.
Mesmo assim, eu vou continuar correndo atrás. Mesmo que seja mais tarde do que eu imaginava. Porque agora eu sei que é possível.
Queria ter tido alguém que dissesse: você pode fazer! É possível chegar lá!
Queria ter tido essa clareza; e mais que isso, a coragem de perseguir esse sonho ignorando todas as repetidas vezes em que eu ouvi "você não vai conseguir" (e foram muitas!).
Em vez disso, fiquei aqui lutando para ser algo que só servia para atender aos sonhos alheios, enquanto eu perdia tempo precioso em que podia me preparar para atingir o MEU verdadeiro sonho. Porque eu não sabia que era possível, porque eu não sabia que EU podia fazer.
Eu sei que a gente deve se perdoar e se aceitar; mas às vezes é difícil. Hoje e ontem estão sendo esses dias.
Mesmo assim, eu vou continuar correndo atrás. Mesmo que seja mais tarde do que eu imaginava. Porque agora eu sei que é possível.
04 março 2012
em compensação...
hoje o dia teve uma carinha de outono, um cinzinha, um ventinho frio, a vontade era ficar abraçada com o namorado imaginário no sofá e dormir.
em vez disso, fui pegar os lustres vintage novos pra casa, adquiridos por uma ultra pechincha junto com as 4 cadeiras e o carrinho de bebidas; e presenciei uma mulher se despedindo, emocionadíssima, do apartamento onde seus pais moraram a vida toda, foram muito felizes e se amaram muito (e onde ela viveu até os 17 anos). depois disso, não dava pra negar o convite pra um café, né? :)
quando descíamos, no elevador, um cheirinho de pizza quentinha estava no ar... o tempinho frio... lembrei que tinha um vinho em casa, passei no supermercado (tinha que deixar os recicláveis), comprei mini-discos para pizza (ADORO mini-pizza feita em casa), mussarela e presunto, aproveitei um resto de molho de tomate com cebola e pimentão que tinha feito pra um macarrão alguns dias antes, e fiz duas deliciosas mini-pizzas: uma vegetariana, com 'recheio' de berinjela, tomate e abobrinha ('caponata' multi-uso de vegetais que fiz ontem no forno, vai com tudo, vira molho de macarrão, acompanha saladinha, é uma beleza e tudo orgânico) e uma com presunto... tudo com orégano por cima.
uma taça de vinho, duas pizzinhas: sou feliz. :)
(o fato de o jantar ter saído beeeeeem mais barato que uma pizza normal me deixou ainda mais satisfeita comigo mesma. que bom não ter tido preguiça de cozinhar. aliás, hoje foi dia: fiz arroz integral, fiz quinoa, lavei louça e temperei frango. ontem tinha feito a 'caponata' e couve no vapor. deixei algumas folhas de couve para suco verde -pra amanhã! refrigerador cheio, pra não deixar nenhum orgânico estragar! - preciso de uma geladeira com freezer! - e depois de lavar toda a louça fiz a unha, que já tava horrorosa. escrever tese, que é bom...)
em vez disso, fui pegar os lustres vintage novos pra casa, adquiridos por uma ultra pechincha junto com as 4 cadeiras e o carrinho de bebidas; e presenciei uma mulher se despedindo, emocionadíssima, do apartamento onde seus pais moraram a vida toda, foram muito felizes e se amaram muito (e onde ela viveu até os 17 anos). depois disso, não dava pra negar o convite pra um café, né? :)
quando descíamos, no elevador, um cheirinho de pizza quentinha estava no ar... o tempinho frio... lembrei que tinha um vinho em casa, passei no supermercado (tinha que deixar os recicláveis), comprei mini-discos para pizza (ADORO mini-pizza feita em casa), mussarela e presunto, aproveitei um resto de molho de tomate com cebola e pimentão que tinha feito pra um macarrão alguns dias antes, e fiz duas deliciosas mini-pizzas: uma vegetariana, com 'recheio' de berinjela, tomate e abobrinha ('caponata' multi-uso de vegetais que fiz ontem no forno, vai com tudo, vira molho de macarrão, acompanha saladinha, é uma beleza e tudo orgânico) e uma com presunto... tudo com orégano por cima.
uma taça de vinho, duas pizzinhas: sou feliz. :)
(o fato de o jantar ter saído beeeeeem mais barato que uma pizza normal me deixou ainda mais satisfeita comigo mesma. que bom não ter tido preguiça de cozinhar. aliás, hoje foi dia: fiz arroz integral, fiz quinoa, lavei louça e temperei frango. ontem tinha feito a 'caponata' e couve no vapor. deixei algumas folhas de couve para suco verde -pra amanhã! refrigerador cheio, pra não deixar nenhum orgânico estragar! - preciso de uma geladeira com freezer! - e depois de lavar toda a louça fiz a unha, que já tava horrorosa. escrever tese, que é bom...)
status:
com dor no joelho (inflamação) há 4 ou 5 dias;
é meu Osgood Schlater me lembrando que ele existe, depois de 20 anos de ausência.
ontem comecei a colocar gelo no local por 20 min
to passando pomada Traumeel
agora vou beber chá de gengibre e to com uma 'compressa de gengibre' (leia-se pedacinhos cortados de gengibre e esfregados no joelho) amarrada no joelho (vai que funciona, né?)
apelando, pra não precisar ir no médico agora. agora não dá.
corpinho, favor adiar qualquer sintoma, de qualquer coisa, para depois do dia 20 de março, grata.
é meu Osgood Schlater me lembrando que ele existe, depois de 20 anos de ausência.
ontem comecei a colocar gelo no local por 20 min
to passando pomada Traumeel
agora vou beber chá de gengibre e to com uma 'compressa de gengibre' (leia-se pedacinhos cortados de gengibre e esfregados no joelho) amarrada no joelho (vai que funciona, né?)
apelando, pra não precisar ir no médico agora. agora não dá.
corpinho, favor adiar qualquer sintoma, de qualquer coisa, para depois do dia 20 de março, grata.
03 março 2012
01 março 2012
humor da noite
Susan Miller + uma mensagem no Couch Surfing + uma boa tarde de escrevinhação de tese = :D
Overcompartilhando
Eu gosto de internet (eu tenho um blog, dã), eu gosto de redes sociais. Frequento 2 fóruns on-line; sou uma surfista de sofá; dôo (e, ocasionalmente, ganho) objetos no Freecycle e já dei bastante carona no Unicaronas (aliás, assim que acabar a tese preciso voltar a oferecer carona).
Mas, às vezes, sinto que tá ficando over, um overcompartilhamento, em uma overdose de redes sociais. Afinal, quem aguenta se comunicar o tempo todo on-line?
Outro dia uma amiga comentou sobre o Pinterest. Eu, que já tenho dificuldade de me livrar do vício em blogs (sim, vício, só isso explica as horas inúteis perdidas vendo blogs - em sua maioria - idiotas. os que me inspiram mesmo dá pra contar nos dedos de uma mão), que já saí do twitter porque tava mesmo vi.ci.a.do.na, falei com ela que não queria nem saber o que era. Agora já sei e, sinceramente, não vou usar. E quer saber, eu só não saio do facebook porque agora já tem muita gente lá com quem eu quero manter contato, pra mim é importante. Mas tenho publicado a maior parte das coisas somente pra um pequeno grupo de amigos que criei.
O fato é que tem gente que tem twitter, facebook, tumblr, pinterest, favstar, (o natimorto) g+, blipfm, flickr, instagram, foursquare, youtube, isso sem falar nas já quase mortas orkut e myspace, e na rede profissional linkedin, e sei lá, deve ter mais um monte de redes sociais que eu não conheço. Socorro.
Se a gente quiser, pode estar conectado ao mesmo tempo via msn, skype, facebook, e nas duas contas do gtalk e no yahoo, e ah, também pela tv (a minha nova tem algumas interatividades on-line) e pelo celular. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Eu já pensei em ter um tumblr, e aí agora que ando tentando colecionar referências em bloquinhos do One Note, pensei em colecioná-las no Pinterest. Mas na boa, quem se interessa? E por que é que eu tenho que compartilhar as coisas que eu gosto, o tempo todo? Vou ficar com meus bloquinhos mesmo...
Junto com meu ano sem compras (fiz as contas hoje e realmente preciso reduzir MUITO meu orçamento para caber no meu salário e não gastar a poupança; ou seja, o ano vai ser sem compras na marra mesmo, não só por uma opção de não consumir, refletir, etc), espero fazer de 2012 um ano mais OFF-LINE. Sinto uma necessidade extrema de me desintoxicar de quase tudo. Deve ser o retorno do Saturno (que promete!).
Mas, às vezes, sinto que tá ficando over, um overcompartilhamento, em uma overdose de redes sociais. Afinal, quem aguenta se comunicar o tempo todo on-line?
Outro dia uma amiga comentou sobre o Pinterest. Eu, que já tenho dificuldade de me livrar do vício em blogs (sim, vício, só isso explica as horas inúteis perdidas vendo blogs - em sua maioria - idiotas. os que me inspiram mesmo dá pra contar nos dedos de uma mão), que já saí do twitter porque tava mesmo vi.ci.a.do.na, falei com ela que não queria nem saber o que era. Agora já sei e, sinceramente, não vou usar. E quer saber, eu só não saio do facebook porque agora já tem muita gente lá com quem eu quero manter contato, pra mim é importante. Mas tenho publicado a maior parte das coisas somente pra um pequeno grupo de amigos que criei.
O fato é que tem gente que tem twitter, facebook, tumblr, pinterest, favstar, (o natimorto) g+, blipfm, flickr, instagram, foursquare, youtube, isso sem falar nas já quase mortas orkut e myspace, e na rede profissional linkedin, e sei lá, deve ter mais um monte de redes sociais que eu não conheço. Socorro.
Se a gente quiser, pode estar conectado ao mesmo tempo via msn, skype, facebook, e nas duas contas do gtalk e no yahoo, e ah, também pela tv (a minha nova tem algumas interatividades on-line) e pelo celular. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Eu já pensei em ter um tumblr, e aí agora que ando tentando colecionar referências em bloquinhos do One Note, pensei em colecioná-las no Pinterest. Mas na boa, quem se interessa? E por que é que eu tenho que compartilhar as coisas que eu gosto, o tempo todo? Vou ficar com meus bloquinhos mesmo...
Junto com meu ano sem compras (fiz as contas hoje e realmente preciso reduzir MUITO meu orçamento para caber no meu salário e não gastar a poupança; ou seja, o ano vai ser sem compras na marra mesmo, não só por uma opção de não consumir, refletir, etc), espero fazer de 2012 um ano mais OFF-LINE. Sinto uma necessidade extrema de me desintoxicar de quase tudo. Deve ser o retorno do Saturno (que promete!).
27 fevereiro 2012
energia fluindo
Eu falei que comprei 4 cadeiras e um carrinho de bebidas por uma pechincha? De madeira, lindos, o carrinho é um charme, com rodinhas, e abre os lados e vira uma mesinha redonda. Perfeito pra mim.
(Lembrando que eu posso comprar coisas pra casa. Roupas, maquiagem, acessórios e sapatos não, nem livros ou revistas e mais uma pá de coisas. Se vc não sabe do que estou falando, clique aqui e aqui pra entender)
De quebra, vou levar 4 luminárias vintage, lindas e tudo a ver com o clima mezzo provençal mezzo colorido que eu quero dar pra minha casa. Depois vou pintar as cadeiras, trocar o estofamento, vai ficar bonito de ver.
Essa introdução é pra falar sobre energia. Tem quem não acredite nisso, que ache que, por exemplo, acupuntura, ou massagem ayurvédica, não serve pra nada (diz isso pro meu cachorrinho, o Xulão, que esta semana, na primeira sessão de acupuntura, passou em 5 s do estado ultra agitado para o estado zen com uma agulhinha espetada ali entre as "sobrancelhas" - se cachorro tivesse sobrancelhas).
Depois da minha uma passadinha na UTI em 2004, eu passei a prestar MUITA atenção em energia. Porque pra mim foi muito claro que, somado com os fatores biológicos (dos quais eu, até hoje, não sei bem a origem), foi a energia, a tensão, toda jogada pra dentro, que me levou pra lá. Esse episódio foi o aviso que eu precisava para mudar o rumo da minha vida. E mudei. Parei de tentar controlar tudo (não que eu ainda não tente, mas nossa, eu era muito pior), e depois que conheci o budismo aprendi sobre a impermanência das coisas, tive consciência do quanto a gente alimenta o sofrimento e muitos outros ensinamentos importantes. Passei a fazer acupuntura, larguei todas as terapias racionais e comecei a investir no meu corpo: energia. Não é malhar não, ficar sarada, to falando de fazer a energia fluir. O rolfing foi o recheio importantíssimo desse bolo, e a dança indiana - Odissi, the cherry on top!
Isso não significa que eu esteja sempre bem. ANo passado foi duríssimo pra mim, mas enfrentei tudo pensando na impermanência, nos ciclos da vida... E devagarzinho as coisas vão melhorando. E aí a gente vai liberando de novo energia boa, e a vida vai respondendo... com alegria e mais energia boa.
Então, enquanto eu tava (bem) mal, sem energia pra me mexer e arrumar minha casa, me sentindo sozinha, triste, tudo foi muito difícil. Teve um período em 2011 que os dias que não eram ruins eram raros...
Em julho, fui passar um período na casa dos meus pais, e um dia, de repente, vi o tamanho do poço onde eu estava enfiada. E parece que, imediatamente, eu já sabia exatamente o que precisava para sair dele. Daí pra começar uma dieta foi um passo (já estou 8kg mais magra); saí do twitter, que era um vício; comecei a me cuidar. Logo antes do semestre coletivo recomeçar, reuni coragem e, em um final de semana, realizei um pequenino sonho de anos: mudar meu escritório pro quarto. Por uma série de razões, eu nunca pude fazer isso. E não se enganem, não foi fácil: eu tenho uma estante que pega uma parede inteira, com provavelmente uns 200 livros, acoplada com a bancada do computador. Foi um trampo. Mas valeu: antes eu trabalhava olhando pra parede. Agora trabalho com uma janela na minha frente, vejo o dia nascer, o sol se por, sinto a brisa e o frescor da chuva.
Como eu não tinha espaço, nem mesa, nem cadeiras, não me sentia confortável em receber pessoas. Na verdade, isso nunca tinha sido prioridade pra mim (nunca foi um hábito dos meus pais), mas a gente muda, e de uns anos pra cá, comecei a cultivar essa vontade. A partir de 2010, passei a hospedar pessoas, pelo Couch Surfing. Nesse ponto, era bom ter o quarto livre (e não a mesa), mas quando a gente trabalha em casa e só tem dois quartos, a prioridade é ter um ambiente agradável pra trabalhar e cuidar para oferecer um bom sofá-cama para receber bem o hóspede (aprendi isso com minha prima arquiteta).
Já começando a vibe de querer receber melhor, em 2010 ganhei uma mesa, de uma amiga. Pequena, era o que cabia no ap. (Mais adiante eu vou comprar - ou ganhar, quem sabe!!! - uma mesa maior, mas por enquanto essa tá de bom tamanho.)
Então em agosto de 2011, eu já tinha mesa, a sala já estava livre, mas eu não tinha cadeiras. Cheguei a convidar alguns amigos beeeeeeem chegados pra almoçar mesmo assim; generosos e desprendidos, comeram sentados nos banquinhos da cozinha e não reclamaram ahahaha.
E não é que eu não tenha tido dinheiro pra comprar antes (não tive foi muito tempo, e também não queria sair comprando as coisas correndo). É que eu não quero gastar a minha poupança enquanto eu não voltar a ter uma renda maior. To ganhando agora o ultra-mínimo para minha sobrevivência.
E eu também sempre quis comprar coisas usadas. Eu gosto dessa idéia. Falei sobre isso no último post. Acho que dá pra montar uma casa legal com bastante coisa usada. E não to falando de coisa velha, mas de móveis lindos e em bom estado, que só precisa de um tratinho pra ficar nova.
E agora, que falta pouco pra eu entregar minha tese, eu já tô louquinha pra começar a receber os amigos! Quero fazer festa, almoço, jantar, café com bolo, esquenta, quero hóspedes, tudo que eu tenho direito.
Ao mesmo tempo, estou eu cá com a minha decisão de ficar um ano sem comprar, querendo arrumar minha casa mas não gastar muito, louca pra ter um lugar agradável pra receber as pessoas... e aí, de repente, elas vieram. Ontem, as cadeiras, o carrinho lindo, as luminárias. E hoje... uma coleção de revistas de decoração que ganhei no Freecycle! (Lembrando que eu não posso comprar revistas por um ano) Em troca, anunciei lá todas as revistas Vogue (que também ganhei no Freecycle) e mais as outras tantas de moda que comprei no ano passado. :)
O mais legal, é que a minha "tia postiça" me contou, com lágrimas nos olhos, o quanto ela estava feliz de saber que as coisas estavam indo pra alguém da família (não somos parentes de sangue, mas é como se fôssemos), porque eram dos pais dela, e eles tinham sido muito felizes naquele apartamento, tinham se amado muito. Não é o máximo?
Energia fluindo!!!
Hoje, eu aplico isso pra tudo na minha vida. E, sabe, tem funcionado. Como eu disse, nem sempre estou bem, mas mesmo assim, eu sei que é uma questão de tempo. Que tudo flui, tudo muda. Nem sempre será fácil, mas a gente tem que confiar nos fluxos, nos ciclos de energia.
Eu sei que isso tudo parece bobagem de auto-ajuda, e quer saber, não me importo. Se uma agulha consegue ativar a energia no nosso corpo inteiro (a veterinária disse que já operou um cavalo acordado só com anestesia de acupuntura), se o Universo é feito de energia, se até no vácuo tem uma energia brutal, se tudo que existe, o ar, o corpo, as coisas, é feito de partículas de energia, quem sou eu pra não acreditar que, se a gente mobilizar isso, de verdade, a gente não consegue?
Não, eu não acredito na bobagem que o livro "O Segredo" diz (que só 1% das pessoas do mundo concentram a maior parte do dinheiro porque elas conhecem o Segredo). Sim, eu sei que não basta "energia boa" para curar um câncer (e nem pra criar um), mas a gente já sabe o quanto o cérebro da gente é capaz de criar - de coisas lindas, como a arte, a engenharia, a música, - a coisas horríveis, como a bomba atômica, instrumentos de tortura, e... as doenças psicossomáticas. E... a maneira como a gente encara as coisas pode, em muitos casos, ser a diferença entre uma morte - inevitável - pacífica ou agoniante ou dolorosa (isso foi um monge budista que me disse). Por isso tudo, eu acredito em energia sim.
E estou começando 2012 - não dizem que só começa depois do Carnaval? - me deixando preencher por todas essas coisas boas.
Energiaaaaaaaaaaa fluindooooooooooooo..............
:D
(Lembrando que eu posso comprar coisas pra casa. Roupas, maquiagem, acessórios e sapatos não, nem livros ou revistas e mais uma pá de coisas. Se vc não sabe do que estou falando, clique aqui e aqui pra entender)
De quebra, vou levar 4 luminárias vintage, lindas e tudo a ver com o clima mezzo provençal mezzo colorido que eu quero dar pra minha casa. Depois vou pintar as cadeiras, trocar o estofamento, vai ficar bonito de ver.
Essa introdução é pra falar sobre energia. Tem quem não acredite nisso, que ache que, por exemplo, acupuntura, ou massagem ayurvédica, não serve pra nada (diz isso pro meu cachorrinho, o Xulão, que esta semana, na primeira sessão de acupuntura, passou em 5 s do estado ultra agitado para o estado zen com uma agulhinha espetada ali entre as "sobrancelhas" - se cachorro tivesse sobrancelhas).
Depois da minha uma passadinha na UTI em 2004, eu passei a prestar MUITA atenção em energia. Porque pra mim foi muito claro que, somado com os fatores biológicos (dos quais eu, até hoje, não sei bem a origem), foi a energia, a tensão, toda jogada pra dentro, que me levou pra lá. Esse episódio foi o aviso que eu precisava para mudar o rumo da minha vida. E mudei. Parei de tentar controlar tudo (não que eu ainda não tente, mas nossa, eu era muito pior), e depois que conheci o budismo aprendi sobre a impermanência das coisas, tive consciência do quanto a gente alimenta o sofrimento e muitos outros ensinamentos importantes. Passei a fazer acupuntura, larguei todas as terapias racionais e comecei a investir no meu corpo: energia. Não é malhar não, ficar sarada, to falando de fazer a energia fluir. O rolfing foi o recheio importantíssimo desse bolo, e a dança indiana - Odissi, the cherry on top!
Isso não significa que eu esteja sempre bem. ANo passado foi duríssimo pra mim, mas enfrentei tudo pensando na impermanência, nos ciclos da vida... E devagarzinho as coisas vão melhorando. E aí a gente vai liberando de novo energia boa, e a vida vai respondendo... com alegria e mais energia boa.
Então, enquanto eu tava (bem) mal, sem energia pra me mexer e arrumar minha casa, me sentindo sozinha, triste, tudo foi muito difícil. Teve um período em 2011 que os dias que não eram ruins eram raros...
Em julho, fui passar um período na casa dos meus pais, e um dia, de repente, vi o tamanho do poço onde eu estava enfiada. E parece que, imediatamente, eu já sabia exatamente o que precisava para sair dele. Daí pra começar uma dieta foi um passo (já estou 8kg mais magra); saí do twitter, que era um vício; comecei a me cuidar. Logo antes do semestre coletivo recomeçar, reuni coragem e, em um final de semana, realizei um pequenino sonho de anos: mudar meu escritório pro quarto. Por uma série de razões, eu nunca pude fazer isso. E não se enganem, não foi fácil: eu tenho uma estante que pega uma parede inteira, com provavelmente uns 200 livros, acoplada com a bancada do computador. Foi um trampo. Mas valeu: antes eu trabalhava olhando pra parede. Agora trabalho com uma janela na minha frente, vejo o dia nascer, o sol se por, sinto a brisa e o frescor da chuva.
Como eu não tinha espaço, nem mesa, nem cadeiras, não me sentia confortável em receber pessoas. Na verdade, isso nunca tinha sido prioridade pra mim (nunca foi um hábito dos meus pais), mas a gente muda, e de uns anos pra cá, comecei a cultivar essa vontade. A partir de 2010, passei a hospedar pessoas, pelo Couch Surfing. Nesse ponto, era bom ter o quarto livre (e não a mesa), mas quando a gente trabalha em casa e só tem dois quartos, a prioridade é ter um ambiente agradável pra trabalhar e cuidar para oferecer um bom sofá-cama para receber bem o hóspede (aprendi isso com minha prima arquiteta).
Já começando a vibe de querer receber melhor, em 2010 ganhei uma mesa, de uma amiga. Pequena, era o que cabia no ap. (Mais adiante eu vou comprar - ou ganhar, quem sabe!!! - uma mesa maior, mas por enquanto essa tá de bom tamanho.)
Então em agosto de 2011, eu já tinha mesa, a sala já estava livre, mas eu não tinha cadeiras. Cheguei a convidar alguns amigos beeeeeeem chegados pra almoçar mesmo assim; generosos e desprendidos, comeram sentados nos banquinhos da cozinha e não reclamaram ahahaha.
E não é que eu não tenha tido dinheiro pra comprar antes (não tive foi muito tempo, e também não queria sair comprando as coisas correndo). É que eu não quero gastar a minha poupança enquanto eu não voltar a ter uma renda maior. To ganhando agora o ultra-mínimo para minha sobrevivência.
E eu também sempre quis comprar coisas usadas. Eu gosto dessa idéia. Falei sobre isso no último post. Acho que dá pra montar uma casa legal com bastante coisa usada. E não to falando de coisa velha, mas de móveis lindos e em bom estado, que só precisa de um tratinho pra ficar nova.
E agora, que falta pouco pra eu entregar minha tese, eu já tô louquinha pra começar a receber os amigos! Quero fazer festa, almoço, jantar, café com bolo, esquenta, quero hóspedes, tudo que eu tenho direito.
Ao mesmo tempo, estou eu cá com a minha decisão de ficar um ano sem comprar, querendo arrumar minha casa mas não gastar muito, louca pra ter um lugar agradável pra receber as pessoas... e aí, de repente, elas vieram. Ontem, as cadeiras, o carrinho lindo, as luminárias. E hoje... uma coleção de revistas de decoração que ganhei no Freecycle! (Lembrando que eu não posso comprar revistas por um ano) Em troca, anunciei lá todas as revistas Vogue (que também ganhei no Freecycle) e mais as outras tantas de moda que comprei no ano passado. :)
O mais legal, é que a minha "tia postiça" me contou, com lágrimas nos olhos, o quanto ela estava feliz de saber que as coisas estavam indo pra alguém da família (não somos parentes de sangue, mas é como se fôssemos), porque eram dos pais dela, e eles tinham sido muito felizes naquele apartamento, tinham se amado muito. Não é o máximo?
Energia fluindo!!!
Hoje, eu aplico isso pra tudo na minha vida. E, sabe, tem funcionado. Como eu disse, nem sempre estou bem, mas mesmo assim, eu sei que é uma questão de tempo. Que tudo flui, tudo muda. Nem sempre será fácil, mas a gente tem que confiar nos fluxos, nos ciclos de energia.
Eu sei que isso tudo parece bobagem de auto-ajuda, e quer saber, não me importo. Se uma agulha consegue ativar a energia no nosso corpo inteiro (a veterinária disse que já operou um cavalo acordado só com anestesia de acupuntura), se o Universo é feito de energia, se até no vácuo tem uma energia brutal, se tudo que existe, o ar, o corpo, as coisas, é feito de partículas de energia, quem sou eu pra não acreditar que, se a gente mobilizar isso, de verdade, a gente não consegue?
Não, eu não acredito na bobagem que o livro "O Segredo" diz (que só 1% das pessoas do mundo concentram a maior parte do dinheiro porque elas conhecem o Segredo). Sim, eu sei que não basta "energia boa" para curar um câncer (e nem pra criar um), mas a gente já sabe o quanto o cérebro da gente é capaz de criar - de coisas lindas, como a arte, a engenharia, a música, - a coisas horríveis, como a bomba atômica, instrumentos de tortura, e... as doenças psicossomáticas. E... a maneira como a gente encara as coisas pode, em muitos casos, ser a diferença entre uma morte - inevitável - pacífica ou agoniante ou dolorosa (isso foi um monge budista que me disse). Por isso tudo, eu acredito em energia sim.
E estou começando 2012 - não dizem que só começa depois do Carnaval? - me deixando preencher por todas essas coisas boas.
Energiaaaaaaaaaaa fluindooooooooooooo..............
:D
26 fevereiro 2012
Conciliando a ansiedade com a vontade de comprar
Tá ficando brabo. Tô ansiosa. Faltam 3 semanas pra o prazo de entrega da minha tese. A partir de agora, vou entrar em modo tese 24/7h, a cabeça a mil, um monte de coisas pra terminar, auto-crítica a todo vapor adrenalina a mil. Minha meta é finalizar o grosso em 2 semanas e deixar a última para ajustes finais (mesmo porque, nesta última terei um amigo de fora na cidade e quero ter tempo pra encontrá-lo, já que é raro vê-lo. Tem também uma amiga chegando também nesta próxima com o bebê de 3 meses, que preciso - quero muito! - encontrar).
Alguns dos meus últimos mini-surtinhos de compras em 2011 foram nesse período pauleira da tese (teve um período de 2 meses que foi pauleiríssima), parte em lojas virtuais, parte em lojas físicas mesmo. Muito tempo sozinha, muita ansiedade, caldeirão de emoções fervilhando... Vamos ver como segurar a vontadinha do cartão de crédito. Para evitar as tentações nessa fase punk, convém não ir ao shopping - não devo ir, mas não posso prever, às vezes eu vou trabalhar no café pra ver gente mesmo, quando estou me sentindo muito isolada do mundo; não olhar os posts de desapegos em blogs de maquiagem...
O louco é que comprar dá um prazerzinho até nas pequenas coisas. Sei, sei que ainda não passei grandes provações... então talvez não tenha um termo de comparação. Mas parece que mesmo aquele vidrinho de manipulado homeopático que supostamente vai ajudar seu cabelo e unhas a se fortalecer já é furar o plano de não comprar. E não é: não está na minha lista; sim, tem a ver com beleza, mas também tem a ver com a minha saúde. E eu tenho prezado cada vez mais estar bela não só externamente - com bolsas, sapatos e etc - mas também internamente, me alimentando bem, fazendo exercícios, etc.
Quem sabe consigo segurar a ansiedade simplesmente comprando minhas comidinhas saudáveis e fazendo hidratações no cabelo (em casa!). E ah, olhando pra fatura do meu cartão de crédito que, para meu deleite, diminui a cada mês. A ver.
Alguns dos meus últimos mini-surtinhos de compras em 2011 foram nesse período pauleira da tese (teve um período de 2 meses que foi pauleiríssima), parte em lojas virtuais, parte em lojas físicas mesmo. Muito tempo sozinha, muita ansiedade, caldeirão de emoções fervilhando... Vamos ver como segurar a vontadinha do cartão de crédito. Para evitar as tentações nessa fase punk, convém não ir ao shopping - não devo ir, mas não posso prever, às vezes eu vou trabalhar no café pra ver gente mesmo, quando estou me sentindo muito isolada do mundo; não olhar os posts de desapegos em blogs de maquiagem...
O louco é que comprar dá um prazerzinho até nas pequenas coisas. Sei, sei que ainda não passei grandes provações... então talvez não tenha um termo de comparação. Mas parece que mesmo aquele vidrinho de manipulado homeopático que supostamente vai ajudar seu cabelo e unhas a se fortalecer já é furar o plano de não comprar. E não é: não está na minha lista; sim, tem a ver com beleza, mas também tem a ver com a minha saúde. E eu tenho prezado cada vez mais estar bela não só externamente - com bolsas, sapatos e etc - mas também internamente, me alimentando bem, fazendo exercícios, etc.
Quem sabe consigo segurar a ansiedade simplesmente comprando minhas comidinhas saudáveis e fazendo hidratações no cabelo (em casa!). E ah, olhando pra fatura do meu cartão de crédito que, para meu deleite, diminui a cada mês. A ver.
Um lugar cheio de história
Post longo, vai lá pegar um café, volta e senta:
Apesar de eu adorar comprar coisas novas, eu gosto muito também do fato de que estou montando meu ap - e meu armário! - com coisas que ganhei ou comprei de segunda mão ou trouxe de viagens. Procuro praticar também o desapego das coisas que não uso mais e arrumar as roupas que eu gosto mas não estão 100% usáveis por causa do tamanho, corte, etc. Algumas das minhas experiências:
- Frequento brechós há muitos anos. Normalmente eu vou meio randomicamente, raramente vou procurando algo específico (mas já fui procurando vestidos de festa e me dei bem). Já comprei coisas muuito legais mesmo, vestidos que uso bastante, saias, bolsinhas, cintos. O que não fica perfeito, manda-se arrumar. Esses dias transformei um vestido - de brechó - que usei quase nada, porque me deixava com cara de grávida, mas que tinha um tecido lindo de morrer, em uma linda saia de cintura alta. (aliás, já é o terceiro vestido meu que vira saia - se eu não gosto da parte de cima, mas o tecido é bonito, pronto! é só cortar a parte de cima!)
- De vez em quando uma amiga me dá umas roupas legais, muitas eu uso pra caramba, já mandei arrumar uma saia que estava nova e ela não conseguia aproveitar - uso direto. Já ganhei uma mala do tamanho que cabe dentro do avião (perfeita porque eu estava recém começando um trabalho que me exigiu inúmeras viagens) em troca de uma série de roupas, também. Minha meta é conseguir organizar um dia de troca-troca entre amigas, regado a comidinhas e papos mulherzinha.
- Minha mãe me deu algumas coisas preciosas que ela não usa mais: blusas de renda, saias e camisas de linho, uma blusa anos 70 lindaaaaa e com super cara de anos 70, uma bata indiana também 70's, bolsinhas, etc. Uso tudo, mas não saio "montada de brechó/vintage". Gosto de misturar com as outras coisas que eu tenho. Fica um visual atual, com um toque vintage e uma história pra contar.
Até da minha avó herdei coisas (camisas de cambraia, coisa finaaaaaaa, lenços lindos e coloridos e até um vestido chemise branco de bolinha vermelha! amo! voltou da costureira hoje, to louca pra usar!)
Ah, e como eu e minha mãe adoramos echarpes e lenços, trocamos de vez em quando - isso me lembra que preciso pegar emprestado de novo a echarpe étnica que eu adoro.
- Eu também faço periodicamente meu sacão de roupas pra doação. Algumas vão pra empregada, outras vão pra alunas começando estágio, outras pra amigas. Também dôo livros (jurídicos, em geral) no Freecycle, além de coisas como uma TV, fogão, sapatos, bolsas etc. Comecei 2012 me libertando - doei uma bicicleta que eu não usava há uns 20 anos pra um rapaz poder ir pra escola. :)
- Herdei uma pá de louças com carinha de vó... da minha avó, um pufe, um fogão novo com dois (2!) fornos que eu começarei a usar em breve, assim que entregar a tese e puder me dedicar à culinária e aos outros projetos que eu tô louca pra começar a por em prática, ganhei de uma amiga a mesa atual da sala e uma poltrona (e ela ainda tinha uma mesa grande e eu recusei, aff, tapa na oreia, seria ideal, agora). E amanhã tô indo buscar na minha tia um carrinho de bebidas e, se tudo der certo, 4 cadeiras, tudo usado, tudo cheio de história. Fiquei um bom tempo sem as cadeiras e agora elas chegaram, bem na hora que eu to me preparando pra voltar a ter uma vida social agitada. A energia flui, gosto tanto disso!
- Por fim, procuro sempre trazer pequenos objetos de decoração e, invariavelmente, uma bijuteria ou semi-jóia para mim quando eu viajo. Foi isso que me fez furar meu no-buy em Floripa, e é isso que certamente me fará furar na viagem internacional que eu farei (ah, se farei!) ainda este ano (além da listinha de cosméticos permitidos).
Quando viajo, o free-shop é o que menos me dá tesão (apesar de eu adorar maquiagem, cosméticos e bebidinhas). Meu coração bate forte mesmo é nas feiras de antiguidades, nas de moda alternativa, nas feiras de rua, nos artesãos. É assim que eu levo comigo a minha experiência com aquela cidade, seus habitantes, aquele lugar, e não o que eu compro na loja Outlet da Nike ou na Zara local. Isso tem em qualquer lugar do mundo. Mas em qualquer lugar do mundo não tem aquela camiseta com um aplique único (BsAs/AR), a blusa de renda de filé (MCZ/AL), o anel de chifre de touro (SLZ/MA) (nada ecológico, eu sei, mas eu como carne e uso couro, então não sejamos hipócritas, né? um dia ainda viro veggie, mas preciso ainda evoluir um pouco), o pingente de libélula (MVD/UR), as tartaruguinhas entalhadas em madeira (Praia do Forte/BA), e nem a estrela de crochê grudada na janela, que faz uma sombra linda na parede nas noites de lua cheia (PoA/RS). :)
Eu gosto de saber que minha casa e minhas roupas contam histórias sobre os lugares que visitei e têm a energia (espero que, sempre, boa) de pessoas que conheci (ou não). Acho esse um jeito delicioso de praticar o consumo consciente, a preferência pelo que é local e genuíno (x o que é industrializado), a solidariedade.
Apesar de eu adorar comprar coisas novas, eu gosto muito também do fato de que estou montando meu ap - e meu armário! - com coisas que ganhei ou comprei de segunda mão ou trouxe de viagens. Procuro praticar também o desapego das coisas que não uso mais e arrumar as roupas que eu gosto mas não estão 100% usáveis por causa do tamanho, corte, etc. Algumas das minhas experiências:
- Frequento brechós há muitos anos. Normalmente eu vou meio randomicamente, raramente vou procurando algo específico (mas já fui procurando vestidos de festa e me dei bem). Já comprei coisas muuito legais mesmo, vestidos que uso bastante, saias, bolsinhas, cintos. O que não fica perfeito, manda-se arrumar. Esses dias transformei um vestido - de brechó - que usei quase nada, porque me deixava com cara de grávida, mas que tinha um tecido lindo de morrer, em uma linda saia de cintura alta. (aliás, já é o terceiro vestido meu que vira saia - se eu não gosto da parte de cima, mas o tecido é bonito, pronto! é só cortar a parte de cima!)
- De vez em quando uma amiga me dá umas roupas legais, muitas eu uso pra caramba, já mandei arrumar uma saia que estava nova e ela não conseguia aproveitar - uso direto. Já ganhei uma mala do tamanho que cabe dentro do avião (perfeita porque eu estava recém começando um trabalho que me exigiu inúmeras viagens) em troca de uma série de roupas, também. Minha meta é conseguir organizar um dia de troca-troca entre amigas, regado a comidinhas e papos mulherzinha.
- Minha mãe me deu algumas coisas preciosas que ela não usa mais: blusas de renda, saias e camisas de linho, uma blusa anos 70 lindaaaaa e com super cara de anos 70, uma bata indiana também 70's, bolsinhas, etc. Uso tudo, mas não saio "montada de brechó/vintage". Gosto de misturar com as outras coisas que eu tenho. Fica um visual atual, com um toque vintage e uma história pra contar.
Até da minha avó herdei coisas (camisas de cambraia, coisa finaaaaaaa, lenços lindos e coloridos e até um vestido chemise branco de bolinha vermelha! amo! voltou da costureira hoje, to louca pra usar!)
Ah, e como eu e minha mãe adoramos echarpes e lenços, trocamos de vez em quando - isso me lembra que preciso pegar emprestado de novo a echarpe étnica que eu adoro.
- Eu também faço periodicamente meu sacão de roupas pra doação. Algumas vão pra empregada, outras vão pra alunas começando estágio, outras pra amigas. Também dôo livros (jurídicos, em geral) no Freecycle, além de coisas como uma TV, fogão, sapatos, bolsas etc. Comecei 2012 me libertando - doei uma bicicleta que eu não usava há uns 20 anos pra um rapaz poder ir pra escola. :)
- Herdei uma pá de louças com carinha de vó... da minha avó, um pufe, um fogão novo com dois (2!) fornos que eu começarei a usar em breve, assim que entregar a tese e puder me dedicar à culinária e aos outros projetos que eu tô louca pra começar a por em prática, ganhei de uma amiga a mesa atual da sala e uma poltrona (e ela ainda tinha uma mesa grande e eu recusei, aff, tapa na oreia, seria ideal, agora). E amanhã tô indo buscar na minha tia um carrinho de bebidas e, se tudo der certo, 4 cadeiras, tudo usado, tudo cheio de história. Fiquei um bom tempo sem as cadeiras e agora elas chegaram, bem na hora que eu to me preparando pra voltar a ter uma vida social agitada. A energia flui, gosto tanto disso!
- Por fim, procuro sempre trazer pequenos objetos de decoração e, invariavelmente, uma bijuteria ou semi-jóia para mim quando eu viajo. Foi isso que me fez furar meu no-buy em Floripa, e é isso que certamente me fará furar na viagem internacional que eu farei (ah, se farei!) ainda este ano (além da listinha de cosméticos permitidos).
Quando viajo, o free-shop é o que menos me dá tesão (apesar de eu adorar maquiagem, cosméticos e bebidinhas). Meu coração bate forte mesmo é nas feiras de antiguidades, nas de moda alternativa, nas feiras de rua, nos artesãos. É assim que eu levo comigo a minha experiência com aquela cidade, seus habitantes, aquele lugar, e não o que eu compro na loja Outlet da Nike ou na Zara local. Isso tem em qualquer lugar do mundo. Mas em qualquer lugar do mundo não tem aquela camiseta com um aplique único (BsAs/AR), a blusa de renda de filé (MCZ/AL), o anel de chifre de touro (SLZ/MA) (nada ecológico, eu sei, mas eu como carne e uso couro, então não sejamos hipócritas, né? um dia ainda viro veggie, mas preciso ainda evoluir um pouco), o pingente de libélula (MVD/UR), as tartaruguinhas entalhadas em madeira (Praia do Forte/BA), e nem a estrela de crochê grudada na janela, que faz uma sombra linda na parede nas noites de lua cheia (PoA/RS). :)
Eu gosto de saber que minha casa e minhas roupas contam histórias sobre os lugares que visitei e têm a energia (espero que, sempre, boa) de pessoas que conheci (ou não). Acho esse um jeito delicioso de praticar o consumo consciente, a preferência pelo que é local e genuíno (x o que é industrializado), a solidariedade.
24 fevereiro 2012
E presente, pode?
Mais uma coisa que eu posso fazer e que ajuda no ano sem comprar: ganhar presentes! :D
Se me oferecerem eu aceito feliz, não sou boba, quem não gosta? Mas, como já vi outras blogueiras falando, não é pras pessoas ficarem com pena e me dar, essa não é a idéia.
De todo modo, na vibe "ganhar presente", ganhei de mamãe e papai uma bolsa e uma sandália logo no início do ano. Podiam ter sido dois sapatos/sandálias, mas quando vi, em liquidação, uma bolsa cujo modelo eu quero faz uns bons 5 ou 6 anos (eu digo que não compro quase nunca por impulso), agarrei-me a ela e tirei um sapatos ma.ra.vi.lho.so que já estava separado da sacola (não dava pra mamãe comprar os três). O outro presente foi uma sandália, que é uma coisa praticamente inexistente no meu armário e, portanto, muito bem vinda. Chique, linda, versátil e confortável.
Mas, apesar de minha mãe adorar me comprar presentes, eu não tenho feito esse joguinho não. Esses dias mesmo ela perguntou se eu queria, sei lá, acho que era uma camiseta, e eu disse "não estou precisando". Aliás, acho que meus pais me dão bem menos presentes do que eu poderia ganhar, porque eu vivo dizendo não, obrigada. E mesmo assim, já me deram coisas demais, certamente muito mais do que eu preciso.
Se me oferecerem eu aceito feliz, não sou boba, quem não gosta? Mas, como já vi outras blogueiras falando, não é pras pessoas ficarem com pena e me dar, essa não é a idéia.
De todo modo, na vibe "ganhar presente", ganhei de mamãe e papai uma bolsa e uma sandália logo no início do ano. Podiam ter sido dois sapatos/sandálias, mas quando vi, em liquidação, uma bolsa cujo modelo eu quero faz uns bons 5 ou 6 anos (eu digo que não compro quase nunca por impulso), agarrei-me a ela e tirei um sapatos ma.ra.vi.lho.so que já estava separado da sacola (não dava pra mamãe comprar os três). O outro presente foi uma sandália, que é uma coisa praticamente inexistente no meu armário e, portanto, muito bem vinda. Chique, linda, versátil e confortável.
Mas, apesar de minha mãe adorar me comprar presentes, eu não tenho feito esse joguinho não. Esses dias mesmo ela perguntou se eu queria, sei lá, acho que era uma camiseta, e eu disse "não estou precisando". Aliás, acho que meus pais me dão bem menos presentes do que eu poderia ganhar, porque eu vivo dizendo não, obrigada. E mesmo assim, já me deram coisas demais, certamente muito mais do que eu preciso.
Táticas para não comprar
Logo de cara, quando resolvi entrar no desafio proposto no fórum on-line que eu frequento, comecei a notar que havia tentações que eu precisava eliminar da minha vista.
A minha primeira providência foi cancelar newsletters de sites de compras como Coquelux e Privalia, cancelei também da L'Occitane - sempre tentadora - e preciso cancelar da Le Lis Blanc. O problema das newsletters não é só a tentação de comprar on-line. Elas também, simplesmente, lembram você que elas existem, aquelas marcas que são suas queridinhas (como são pra mim a L'Occitane e a Le Lis Blanc), e aí vai dando mais vontade de comprar.
Os sites de compras nunca haviam representado tentação pra mim até ano passado, quando parei de dar aulas e fiquei trabalhando em casa... acabei comprando bem mais on-line do que o normal (para os meus padrões, que eu cada vez mais noto que são bem comedidos). Especialmente no Coquelux, que realmente tem umas ofertas de roupas e cosméticos interessantes.
Se inscrever no desafio no fórum também foi bom, porque você tem que prestar contas a alguém, troca idéias, eu gosto do conceito dos fóruns on-line (atualmente participo de dois). Na verdade, eu só criei coragem pra encarar porque vi esse post no fórum, porque sozinha (no final, eu sei que é sozinha, mas acho que me fiz entender) eu tava sem pique de tentar.
Eu me sinto meio na obrigação moral de confessar as minhas escapadas no fórum. Porém, eu sinto que todo mundo lá acaba sendo muito compreensiva quando a gente fura e confessa. Mas tá bom, eu já tenho um censor interno, e ele é bem feroz.
O que eu precisava MESMO fazer: cortar as horas que eu jogo fora olhando blogs de moda, maquiagem, etc, que são um vício. Tá, eles substituem as revistas que eu também não vou comprar. Tá, eles são ótimas referências para eu aproveitar melhor o meu armário (de fato, eu mudei MUITO o meu modo de me vestir depois de começar a olhar esse blogs). Maaaas, eles também me deixam com vontade de comprar muuuuita coisa. Grande parte das compras que eu fiz no ano passado foram influência do que eu vi nos blogs, da maquiagem aos oxfords.
Pra resolver um pouco isso, enquanto eu não tomo tento e/ou arrumo um trabalho que me ocupe as várias horas lesadas do dia (como se eu não tivesse uma tese pra terminar), resolvi criar uma pasta de inspirações e uma lista de desejos no One Note.
Faz tempo que eu queria fazer isso, mas não necessariamente criar mais um blog, tumblr ou pinterest or whatever. Só queria colecionar referências. Então abri a pastinha lá e agora to fazendo uma pasta com referências de cores, e quando vejo os lançamentos de maquiagem que eu quero comprar, vou jogando na lista de desejos. É um jeito de canalizar a vontade de comprar: sabendo que sim, eu posso comprar depois. E aproveitando pra colecionar referências pra eu aproveitar melhor o meu armário.
Por enquanto está tudo bem. Já faz quase um mês - desde que voltei de Floripa, no comecinho de fevereiro - que eu não compro nada da minha lista de itens proibidos. A última vez que fui na Ikesaki, há uns 10 dias (que pra quem não sabe é uma mega loja de cosméticos na Liberdade) - resisti às tentações, e as únicas coisas que comprei foram a tintura pra cabelo (necessááária!) e dois vidros (tipo spray) para fazer receitas caseiras de gel pra passar no cabelo, que eu aprendi no outro fórum que eu frequento.
Também é bom ler outros blogueiros que contam sobre os seus desafios de não comprar, pra gente se inspirar. Tem muita gente fazendo isso no Brasil e no mundo, gente bem mais ousada que eu. Recomendo este post aqui da Marina: Tem mais gente por aí desistindo de comprar.
A minha primeira providência foi cancelar newsletters de sites de compras como Coquelux e Privalia, cancelei também da L'Occitane - sempre tentadora - e preciso cancelar da Le Lis Blanc. O problema das newsletters não é só a tentação de comprar on-line. Elas também, simplesmente, lembram você que elas existem, aquelas marcas que são suas queridinhas (como são pra mim a L'Occitane e a Le Lis Blanc), e aí vai dando mais vontade de comprar.
Os sites de compras nunca haviam representado tentação pra mim até ano passado, quando parei de dar aulas e fiquei trabalhando em casa... acabei comprando bem mais on-line do que o normal (para os meus padrões, que eu cada vez mais noto que são bem comedidos). Especialmente no Coquelux, que realmente tem umas ofertas de roupas e cosméticos interessantes.
Se inscrever no desafio no fórum também foi bom, porque você tem que prestar contas a alguém, troca idéias, eu gosto do conceito dos fóruns on-line (atualmente participo de dois). Na verdade, eu só criei coragem pra encarar porque vi esse post no fórum, porque sozinha (no final, eu sei que é sozinha, mas acho que me fiz entender) eu tava sem pique de tentar.
Eu me sinto meio na obrigação moral de confessar as minhas escapadas no fórum. Porém, eu sinto que todo mundo lá acaba sendo muito compreensiva quando a gente fura e confessa. Mas tá bom, eu já tenho um censor interno, e ele é bem feroz.
O que eu precisava MESMO fazer: cortar as horas que eu jogo fora olhando blogs de moda, maquiagem, etc, que são um vício. Tá, eles substituem as revistas que eu também não vou comprar. Tá, eles são ótimas referências para eu aproveitar melhor o meu armário (de fato, eu mudei MUITO o meu modo de me vestir depois de começar a olhar esse blogs). Maaaas, eles também me deixam com vontade de comprar muuuuita coisa. Grande parte das compras que eu fiz no ano passado foram influência do que eu vi nos blogs, da maquiagem aos oxfords.
Pra resolver um pouco isso, enquanto eu não tomo tento e/ou arrumo um trabalho que me ocupe as várias horas lesadas do dia (como se eu não tivesse uma tese pra terminar), resolvi criar uma pasta de inspirações e uma lista de desejos no One Note.
Faz tempo que eu queria fazer isso, mas não necessariamente criar mais um blog, tumblr ou pinterest or whatever. Só queria colecionar referências. Então abri a pastinha lá e agora to fazendo uma pasta com referências de cores, e quando vejo os lançamentos de maquiagem que eu quero comprar, vou jogando na lista de desejos. É um jeito de canalizar a vontade de comprar: sabendo que sim, eu posso comprar depois. E aproveitando pra colecionar referências pra eu aproveitar melhor o meu armário.
Por enquanto está tudo bem. Já faz quase um mês - desde que voltei de Floripa, no comecinho de fevereiro - que eu não compro nada da minha lista de itens proibidos. A última vez que fui na Ikesaki, há uns 10 dias (que pra quem não sabe é uma mega loja de cosméticos na Liberdade) - resisti às tentações, e as únicas coisas que comprei foram a tintura pra cabelo (necessááária!) e dois vidros (tipo spray) para fazer receitas caseiras de gel pra passar no cabelo, que eu aprendi no outro fórum que eu frequento.
Também é bom ler outros blogueiros que contam sobre os seus desafios de não comprar, pra gente se inspirar. Tem muita gente fazendo isso no Brasil e no mundo, gente bem mais ousada que eu. Recomendo este post aqui da Marina: Tem mais gente por aí desistindo de comprar.
22 fevereiro 2012
Sei que pra muita gente talvez esta lista de não compras e suas exceções pareça uma futilidade de menina rica que pode escolher não comprar - ao contrário de muita gente que simplesmente não pode comprar quase nada.
Pra começar, não sou rica. Sou filha de classe média, sim, faço parte dos 20% com renda mais alta do país, tive o privilégio de estudar em escola particular e faculdade pública, mas rica tá meio longe de ser o meu status financeiro. Ralo, e muito, pra ganhar o meu dinheiro, e minha renda costuma oscilar.
Mas pra mim é um exercício importante. Eu nunca fui gastadeira. Não sou de comprar por impulso, isso acontece raramente. Levo anos, às vezes, pra comprar uma peça de roupa clássica que acho importante. Pesquiso preço. Espero até achar exatamente o que eu quero, pelo preço que acho razoável pagar. De vez em quando jogo todas essas regras pro alto, e faço uma farrinha, mas é raro.
Então pra mim essa decisão tem a ver com um monte de inquietações e descobertas sobre mim. Com o meu presente e com o meu futuro.
Sempre que der, ou que eu tiver saco, contarei a quantas anda o projeto. Quem sabe em 2012 esse blog, finalmente, volta a viver.
Pra começar, não sou rica. Sou filha de classe média, sim, faço parte dos 20% com renda mais alta do país, tive o privilégio de estudar em escola particular e faculdade pública, mas rica tá meio longe de ser o meu status financeiro. Ralo, e muito, pra ganhar o meu dinheiro, e minha renda costuma oscilar.
Mas pra mim é um exercício importante. Eu nunca fui gastadeira. Não sou de comprar por impulso, isso acontece raramente. Levo anos, às vezes, pra comprar uma peça de roupa clássica que acho importante. Pesquiso preço. Espero até achar exatamente o que eu quero, pelo preço que acho razoável pagar. De vez em quando jogo todas essas regras pro alto, e faço uma farrinha, mas é raro.
Então pra mim essa decisão tem a ver com um monte de inquietações e descobertas sobre mim. Com o meu presente e com o meu futuro.
Sempre que der, ou que eu tiver saco, contarei a quantas anda o projeto. Quem sabe em 2012 esse blog, finalmente, volta a viver.
Minhas regras de não compras em 2012
Bem, como eu disse, fiz uma lista com exceções. Vamos a ela.
1. vestuário e acessórios: não comprarei roupas, sapatos, bolsas, acessórios. As únicas exceções permitidas são calcinhas e soutiens, se eu realmente precisar (no momento, não preciso).
Se eu viajar, abrirei exceção para roupas indianas - se eu for pra India (porque eu faço dança indiana e aqui as roupas de dança são muito caras, e preciso de um sári para apresentações e de outro para usar nas aulas) e para roupas de frio se eu for pra algum lugar muito frio e não conseguir casacos emprestados (será minha primeira opção).
***Furei esta regra logo no começo do ano. Não resisti e comprei um par de brincos, uma pulseira e um pingente na minha viagem a Florianópolis. Fiquei frustrada depois. Mas isso não me fez desistir. Me fez perceber que preciso mudar o pensamento. Em vez de "não posso comprar" (é proibido), preciso mudar o pensamento para "escolho não comprar" ou "eu posso não comprar" (é uma escolha que estou fazendo e que tem um propósito).
2. higiene pessoal e cuidados com a pele: hidratantes, óleos, sabonetes pro rosto e corpo, desodorantes - só quando acabarem os que eu já tenho, para reposição mesmo. Exceção - minha amiga vai pro Canadá e vou pedir o sabonete líquido L'Occitane que eu uso todo dia, que aqui custa o olho da cara. Esse vale a pena comprar antes de acabar porque o preço daqui é sem noção e eu realmente uso todo dia (estou repensando esta exceção. talvez peça somente um. a ver).
Perfumes estão proibidos (tenho dois bem cheiões), e protetores solares liberados porque são uma questão de saúde.
***semi-furei esta regra ainda em janeiro. não considero que furei mesmo porque comprei coisas que eu realmente uso, mas fiquei achando que comprei demais. achei na Panvel, lá no sul, um hidratante em gel com Aloe Vera sensacional para o pós-sol, coisa que eu compro todo verão e que acho meio essencial pra não torrar a minha pele na praia. Eu teria comprado um mini-estoque lá, mas voltei meio correndo pra SP e não deu tempo. Então, entrei no site e comprei 3 tubos (valem uns 2 anos). E comprei dois óleos para banho porque todos os meus tinham acabado. Tecnicamente não comprei nada proibido e que não seja reposição. Comprei um pouquinho a mais porque pagaria frete alto e quis fazer "valer o frete", e ele ia diminuindo quanto maior o valor da compra. Mas podia não ter comprado, sabe? Depois saquei que podia ter usado óleo de coco no banho. De todo modo, já foi. Isso me fez ver que preciso refletir mais antes de comprar, mesmo as coisas que eu "posso".
Produtos para o cabelo também estão na lista de proibições, exceto tonalizante/tintura (a pessoa tem que manter a dignidade). Só poderei comprar shampoo, condicionador, leave-in e afins quando acabarem todos os que eu tenho. Considerando a quantidade de produtos que comprei no final do ano passado, vai demorar um tempão.
Unica exceção: se eu tiver uma chance de comprar Deva americano direto dos EUA, sem imposto (só permitida a exceção pra linha Deva). (Estou repensando esta exceção. Talvez eu não a use.)
3. beleza: não posso comprar batom, blush, sombra, iluminador, pó facial pra uso diário, primers.
Exceções: reposições de maquiagem que eu uso literalmente todo dia, quando acabarem, como rímel, lápis de olho azul marinho, preto, beringela e marrom, e corretivo. De todo modo, acho que não vão acabar antes do final do ano, talvez só o rimel.
Esmaltes também já tenho demais. As exceções permitidas são secante de esmalte, top coat, acetona, algodão, essas coisas pra fazer a unha e que eu só compro quando acaba mesmo.
Coloquei várias exceções na lista de maquiagem, especialmente produtos da MAC que eu quero há muito tempo e que não tenho parecido (não são muitos) ou que uso cotidianamente (como corretivo). O direito de usar a exceção seria quando minha amiga for pro Canadá, terra da MAC. Nesta lista do Canadá, portanto, tem L'Occitane, MAC e coisinhas que uso todo dia e que aqui custam muito mais caro ou não existem: balm (lá custa 1 dólar, aqui 10 reais, uso todo dia milhares de vezes por dia); mini-pasta de dente (aqui não existe); água termal (uso todo dia, lá custa 10 dólares, aqui custa 60/70 reais).
*** quase furei esta regra recentemente, mas resisti. Cheguei a mandar email pra duas pessoas que vendiam produtos pedindo pra reservar pra mim, depois pensei bem e desisti da compra. Um deles tecnicamente estaria permitido pois estava na minha lista de produtos da MAC e o preço era sem imposto. O outro seria sacanagem mesmo porque é um produto pra cabelo que eu já tenho um semelhante, cheio, pra usar. Me senti feliz e satisfeita comigo mesma de ter resistido.
*** quase furei esta regra recentemente, mas resisti. Cheguei a mandar email pra duas pessoas que vendiam produtos pedindo pra reservar pra mim, depois pensei bem e desisti da compra. Um deles tecnicamente estaria permitido pois estava na minha lista de produtos da MAC e o preço era sem imposto. O outro seria sacanagem mesmo porque é um produto pra cabelo que eu já tenho um semelhante, cheio, pra usar. Me senti feliz e satisfeita comigo mesma de ter resistido.
Também entram na lista de proibições revistas, livros, CDs/DVDs, caderninhos, papelaria, eletrônicos, lençóis, toalhas, etc. (não me perguntem por que a toalha está junto com os livros na lista de probidos).
*** também furei esta regra logo no começo do ano e teve a ver com um desconto de US$ 10,00 que eu tinha na Amazon e com um livro de auto-ajuda (confesso. é sobre conselhos de pessoas idosas sobre a vida) sobre o qual eu vi uma resenha. Acabei enfiando junto um livro de ficção científica que meu amigo tinha recomendado (mas ele não empresta os livros dele). Estou esperando chegar. óbvio que depois eu me senti mal de ter comprado.
Não devem entrar na lista produtos para a casa, especialmente se eu arrumar mais trabalho e realmente for reformar meu apartamento. Mas ainda não sei se reformarei - pelo menos, não sei se farei a big reforma inicialmente planejada. Estou com outros planos em mente. A ver.
Mais adiante eu conto algumas reflexões que já fiz nesses quase dois meses tentando não comprar, e outras pequeninas vitórias.
Um ano sem comprar ... valendo!
Como eu contava no post anterior, em 2011 tomei uma decisão que tem a ver com a visitinha da
Marina Paula aqui: ficar um ano sem comprar. Já explico.
Em 2010 e, especialmente, 2011, ganhei bem pela primeira vez na vida. Daí que (pros meu padrões, vejam bem), gastei como se não houvesse amanhã. Comprei maquiagem, comprei roupinhas, sapatos, coisinhas pra casa, presentes pra família (também guardei dinheiro, que não sou louca não, sabia que viria um período de pindaíba depois por conta da tese), comida boa. Tive faxineira uma vez por semana. Vivi sem preocupação com a conta bancária.
Com essa queda na renda, já esperada, somada com as reflexões que eu já vinha fazendo há mais de ano sobre o consumismo (foram várias aqui no blog, já faz tempo que ando me desfazendo devagarzinho de muitas coisas que eu não uso, tentando uma vida um pouco mais simples, com menos coisas), uma vontade que já tinha há um bom tempo de ficar 6 meses ou um ano sem comprar, e mais um empurrãozinho final das meninas de um Fórum que eu frequento, resolvi entrar no desafio.
No Fórum, várias moças que se propuseram a não comprar, e cada uma fez suas próprias regras. (posto as minhas depois).
As minhas regras incluem muita coisa: roupas, acessórios, maquiagem, esmaltes e toda a sorte de coisinhas de beleza (esmaltes, etc), livros, papelaria, enfim, depois eu posto. Coloquei algumas exceções, e mesmo de algumas delas estou pensando em abrir mão por um motivo mais nobre que precisa de planejamento, perseverança e grana.
COmo eu disse, essa vontade de não comprar tem a ver com a queda na minha renda (e a vontade de não gastar a poupança!!!) e também com reflexões sobre o consumismo, mas também tem a ver com as discussões que tenho tido com as moças de outro fórum que frequento, sobre cabelos cacheados, sobre os produtos de beleza e suas composições, com as minhas buscas por uma vida mais natural, mais orgânica, menos artificial.
Já faz uns 3 anos que passei a comer o máximo possível de verduras e legumes orgânicos, cozinhar sempre que possível minha própria comida, comer mais cereais, carboidratos integrais, sementes, legumes, frutas e verduras, menos carne, e agora um mundo novo de produtos de beleza "naturais" está se abrindo pra mim.
Descobri que com um bom óleo de côco em casa e meia dúzia de óleos essenciais vc improvisa um óleo hidratante que dá ótimo resultado e não tem parabenos, silicones e parafinas. Que vc não precisa encher o cabelo de silicone pra ele cachear bonito. Ou seja, a não precisa tanto assim da indústria de cosméticos. Isso não significa que seja mais barato (óleos vegetais e essenciais puros são carinhos). Mas tem certamente menos a ver com o consumo, com a grife do sabonete e do hidratante que vc usa, e mais com o resultado final que vc quer (estar bonita, com a pele hidratada e o cabelo lindão) e com o autocuidado, que anda me inspirando tanto desde agosto - depois que saí da lama emocional em que eu me encontrava desde o final de março.
A inspiração final veio do blog da Marina Paula (Um ano sem compras) e da Ludmila, de quem eu já era fã e que agora, além de feminista e minimalista, está economizando para fazer uma viagem de estudos para a França.
O meu auto-desafio começou em 1º de janeiro de 2011 e... eu já escorreguei no tomate. Mas não desisti (rá! eu não desisto fácil!). Conto daqui a pouco.
Marina Paula aqui: ficar um ano sem comprar. Já explico.
Em 2010 e, especialmente, 2011, ganhei bem pela primeira vez na vida. Daí que (pros meu padrões, vejam bem), gastei como se não houvesse amanhã. Comprei maquiagem, comprei roupinhas, sapatos, coisinhas pra casa, presentes pra família (também guardei dinheiro, que não sou louca não, sabia que viria um período de pindaíba depois por conta da tese), comida boa. Tive faxineira uma vez por semana. Vivi sem preocupação com a conta bancária.
Com essa queda na renda, já esperada, somada com as reflexões que eu já vinha fazendo há mais de ano sobre o consumismo (foram várias aqui no blog, já faz tempo que ando me desfazendo devagarzinho de muitas coisas que eu não uso, tentando uma vida um pouco mais simples, com menos coisas), uma vontade que já tinha há um bom tempo de ficar 6 meses ou um ano sem comprar, e mais um empurrãozinho final das meninas de um Fórum que eu frequento, resolvi entrar no desafio.
No Fórum, várias moças que se propuseram a não comprar, e cada uma fez suas próprias regras. (posto as minhas depois).
As minhas regras incluem muita coisa: roupas, acessórios, maquiagem, esmaltes e toda a sorte de coisinhas de beleza (esmaltes, etc), livros, papelaria, enfim, depois eu posto. Coloquei algumas exceções, e mesmo de algumas delas estou pensando em abrir mão por um motivo mais nobre que precisa de planejamento, perseverança e grana.
COmo eu disse, essa vontade de não comprar tem a ver com a queda na minha renda (e a vontade de não gastar a poupança!!!) e também com reflexões sobre o consumismo, mas também tem a ver com as discussões que tenho tido com as moças de outro fórum que frequento, sobre cabelos cacheados, sobre os produtos de beleza e suas composições, com as minhas buscas por uma vida mais natural, mais orgânica, menos artificial.
Já faz uns 3 anos que passei a comer o máximo possível de verduras e legumes orgânicos, cozinhar sempre que possível minha própria comida, comer mais cereais, carboidratos integrais, sementes, legumes, frutas e verduras, menos carne, e agora um mundo novo de produtos de beleza "naturais" está se abrindo pra mim.
Descobri que com um bom óleo de côco em casa e meia dúzia de óleos essenciais vc improvisa um óleo hidratante que dá ótimo resultado e não tem parabenos, silicones e parafinas. Que vc não precisa encher o cabelo de silicone pra ele cachear bonito. Ou seja, a não precisa tanto assim da indústria de cosméticos. Isso não significa que seja mais barato (óleos vegetais e essenciais puros são carinhos). Mas tem certamente menos a ver com o consumo, com a grife do sabonete e do hidratante que vc usa, e mais com o resultado final que vc quer (estar bonita, com a pele hidratada e o cabelo lindão) e com o autocuidado, que anda me inspirando tanto desde agosto - depois que saí da lama emocional em que eu me encontrava desde o final de março.
A inspiração final veio do blog da Marina Paula (Um ano sem compras) e da Ludmila, de quem eu já era fã e que agora, além de feminista e minimalista, está economizando para fazer uma viagem de estudos para a França.
O meu auto-desafio começou em 1º de janeiro de 2011 e... eu já escorreguei no tomate. Mas não desisti (rá! eu não desisto fácil!). Conto daqui a pouco.
Retomando (?)
Então, eu consegui uma micro prorrogação de prazo e não estou mais em surto, apesar de estar a menos de um mês do prazo final da minha tese (ou seja, continuo em surto, só que agora estou em negação ahahahaha).
Aproveitando o mood "balanço" da Marina Paula, e a pergunta que ela deixou nos comentários (obrigada pela inspiradora visita!) vou fazer o meu:
- em agosto, larguei o twitter (estava viciada. mesmo) e comecei uma dieta. Atualmente são 8 kg a menos na balança (era minha meta, portanto agora é só manter, acho que já engordei um quilinho esta semana aqui na casa dos meus pais), várias calças e vestidos na costureira pra apertar, ótimas auto-avaliações ao colocar o biquini e aparentemente, a partir de agora, uma eterna mini-vigilância com a comida? Bem, aparentemente eu tô me virando bem com a comida, aprendi a equilibrar os dias de excesso com a moderação em seguida.
- em outubro, mergulhei no universo de shampoos sem sulfato, deva curls, mascaras hidratantes e óleos vegetais na tentativa de salvar o meu cabelo (e minha alma?). PAssei a fotografar meu cabelo (é) e gastei os tubos em produtos que agora precisarei mais ou menos de um ou 2 anos pra usar. Estou deixando o cabelo crescer e parei de fazer reflexos e tingir, porque isso estava detonando demais meu cabelo. Além disso, estou ganhando 1/3 do que eu ganhava ano passado, então agora é hora de fechar a mão.
Aproveitando o mood "balanço" da Marina Paula, e a pergunta que ela deixou nos comentários (obrigada pela inspiradora visita!) vou fazer o meu:
- em agosto, larguei o twitter (estava viciada. mesmo) e comecei uma dieta. Atualmente são 8 kg a menos na balança (era minha meta, portanto agora é só manter, acho que já engordei um quilinho esta semana aqui na casa dos meus pais), várias calças e vestidos na costureira pra apertar, ótimas auto-avaliações ao colocar o biquini e aparentemente, a partir de agora, uma eterna mini-vigilância com a comida? Bem, aparentemente eu tô me virando bem com a comida, aprendi a equilibrar os dias de excesso com a moderação em seguida.
- em outubro, mergulhei no universo de shampoos sem sulfato, deva curls, mascaras hidratantes e óleos vegetais na tentativa de salvar o meu cabelo (e minha alma?). PAssei a fotografar meu cabelo (é) e gastei os tubos em produtos que agora precisarei mais ou menos de um ou 2 anos pra usar. Estou deixando o cabelo crescer e parei de fazer reflexos e tingir, porque isso estava detonando demais meu cabelo. Além disso, estou ganhando 1/3 do que eu ganhava ano passado, então agora é hora de fechar a mão.
27 dezembro 2011
tá osso
quem sabe consigo reassumir alguma programação com alguma frequencia no ano que vem.
no momento, já me faltam energias pras coisas importantes, o que dizer deste pobre bloguinho.
2011, puta ano difícil, viu? já vai tarde. que 2012 seja melhor.
no momento, já me faltam energias pras coisas importantes, o que dizer deste pobre bloguinho.
2011, puta ano difícil, viu? já vai tarde. que 2012 seja melhor.
18 dezembro 2011
angústias de uma doutoranda em crise
A única (ÚNICA? tipo, escrever uma tese é TÃO FÁCIL, né?...) coisa difícil é controlar a vontade de fazer compras online e vivenciar esse prazer fútil e volátil que é receber uma caixinha cheia de cosméticos, sapatos e outras delicinhas em casa, uma coisa quase infantil.
Veja, fico em casa o dia inteiro sozinha estudando/escrevendo. Não posso mijogar na coxinha, na pizza e no brigadeiro porque, idéia estúpida suprema, resolvi começar uma dieta ao mesmo tempo em que o relógio estava ticando os dias e horas faltantes para o prazo de depósito (e já perdi 7 kg, não vou parar agora que só falta 1!).
Não posso descontar no exercício porque, bem, minha escola de dança está de férias e eu ODEIO academia. Meditar é uma ótima opção, mas fazer compras online é TÃO MAIS FÁCIL que meditar! (rá!) Só que, pra completar o quadro, eu NÂO POSSO mijogar nas compras online... semestre que vem será de pindaíba, se nenhum contrato lindo para lecionar ou para coordenar projetos aparecer até março.
Só me resta focar nas minhas férias.
Passo o dia pensando, férias, férias, férias, férias, daqui a pouco mais de um mês estarei de férias depois de ANOS sem realmente descansar.
(ET: Universo, favor providenciar propostas interessantes de trabalho, de preferência que paguem bem, só depois de fevereiro, quando eu voltar de férias. Ninguém merece sair de férias e ter que interromper para fazer entrevistas ou pra mandar currículo, ok? Eu PRECISO dessas férias! e mais que isso, eu MEREÇO essas férias!)
Veja, fico em casa o dia inteiro sozinha estudando/escrevendo. Não posso mijogar na coxinha, na pizza e no brigadeiro porque, idéia estúpida suprema, resolvi começar uma dieta ao mesmo tempo em que o relógio estava ticando os dias e horas faltantes para o prazo de depósito (e já perdi 7 kg, não vou parar agora que só falta 1!).
Não posso descontar no exercício porque, bem, minha escola de dança está de férias e eu ODEIO academia. Meditar é uma ótima opção, mas fazer compras online é TÃO MAIS FÁCIL que meditar! (rá!) Só que, pra completar o quadro, eu NÂO POSSO mijogar nas compras online... semestre que vem será de pindaíba, se nenhum contrato lindo para lecionar ou para coordenar projetos aparecer até março.
Só me resta focar nas minhas férias.
Passo o dia pensando, férias, férias, férias, férias, daqui a pouco mais de um mês estarei de férias depois de ANOS sem realmente descansar.
(ET: Universo, favor providenciar propostas interessantes de trabalho, de preferência que paguem bem, só depois de fevereiro, quando eu voltar de férias. Ninguém merece sair de férias e ter que interromper para fazer entrevistas ou pra mandar currículo, ok? Eu PRECISO dessas férias! e mais que isso, eu MEREÇO essas férias!)
30 outubro 2011
Subliminar
E ainda há quem diga que não é influenciável por propaganda. Bom, pode ser que algumas pessoas não sejam. Eu sou. De repente, a gente começa a ter uma vontade incontrolável de usar roupa laranja. De repente, a gente - que antes achava esmalte amarelo completamente uó - está comprando Impala Cajá-Manga (amarelinho cintilante fofo) e usando sem medo de ser feliz (ou de ser chamada de louca pelos alunos ou pelo coordenador do curso).
É fato: depois que comecei a ler blogs de maquiagem e wardrobe remix - as populares "blogueiras de moda", que mostram o look do dia, fazem resenhas de roupas, de maquiagem, contam o que estão usando etc - mudei o meu modo de me vestir. A gente vai lendo, vendo imagem, vendo imagem, vendo imagem, uma hora a imagem 'entra' na sua cabeça e na hora que vai escolher a roupa do dia, pimba, vc está, finalmente, sendo mais criativo e deixando de usar só preto.
Sexta passada, por exemplo, fui pra faculdade onde dou aula usando um look claramente inspirado pelo esmalte amarelinho. Procurei uma das raras roupas no meu armário (uma blusa estampada) que tem a cor. E super funcionou: fiz um look colorido com blusa marinho, amarela e laranja (estampa miúda de florzinhas), saia roxa, cintinho laranja e sapato laranja (ou coral, chamem como quiser). Amei! :D Ficou colorido e chic, porque as roupas são comportadas mas têm um quê: a blusa é tecido sintético fininho e transparente (usei com uma blusinha branca por baixo), a saia é de linho, o sapato é um lindo boneca de bico redondo e o cintinho é um tressê fofo de duas voltas.
Há quem leve a inspiração ao limite, copiando looks completos. Vi uma blogueira que faz isso: ela pega o look, em geral de passarela, e reproduz com as roupas que tem em casa. Acho legal, mas não tenho saco nem tempo pra fazer isso. FIz isso uma vez há uns, sei lá, 10 anos?, quando vi em uma revista uma roupa e fui atrás de uma saia parecida, uma meia parecida, colarzinho de pérolas e tricô para imitar o look, achando tudo muito chique (e era). Tenho até hoje a saia, que comprei na C&A.
Eu tenho fases. Já tive fase saia: só comprava e usava saia. Agora to numa fase camisa: adoro, quero usar o tempo todo - mas não tenho muitas, estou comprando devagarzinho umas poderosas pra trabalhar, umas despojadas pra bater. E acho lindo quando consigo botar uma camisa por baixo de uma camiseta, um sapatinho oxford (outro amor do momento, uns 2 anos depois já que a moda começou - eu levo tempo pra aderir às modas, sou seletiva) e uma saia ou calça com barrinha dobrada - modinha atual entre descolados.
Mas o que tem sido legal mesmo é simplesmente perder o medo, botar a cacholinha pra funcionar na hora de me vestir e ousar. Não é nada demais, mas dá uma alegriazinha pra vida cotidiana. Pra quem só usava preto e se vestia quase como uma freira aos 23 - advogada recém formada - é uma pequena ousadia ir dar aula de roupa multicolorida - e unha amarela.
É fato: depois que comecei a ler blogs de maquiagem e wardrobe remix - as populares "blogueiras de moda", que mostram o look do dia, fazem resenhas de roupas, de maquiagem, contam o que estão usando etc - mudei o meu modo de me vestir. A gente vai lendo, vendo imagem, vendo imagem, vendo imagem, uma hora a imagem 'entra' na sua cabeça e na hora que vai escolher a roupa do dia, pimba, vc está, finalmente, sendo mais criativo e deixando de usar só preto.
Sexta passada, por exemplo, fui pra faculdade onde dou aula usando um look claramente inspirado pelo esmalte amarelinho. Procurei uma das raras roupas no meu armário (uma blusa estampada) que tem a cor. E super funcionou: fiz um look colorido com blusa marinho, amarela e laranja (estampa miúda de florzinhas), saia roxa, cintinho laranja e sapato laranja (ou coral, chamem como quiser). Amei! :D Ficou colorido e chic, porque as roupas são comportadas mas têm um quê: a blusa é tecido sintético fininho e transparente (usei com uma blusinha branca por baixo), a saia é de linho, o sapato é um lindo boneca de bico redondo e o cintinho é um tressê fofo de duas voltas.
Há quem leve a inspiração ao limite, copiando looks completos. Vi uma blogueira que faz isso: ela pega o look, em geral de passarela, e reproduz com as roupas que tem em casa. Acho legal, mas não tenho saco nem tempo pra fazer isso. FIz isso uma vez há uns, sei lá, 10 anos?, quando vi em uma revista uma roupa e fui atrás de uma saia parecida, uma meia parecida, colarzinho de pérolas e tricô para imitar o look, achando tudo muito chique (e era). Tenho até hoje a saia, que comprei na C&A.
Eu tenho fases. Já tive fase saia: só comprava e usava saia. Agora to numa fase camisa: adoro, quero usar o tempo todo - mas não tenho muitas, estou comprando devagarzinho umas poderosas pra trabalhar, umas despojadas pra bater. E acho lindo quando consigo botar uma camisa por baixo de uma camiseta, um sapatinho oxford (outro amor do momento, uns 2 anos depois já que a moda começou - eu levo tempo pra aderir às modas, sou seletiva) e uma saia ou calça com barrinha dobrada - modinha atual entre descolados.
Mas o que tem sido legal mesmo é simplesmente perder o medo, botar a cacholinha pra funcionar na hora de me vestir e ousar. Não é nada demais, mas dá uma alegriazinha pra vida cotidiana. Pra quem só usava preto e se vestia quase como uma freira aos 23 - advogada recém formada - é uma pequena ousadia ir dar aula de roupa multicolorida - e unha amarela.
29 outubro 2011
Sobre a fragilidade da vida
Já tive uma internação hospitalar que quase me levou desta pra melhor. Além de um derrame pleural grave que não me deixava respirar, e um pericárdico moderado (consegui evitar que drenassem meu coração argumentando com o médico da UTI e sugerindo - que ousadia - um diurético em vez da perigosa drenagem. E deu certo! ), minha consciência durante o tempo todo evitou uma parada cardíaca certa por hiperssensibilidade a um remédio - recebi 1/10 da dose prescrita, e meu batimento cardíaco despencou de 120 pra 60. Imagina se tivessem me dado a dose inteira. Enfim, não fossem os avanços da medicina e - vai saber - um anjo "bão", é bem possível que eu já estivesse do lado de lá desde 2004.
Daí que, de vez em quando, me lembro disso - por uma série de motivos. Porque eu ainda hoje tenho medo de ter uma doença auto-imune (foi o diagnóstico não confirmado na época, mas tenho marcadores auto-imunes tipo FAN + e anti-Sn), porque cada vez que eu tenho uma dor na articulação eu fico pensando se não é lupus ou alguma outra das inúmeras variações de doenças auto-imunes existentes por aí. Cada vez que meu sistema gastro-intestinal não funciona direito (será que é doença de Chron? será doença celíaca, associada frequentemente a outras auto-imunes? esta ainda preciso investigar... de verdade. e logo), cada vez que eu tenho uma gripe. Por conta disso, mudei e continuo mudando meu estilo de vida. Comendo cada vez melhor, mais orgânicos, mais frutas, mais verduras. Tentando (e, nem sempre, conseguindo) me manter mais calma, me cobrar menos, ser menos certinha. Fazendo dança indiana, que me dá concentração e estabilidade. Procurando meu balanço - olha a tattoo aí, pra me lembrar do equilíbrio, da leveza, da beleza e da impermanência das coisas.
E impermanente é a vida. Puff! É frágil!
Há meia hora eu presenciei um acontecimento muito triste: um homem e uma moça (parece que eram pai e filha) foram atropelados há 5 quarteirões da minha casa. Tivesse saído uns 10 minutos antes, podia ter sido eu. Passo a pé (como hoje) tantas vezes por semana nesse mesmo cruzamento. Me arrisco, às vezes, até. Quando cheguei, o SAMU já estava lá fazendo o atendimento. O homem morreu. A moça foi levada pro hospital, ferida. O motociclista - também ferido, moribundo - quase foi linchado por dois parentes do morto (e isso eu vi, horrorizada): um deles pulou em cima da maca, que estava no chão, com os dois pés. Pulou mesmo. Outro socou e chutou o motociclista. Eu já havia chamado a polícia, minutos antes, avisando que as pessoas começavam a se alterar. Demoraram um tempão a chegar.
Fiquei lá um tempão, meio chocada, vendo o desespero da família chegando ao local e constatando a morte de um familiar querido. Perguntei pra quem viu, o que foi, como foi.
Vim pro shopping - como sempre, trabalhar e estudar no café da livraria - triste. Ao mesmo tempo em que me entristece, esse acontecimento me ensina algo: que preciso, constantemente, lembrar de como a vida é frágil, de que já quase a perdi uma vez, e de como fazemos tempestade em copo d'água por tão pouco, às vezes. Preciso me lembrar, todo dia, e agradecer, porque estou viva, e tenho saúde, e tenho família, amigos, casa, comida boa, roupas bonitas, posso passear, posso estudar, posso trabalhar.
Com poucas exceções, que eu sequer gosto de imaginar, poucas coisas podem me acontecer que valham a pena chorar muito, sofrer muito, se acabar muito.
Estou viva. E sou feliz a cada dia - mesmo nos dias em que nada muito excitante acontece.
Obrigada!
Daí que, de vez em quando, me lembro disso - por uma série de motivos. Porque eu ainda hoje tenho medo de ter uma doença auto-imune (foi o diagnóstico não confirmado na época, mas tenho marcadores auto-imunes tipo FAN + e anti-Sn), porque cada vez que eu tenho uma dor na articulação eu fico pensando se não é lupus ou alguma outra das inúmeras variações de doenças auto-imunes existentes por aí. Cada vez que meu sistema gastro-intestinal não funciona direito (será que é doença de Chron? será doença celíaca, associada frequentemente a outras auto-imunes? esta ainda preciso investigar... de verdade. e logo), cada vez que eu tenho uma gripe. Por conta disso, mudei e continuo mudando meu estilo de vida. Comendo cada vez melhor, mais orgânicos, mais frutas, mais verduras. Tentando (e, nem sempre, conseguindo) me manter mais calma, me cobrar menos, ser menos certinha. Fazendo dança indiana, que me dá concentração e estabilidade. Procurando meu balanço - olha a tattoo aí, pra me lembrar do equilíbrio, da leveza, da beleza e da impermanência das coisas.
E impermanente é a vida. Puff! É frágil!
Há meia hora eu presenciei um acontecimento muito triste: um homem e uma moça (parece que eram pai e filha) foram atropelados há 5 quarteirões da minha casa. Tivesse saído uns 10 minutos antes, podia ter sido eu. Passo a pé (como hoje) tantas vezes por semana nesse mesmo cruzamento. Me arrisco, às vezes, até. Quando cheguei, o SAMU já estava lá fazendo o atendimento. O homem morreu. A moça foi levada pro hospital, ferida. O motociclista - também ferido, moribundo - quase foi linchado por dois parentes do morto (e isso eu vi, horrorizada): um deles pulou em cima da maca, que estava no chão, com os dois pés. Pulou mesmo. Outro socou e chutou o motociclista. Eu já havia chamado a polícia, minutos antes, avisando que as pessoas começavam a se alterar. Demoraram um tempão a chegar.
Fiquei lá um tempão, meio chocada, vendo o desespero da família chegando ao local e constatando a morte de um familiar querido. Perguntei pra quem viu, o que foi, como foi.
Vim pro shopping - como sempre, trabalhar e estudar no café da livraria - triste. Ao mesmo tempo em que me entristece, esse acontecimento me ensina algo: que preciso, constantemente, lembrar de como a vida é frágil, de que já quase a perdi uma vez, e de como fazemos tempestade em copo d'água por tão pouco, às vezes. Preciso me lembrar, todo dia, e agradecer, porque estou viva, e tenho saúde, e tenho família, amigos, casa, comida boa, roupas bonitas, posso passear, posso estudar, posso trabalhar.
Com poucas exceções, que eu sequer gosto de imaginar, poucas coisas podem me acontecer que valham a pena chorar muito, sofrer muito, se acabar muito.
Estou viva. E sou feliz a cada dia - mesmo nos dias em que nada muito excitante acontece.
Obrigada!
25 outubro 2011
Mais saudável, mais feliz (?)
Depois vou achar a propaganda numa revista, tirar a foto e postar a foto aqui. Enquanto isso, vou comentar do mesmo jeito: já viram a propaganda nova do Mc Donald's informando que o Mc Lanche Feliz mudou para uma versão com menos calorias, frutas etc? É de chorar. A propaganda é muito simples: mostra uma menina com um puta sorriso AMARELO no rosto, ao lado da mãe, que por sua vez posa com um sorriso FALSO, e as frases: "O Mc Lanche Feliz mudou. E todo mundo ficou feliz." Se vc quiser ver a propaganda online, é só clicar aqui. Veja a cara de FELICIDADE FALSA da mãe e da criança.
Fico imaginando que as instruções do diretor de marketing para a agência de publicidade foram algo como: faz aí uma propaganda que mostre uma cara de alegria mas não muito, tá? Não, não, tá muito alegre essa cara, bota um sorriso amarelo aí! Afinal, a gente não quer que os consumidores comecem a querer comida saudável de verdade, onde vamos parar?
Duvido que se a propaganda fosse de um novo sanduíche frito bem calórico, gordurento e cheio de molho entupidor de coronárias os modelos exibiriam sorrisos falsos ou amarelos. Certamente estariam explodindo de felicidade, com aquele sorriso de larica, aberto, felizão, pulando de alegria.
Acham que a gente é burro, afe.
Fico imaginando que as instruções do diretor de marketing para a agência de publicidade foram algo como: faz aí uma propaganda que mostre uma cara de alegria mas não muito, tá? Não, não, tá muito alegre essa cara, bota um sorriso amarelo aí! Afinal, a gente não quer que os consumidores comecem a querer comida saudável de verdade, onde vamos parar?
Duvido que se a propaganda fosse de um novo sanduíche frito bem calórico, gordurento e cheio de molho entupidor de coronárias os modelos exibiriam sorrisos falsos ou amarelos. Certamente estariam explodindo de felicidade, com aquele sorriso de larica, aberto, felizão, pulando de alegria.
Acham que a gente é burro, afe.
21 outubro 2011
enjoy yourself
Hoje vi uma dessas comédias bobas beeem americanas, cheias de piadas com cocô, pum, sexo e etc. Aquele tipo de besteirol bem American Pie. Não costumo assistir esse tipo de filme, mas depois de uma merda (ops!) no trabalho, precisava espairecer. Escolhi o filme que parecia menos pior dentre o monte de porcarias em cartaz num cinema mais próximo de você: o que tinha a maravilhosa Olivia Wilde (a Thirteen de House) no elenco.
Não foi a comédia mais engraçada que vi na vida, mas até chorei um pouquinho no final (bom, gente, eu choro em filme da Disney e até em comercial de carro, se for bem emocionante). Basicamente aquela história de trocar de corpo com o outro, que nem o Se eu fosse você e outros clássicos do gênero.
Mas sabe que foi bom? A mensagem é daquele tipo óbvia, mas que a gente precisa lembrar de vez em quando... enjoy yourself, enjoy your life, e, o que mais estou precisando ouvir agora, NÃO DESISTA.
Não desista da sua tese, não desista da dieta, não desista de ser quem você é.
Tira logo isso tudo da frente, seja focada, vá, vá logo, será quase como puxar um band-aid. Quando vc se der conta, já terminou. E você estará embarcando para 20 dias de férias e para o resto da sua vida.
É, gente, auto-ajuda pode ser ridículo, mas é necessária. E funciona.
FOCO, Emilia, FOCO!!!!!
Não foi a comédia mais engraçada que vi na vida, mas até chorei um pouquinho no final (bom, gente, eu choro em filme da Disney e até em comercial de carro, se for bem emocionante). Basicamente aquela história de trocar de corpo com o outro, que nem o Se eu fosse você e outros clássicos do gênero.
Mas sabe que foi bom? A mensagem é daquele tipo óbvia, mas que a gente precisa lembrar de vez em quando... enjoy yourself, enjoy your life, e, o que mais estou precisando ouvir agora, NÃO DESISTA.
Não desista da sua tese, não desista da dieta, não desista de ser quem você é.
Tira logo isso tudo da frente, seja focada, vá, vá logo, será quase como puxar um band-aid. Quando vc se der conta, já terminou. E você estará embarcando para 20 dias de férias e para o resto da sua vida.
É, gente, auto-ajuda pode ser ridículo, mas é necessária. E funciona.
FOCO, Emilia, FOCO!!!!!
19 outubro 2011
A cara de pau de algumas pessoas é muito engraçada. Ontem dei risada por uns 5 minutos sozinha depois do que aconteceu.
Tava chegando no prédio, e um sujeito entrou junto comigo. Ele abriu o portão pra mim. Chegamos ao hall do elevador e dei um suspiro de cansaço (essa droga de horário de verão fodeu o meu relógio biológico e todo o esforço pra ir dormir num horário decente). Ele: "cansada?"; Eu: "ah, acho que estou ficando resfriada. E esse horário de verão, ainda não me acostumei". Entramos no elevador, perguntei se ele morava no prédio. Fedia a cigarro. Ele disse que tinha vindo visitar uma amiga. Olhei suas mãos, ele carregava duas sacolas com latinhas geladas de cerveja. Perguntou se eu morava no prédio, disse que sim. Ele se apresentou, apertou a minha mão e me deu um beijinho (eeeeeewwwww). Perguntou se eu era casada. Dei risada, disse que não. Mas o melhor, foi a pergunta surpresa: "Posso pegar seu telefone"?. "Não".
Pobre da moça do oitavo andar: além de um encontro com um cara que fede a cigarro, ele ainda é um (pretenso) galinha. Gente que mata cachorro a grito.
Tava chegando no prédio, e um sujeito entrou junto comigo. Ele abriu o portão pra mim. Chegamos ao hall do elevador e dei um suspiro de cansaço (essa droga de horário de verão fodeu o meu relógio biológico e todo o esforço pra ir dormir num horário decente). Ele: "cansada?"; Eu: "ah, acho que estou ficando resfriada. E esse horário de verão, ainda não me acostumei". Entramos no elevador, perguntei se ele morava no prédio. Fedia a cigarro. Ele disse que tinha vindo visitar uma amiga. Olhei suas mãos, ele carregava duas sacolas com latinhas geladas de cerveja. Perguntou se eu morava no prédio, disse que sim. Ele se apresentou, apertou a minha mão e me deu um beijinho (eeeeeewwwww). Perguntou se eu era casada. Dei risada, disse que não. Mas o melhor, foi a pergunta surpresa: "Posso pegar seu telefone"?. "Não".
Pobre da moça do oitavo andar: além de um encontro com um cara que fede a cigarro, ele ainda é um (pretenso) galinha. Gente que mata cachorro a grito.
14 outubro 2011
Reconhecimento
é o que todo mundo - ou, pelo menos, a maioria de nós - busca na vida. é o que sei que minha mãe tanto buscou na vida - e tantas vezes em vão.
eu só queria parar de querer o reconhecimento dos meus pais. parar de esperar isso. porque é óbvio que eu nunca serei capaz de viver a vida que eles acham boa pra mim (mas que não é).
a vida que eu acho boa pra mim tem menos pressão, menos cobrança - a gente já tem tanta na vida, e eu, particularmente, tanta interna. tanta cobrança já quase me matou uma vez (literalmente). não quero quase morrer de novo. não quero passar a minha vida inteira frustrada por não ter realizado os meus sonhos (como a minha mãe).
mas parece que é isso que meus pais querem pra mim (jamais dirão que sim!), inconscientemente. querem que eu viva a vida que viveram. me propõem que deixe os meus sonhos de lado, e vá viver uma vida segura - e sem graça (como tem sido a deles, cheia de cobranças, cheia de culpas, cheia de sacrifícios, cheia de ressentimento).
fazem com que eu me sinta culpada por ter sido privilegiada de ter tido um pai e uma mãe que me deram tudo o que eu precisava. tantas vezes tive vontade de 'renegar' isso tudo, sair do apartamento que me compraram, vender o carro e viver de aluguel - pra ver se eu deixo de ser 'adolescente', como me acusam de ser. acham que se eu tiver que pagar as minhas próprias contas (que eu pago) e me virar sozinha, vou finalmente entender que o bom mesmo é ter um emprego público e segurança. (porque, obviamente, as pessoas só têm filhos e se casam se elas tiverem um emprego público. todas as outras pessoas são loucas e irresponsáveis.) não entendem que se eu parar de sonhar, eu morro. foi por isso que quase morri antes.
deve ser por isso que quando namorei - e quase casei com -, ano passado, um cara que me cobrava tanto, isso foi insuportável. ele queria que eu abrisse mão dos meus sonhos em prol dos 'nossos' sonhos (os dele, claro. os meus não cabiam no NOSSO casamento). (ah, ele tinha um emprego público).
não quero essa vida. não quero. não quero. não quero. não quero.
eu só queria parar de querer o reconhecimento dos meus pais. parar de esperar isso. porque é óbvio que eu nunca serei capaz de viver a vida que eles acham boa pra mim (mas que não é).
a vida que eu acho boa pra mim tem menos pressão, menos cobrança - a gente já tem tanta na vida, e eu, particularmente, tanta interna. tanta cobrança já quase me matou uma vez (literalmente). não quero quase morrer de novo. não quero passar a minha vida inteira frustrada por não ter realizado os meus sonhos (como a minha mãe).
mas parece que é isso que meus pais querem pra mim (jamais dirão que sim!), inconscientemente. querem que eu viva a vida que viveram. me propõem que deixe os meus sonhos de lado, e vá viver uma vida segura - e sem graça (como tem sido a deles, cheia de cobranças, cheia de culpas, cheia de sacrifícios, cheia de ressentimento).
fazem com que eu me sinta culpada por ter sido privilegiada de ter tido um pai e uma mãe que me deram tudo o que eu precisava. tantas vezes tive vontade de 'renegar' isso tudo, sair do apartamento que me compraram, vender o carro e viver de aluguel - pra ver se eu deixo de ser 'adolescente', como me acusam de ser. acham que se eu tiver que pagar as minhas próprias contas (que eu pago) e me virar sozinha, vou finalmente entender que o bom mesmo é ter um emprego público e segurança. (porque, obviamente, as pessoas só têm filhos e se casam se elas tiverem um emprego público. todas as outras pessoas são loucas e irresponsáveis.) não entendem que se eu parar de sonhar, eu morro. foi por isso que quase morri antes.
deve ser por isso que quando namorei - e quase casei com -, ano passado, um cara que me cobrava tanto, isso foi insuportável. ele queria que eu abrisse mão dos meus sonhos em prol dos 'nossos' sonhos (os dele, claro. os meus não cabiam no NOSSO casamento). (ah, ele tinha um emprego público).
não quero essa vida. não quero. não quero. não quero. não quero.
12 outubro 2011
Wall-E
To vendo Wall-E pela terceira vez.
own. adoro. to esperando chegar meu bonequinho do wall-e que comprei no e-bay. tá vindo da China! :D
own. adoro. to esperando chegar meu bonequinho do wall-e que comprei no e-bay. tá vindo da China! :D
05 outubro 2011
Conectados
Cada vez mais gosto de Wall-e. Me apaixonei pelo filme e cada vez mais vejo o quanto é atual. A imagem das pessoas que param de olhar à sua volta e vivem o tempo conectadas e se comunicando com o mundo por meio de uma tela é totalmente plausível.
Ontem, olhando em volta no shopping, em dois diferentes cafés... tudo que a gente são pessoas olhando e digitando no celular. Imaginem a hora em que o celular transmitir imagens e permitir que a gente use Skype etc com a câmera (é capaz até que já dê pra fazer isso com o Iphone e Android, não?).
Como a geração atual já nasceu conectada, a mim parece muito capaz que parem de olhar em volta.
Isso tem me feito ter cada vez menos vontade de viver conectada.
Quero olhar pro horizonte, olhar pras pessoas, para as árvores, para as casas, para o céu.
Cansei da vida online.
Ontem, olhando em volta no shopping, em dois diferentes cafés... tudo que a gente são pessoas olhando e digitando no celular. Imaginem a hora em que o celular transmitir imagens e permitir que a gente use Skype etc com a câmera (é capaz até que já dê pra fazer isso com o Iphone e Android, não?).
Como a geração atual já nasceu conectada, a mim parece muito capaz que parem de olhar em volta.
Isso tem me feito ter cada vez menos vontade de viver conectada.
Quero olhar pro horizonte, olhar pras pessoas, para as árvores, para as casas, para o céu.
Cansei da vida online.
Não é amor
O amor não te faz chorar assistindo Legalmente Loira 2. O nome disso é TPM. O amor é outra coisa.
28 setembro 2011
Então é assim
Tá acontecendo comigo um negócio muito engraçado. Não sei o quanto isso é fisiológico ou psi, mas desconfio, graças ao meu histórico pessoal E familiar, que seja fisiológico mesmo.
O fato é que eu já to de dieta faz 2 meses e meio. 8 semanas, indo pra 9. Isso tem significado comer MAIS vegetais e frutas e grãos e massas integrais, passar a tomar leite de soja todo dia (isso foi uma ótima consequencia da dieta, eu não tava tomando nada com cálcio regularmente e sei o quanto é importante. Além do que... sabem que agora que to me ligando que talvez a minha TPM esteja mais light? Óia que efeito colateral bom? - pra quem não sabe, a soja é recomendada com um repositor hormonal natural para mulheres na menopausa).
Quinta de noite, semana passada, resolvi comer uma COXINHA e uma ESFIHA de carne como jantar. Enfiar o pé na jaca. Veja bem, faz 2 meses que a pessoa janta SOPA e troca por COXINHA. Não pode funcionar.
Tive insônia. Das brabas. Dirigi até Campinas e voltei parecendo um zumbi. Fui pra aula de dança sabe-se lá como no final da tarde de sexta. Ainda bem que essa dança é incrível e eu passei o final de semana super bem.
Tá. Nada de coxinha de noite. Novos livros de receitinhas light on the way.
Ontem, resolvi comer uma pizza aqui perto de casa. Há dias eu queria comer pizza. Fui até o pizza-bar, sentei com minha Vogue que ganhei de presente no FreeCycle (ganhei um ano de Vogue, de uma moça, de set 2010 a ago 2011, own, que amor, já to marcando páginas como referência, acho que vou fazer uma pastinha e começar a colecionar idéias de casa/moda/cores) e pedi uma pizza pequena e uma taça de vinho. Só que eu tava com um parâmetro na cabeça que é a pizza do Artesão, que é bem fininha e leve e vc come dois pedaços e fica bem. Essa pizza tava deliciosa, mas tinha MUITO queijo. E eu percebi, mas fui teimosa. Quando eu tava começando a comer o segundo pedaço, vi que seria demais. Mas sô pão-dura, né? Não vou deixar um pedaço de pizza que eu mal toquei e que custa 10 reais (sério, pelo preço total da pizza esse único pedaço custava 10 reais) no prato. Além disso, a pizza tava realmente muito gostosa. Comi o pedaço inteiro, já sentindo que tava sendo demais, que eu já tava satisfeita. Dã.
O resultado? São 9 da manhã, fazem oficialmente 12 horas que eu comi essa pizza, mas a digestão dela ainda está acontecendo. Acordei sem fome, o que é raro.
Meu corpinho está me avisando que eu não posso mais comer comidas determinadas de noite (ou pelo menos, tenho que comer pouquinho).
Acho que é melhor eu ouvir, se eu quiser a) me sentir bem; b) emagrecer os 4 kg restantes.
O fato é que eu já to de dieta faz 2 meses e meio. 8 semanas, indo pra 9. Isso tem significado comer MAIS vegetais e frutas e grãos e massas integrais, passar a tomar leite de soja todo dia (isso foi uma ótima consequencia da dieta, eu não tava tomando nada com cálcio regularmente e sei o quanto é importante. Além do que... sabem que agora que to me ligando que talvez a minha TPM esteja mais light? Óia que efeito colateral bom? - pra quem não sabe, a soja é recomendada com um repositor hormonal natural para mulheres na menopausa).
Quinta de noite, semana passada, resolvi comer uma COXINHA e uma ESFIHA de carne como jantar. Enfiar o pé na jaca. Veja bem, faz 2 meses que a pessoa janta SOPA e troca por COXINHA. Não pode funcionar.
Tive insônia. Das brabas. Dirigi até Campinas e voltei parecendo um zumbi. Fui pra aula de dança sabe-se lá como no final da tarde de sexta. Ainda bem que essa dança é incrível e eu passei o final de semana super bem.
Tá. Nada de coxinha de noite. Novos livros de receitinhas light on the way.
Ontem, resolvi comer uma pizza aqui perto de casa. Há dias eu queria comer pizza. Fui até o pizza-bar, sentei com minha Vogue que ganhei de presente no FreeCycle (ganhei um ano de Vogue, de uma moça, de set 2010 a ago 2011, own, que amor, já to marcando páginas como referência, acho que vou fazer uma pastinha e começar a colecionar idéias de casa/moda/cores) e pedi uma pizza pequena e uma taça de vinho. Só que eu tava com um parâmetro na cabeça que é a pizza do Artesão, que é bem fininha e leve e vc come dois pedaços e fica bem. Essa pizza tava deliciosa, mas tinha MUITO queijo. E eu percebi, mas fui teimosa. Quando eu tava começando a comer o segundo pedaço, vi que seria demais. Mas sô pão-dura, né? Não vou deixar um pedaço de pizza que eu mal toquei e que custa 10 reais (sério, pelo preço total da pizza esse único pedaço custava 10 reais) no prato. Além disso, a pizza tava realmente muito gostosa. Comi o pedaço inteiro, já sentindo que tava sendo demais, que eu já tava satisfeita. Dã.
O resultado? São 9 da manhã, fazem oficialmente 12 horas que eu comi essa pizza, mas a digestão dela ainda está acontecendo. Acordei sem fome, o que é raro.
Meu corpinho está me avisando que eu não posso mais comer comidas determinadas de noite (ou pelo menos, tenho que comer pouquinho).
Acho que é melhor eu ouvir, se eu quiser a) me sentir bem; b) emagrecer os 4 kg restantes.
27 setembro 2011
recebendo os amigos
E agora que eu finalmente tenho uma sala, apesar de a mesa ainda não estar no lugar a que ela pertence, comecei a dar andamento ao meu plano de convidar meus amigos pra almoçar aqui em casa.
Depois da gringa que passou uns dias aqui, convidei a Fabi para experimentar uma das incríveis variedades do meu macarrão integral com frango e vegetais ahahaha.
O duro de variar o cardápio é que o que a gente compra pra ter sempre em casa é (lógico) sempre o mesmo, né? Então preciso começar a me programar e olhar receitas antecipadamente para poder variar.
Mas sabe que até que ficou bom o molho com frango, vegetais (cebola, gengibre, cenoura e pimentões verde e amarelo) e o molho de yakissoba? Na última hora, em vez de colocar o de sempre - tomates pelados - resolvi botar o molho que eu tinha já aberto na geladeira, e gostei do resultado. E o melhor, tudo orgânico (menos o molho, lórrico) e o macarrão integral.
Pra beber um suquinho de limão cravo (tb orgânico) com um tico de água de flor de laranjeira pra dar um gostinho extra e aromatizar - fica uma delícia!
Usei as louças que eu herdei da vovó - isso tem sido um estímulo também pra receber as pessoas! As louças são lindinhas, pratos com desenhos de flor e taças de cristal decorado para beber o suco. Meus talheres não são de prata, mas esses detalhezinhos acrescentam um tantinho agradável de glamour na refeição. :)
Já tô empolgada pra receber o próximo convidado na semana que vem, e pra festinha que pretendo dar em novembro, pra comemorar o meu aniver, só com petisquinhos vegê que eu mesma pretendo fazer.
Depois da gringa que passou uns dias aqui, convidei a Fabi para experimentar uma das incríveis variedades do meu macarrão integral com frango e vegetais ahahaha.
O duro de variar o cardápio é que o que a gente compra pra ter sempre em casa é (lógico) sempre o mesmo, né? Então preciso começar a me programar e olhar receitas antecipadamente para poder variar.
Mas sabe que até que ficou bom o molho com frango, vegetais (cebola, gengibre, cenoura e pimentões verde e amarelo) e o molho de yakissoba? Na última hora, em vez de colocar o de sempre - tomates pelados - resolvi botar o molho que eu tinha já aberto na geladeira, e gostei do resultado. E o melhor, tudo orgânico (menos o molho, lórrico) e o macarrão integral.
Pra beber um suquinho de limão cravo (tb orgânico) com um tico de água de flor de laranjeira pra dar um gostinho extra e aromatizar - fica uma delícia!
Usei as louças que eu herdei da vovó - isso tem sido um estímulo também pra receber as pessoas! As louças são lindinhas, pratos com desenhos de flor e taças de cristal decorado para beber o suco. Meus talheres não são de prata, mas esses detalhezinhos acrescentam um tantinho agradável de glamour na refeição. :)
Já tô empolgada pra receber o próximo convidado na semana que vem, e pra festinha que pretendo dar em novembro, pra comemorar o meu aniver, só com petisquinhos vegê que eu mesma pretendo fazer.
E a suprema satisfação do meu dia...
... foi constatar que o vestido que eu comprei há 4 anos, para ir ao casamento de um amigo do meu então namorado, está largo! Largo a ponto de, se eu levantar os braços (ele é tomara-que-caia), ele realmente CAIR!
Não vou poder usá-lo no casamento da minha amiga, mas só isso já valeu o dia! \o/
...
Mas ainda faltam 4 kg pra minha meta final. To com 61, quero chegar aos 57.
Não desistirei. A barriga ainda aparece ('pula' com determinadas roupas e com blusas justas) e ainda preciso perder muitos gramas de gordura nas pernas para que seja possível ver que há músculos ali embaixo.
Para incrementar minha alimentação, que acaba sendo monótona quando a gente faz dieta, encomendei 3 livros de receitas rápidas do Vigilantes do Peso (tipo sanduíches, comidas pra levar, etc). Na segunda-feira eu tenho tido que almoçar no ônibus de volta pra SP pra não morrer de fome, e andei comendo salgados prontos, arruinando a minha dieta pois, além de não conseguir contar os pontos direito, definitivamente não tô a fim de ficar comendo coisas não saudáveis exceto em ocasiões como finais de semana, encontros com os amigos, etc. Então, depois de ler os livrinhos das últimas três semanas, esta semana me programei e levei um sanduíche vegetariano e ainda um mini-potinho (eu tenho um profundo amor por tudo que é mini) hermético com morangos e kiwis orgânicos cortadinhos de sobremesa. E pretendo levar opções diferentes nas próximas semanas.
Rumo aos 57kg!
Não vou poder usá-lo no casamento da minha amiga, mas só isso já valeu o dia! \o/
...
Mas ainda faltam 4 kg pra minha meta final. To com 61, quero chegar aos 57.
Não desistirei. A barriga ainda aparece ('pula' com determinadas roupas e com blusas justas) e ainda preciso perder muitos gramas de gordura nas pernas para que seja possível ver que há músculos ali embaixo.
Para incrementar minha alimentação, que acaba sendo monótona quando a gente faz dieta, encomendei 3 livros de receitas rápidas do Vigilantes do Peso (tipo sanduíches, comidas pra levar, etc). Na segunda-feira eu tenho tido que almoçar no ônibus de volta pra SP pra não morrer de fome, e andei comendo salgados prontos, arruinando a minha dieta pois, além de não conseguir contar os pontos direito, definitivamente não tô a fim de ficar comendo coisas não saudáveis exceto em ocasiões como finais de semana, encontros com os amigos, etc. Então, depois de ler os livrinhos das últimas três semanas, esta semana me programei e levei um sanduíche vegetariano e ainda um mini-potinho (eu tenho um profundo amor por tudo que é mini) hermético com morangos e kiwis orgânicos cortadinhos de sobremesa. E pretendo levar opções diferentes nas próximas semanas.
Rumo aos 57kg!
26 setembro 2011
desconcentração
Só porque eu tava feliz que dormi bem no final de semana, hence, hoje fui dar aula e não acordei atrasada e nem me senti exausta (é, tenho me sentido exausta às segundas!), cheguei de Campinas e fui pra rua estudar... eu tava super desconcentrada.
Na chocolateria eu ouvi a história inteira da mulher cujo marido está flertando com uma funcionária... sei que nada aconteceu (ainda, mas só porque a mulher dele pegou os emails que ele trocou com a funcionária), que ele está confuso, que a mulher já levou cantada do médico mas fingiu que nada aconteceu em nome do casamento, etc etc.
No café da livraria eu ouvi uma mulher contar 5 vezes, de jeitos ligeiramente diferentes, que encontrou uma antiga paixão uma semana antes de ir embora pra China, na concessionária, quando entregava o carro que acabava de vender, bem no dia em que estava de roupa velha, descabelada e usando crocs.
Também ouvi o cara de voz de locutor de rádio (odiei a voz do cara, credo) ligar pr'um amigo que trabalhou na Uninove pra pedir dicas pra amiga dele que quer tentar o mestrado. E depois todo o papo sobre trabalho, sobre se ele está pegando muito pesado com o pessoal, etc.
Depois quase comprei livro de culinária vegetariana, procurei e comprei livro sobre adolescentes na era digital e encomendei outros dois (haja orçamento), procurei vestido pro casamento da minha amiga, olhei sapatos e bolsas na vitrine, passei no supermercado e vim pra casa.
Agora, entender a teoria da identidade na sociedade em rede que é bom, taqueopariu, isso é que foi difícil.
Na chocolateria eu ouvi a história inteira da mulher cujo marido está flertando com uma funcionária... sei que nada aconteceu (ainda, mas só porque a mulher dele pegou os emails que ele trocou com a funcionária), que ele está confuso, que a mulher já levou cantada do médico mas fingiu que nada aconteceu em nome do casamento, etc etc.
No café da livraria eu ouvi uma mulher contar 5 vezes, de jeitos ligeiramente diferentes, que encontrou uma antiga paixão uma semana antes de ir embora pra China, na concessionária, quando entregava o carro que acabava de vender, bem no dia em que estava de roupa velha, descabelada e usando crocs.
Também ouvi o cara de voz de locutor de rádio (odiei a voz do cara, credo) ligar pr'um amigo que trabalhou na Uninove pra pedir dicas pra amiga dele que quer tentar o mestrado. E depois todo o papo sobre trabalho, sobre se ele está pegando muito pesado com o pessoal, etc.
Depois quase comprei livro de culinária vegetariana, procurei e comprei livro sobre adolescentes na era digital e encomendei outros dois (haja orçamento), procurei vestido pro casamento da minha amiga, olhei sapatos e bolsas na vitrine, passei no supermercado e vim pra casa.
Agora, entender a teoria da identidade na sociedade em rede que é bom, taqueopariu, isso é que foi difícil.
25 setembro 2011
(des)adaptação
Cada vez mais entendo meu pai e minha mãe. Entendo a falta de saco, a falta de vontade para aprender novas tecnologias e integrá-las na vida cotidiana. Entendo a vontade de fugir da cidade grande e a necessidade de tirar todo dia uma soneca depois do almoço. É, amadurecer faz milagres.
Tô aqui lendo a análise que o Manuel Castells faz da sociedade tecnológica e cada vez vai me dando mais e mais vontade de ir embora de SP. Morar perto do mar, faz tempo que eu quero. Tomar sol regularmente, absorver sua energia. Cortar o cabelo curto (isso eu vou fazer já já, me aguardem, que tá me dando gastura esse negócio de fazer reflexo toda hora, o cabelo seco, a necessidade constante de hidratar, a dependência do cabeleireiro, odeio depender desse tipo de serviço, por isso aprendi a me depilar, fazer a minha própria unha, por isso não faço escova, só cortar o cabelo sozinha que não dá, né? mas nunca tive muito saco pra cuidar de cabelo, vai entender. acho que vou parar de tingir também.). Acordar de dia e dormir de noite. Cozinhar minha própria comida e comer comida fresca e orgânica. Encontrar as pessoas.
Sempre me senti meio estranha, meio estrangeira. No planeta Terra mesmo. Acho tudo incrível e ao mesmo tempo tanta coisa me choca, me causa estranhamento e maravilhamento ao mesmo tempo. Adoro tecnologia e ao mesmo tempo ando criando cada vez mais ojeriza à exposição extrema a ela. Quero meu tempo de volta.
Tô aqui lendo a análise que o Manuel Castells faz da sociedade tecnológica e cada vez vai me dando mais e mais vontade de ir embora de SP. Morar perto do mar, faz tempo que eu quero. Tomar sol regularmente, absorver sua energia. Cortar o cabelo curto (isso eu vou fazer já já, me aguardem, que tá me dando gastura esse negócio de fazer reflexo toda hora, o cabelo seco, a necessidade constante de hidratar, a dependência do cabeleireiro, odeio depender desse tipo de serviço, por isso aprendi a me depilar, fazer a minha própria unha, por isso não faço escova, só cortar o cabelo sozinha que não dá, né? mas nunca tive muito saco pra cuidar de cabelo, vai entender. acho que vou parar de tingir também.). Acordar de dia e dormir de noite. Cozinhar minha própria comida e comer comida fresca e orgânica. Encontrar as pessoas.
Sempre me senti meio estranha, meio estrangeira. No planeta Terra mesmo. Acho tudo incrível e ao mesmo tempo tanta coisa me choca, me causa estranhamento e maravilhamento ao mesmo tempo. Adoro tecnologia e ao mesmo tempo ando criando cada vez mais ojeriza à exposição extrema a ela. Quero meu tempo de volta.
Espelho, espelho meu
Adoro maquiagem, sempre gostei de moda, e nos últimos anos, com o advento (óia a linguagem acadêmica, que lindo) dos blogs de maquiagem e de wardrobe remix, passei a me arrumar mais e a comprar mais maquiagem (e a aprender os truques, etc).
Mas tem dias em que simplesmente dá vontade de não fazer NADA disso. Dá vontade de imitar a estudante americana que criou o blog A Year Without Mirrors (veja reportagem em português sobre a aventura da moça aqui).
Um dia ainda raspo a cabeça.
Mas tem dias em que simplesmente dá vontade de não fazer NADA disso. Dá vontade de imitar a estudante americana que criou o blog A Year Without Mirrors (veja reportagem em português sobre a aventura da moça aqui).
Um dia ainda raspo a cabeça.
24 setembro 2011
lindo dia pra vocês
E eu só quero comemorar que é sábado e eu to de pé desde às 7h15 da manhã! Adoro! Não, não to ficando louca, minha meta é ser uma pessoa normal, que acorda CEDO e dorme DE NOITE. Meu sono anda muito irregular, horários malucos... Odeio isso!
Beijos e lindo sábado pra vocês!
Beijos e lindo sábado pra vocês!
22 setembro 2011
passarinho na gaiola ou o bravo Houdini, de Galeano
Tem um café aqui perto de casa que eu adoro. Uma chocolateria, na verdade. Charmosa, sempre levo as pessoas queridas lá, tem um jeitinho bucólico que eu adoro, plantinhas na frente, chocolates divinos do mundo inteiro e uns bolos caseiros ótimos, desses de comer no meio da tarde, acompanhados de chá. Adoro.
Só tem um problema: passarinhos. Presos. São 3 gaiolas de passarinhos, sendo uma calopsita, dois periquitinhos e um outro sozinho que eu não sei o nome, pequeno.
É uma delícia ouvir os passarinhos cantando enquanto a gente charmosamente toma o nosso chá com bolo... Será? Acho que prefiro o sabiá laranjeira cantando livre, quando ele bem entende - tem tantos aqui pelo bairro, sobrevivendo sabe-se lá como no meio desse monte de concreto e tendo que mudar de árvore cada vez que a Prefeitura faz a poda (mutilam as árvores, coitadas, cortam-lhes os braços inteiros, um horror) ou que alguma, podre, cai, na temporada de chuvas.
Sinceramente? Não entendo quem foi o sujeito que estabeleceu que periquitinho pode viver preso, mas papagaio não. Ora bolas, o que que o pobre do periquito tem a MENOS que o papagaio para que o condenemos a viver na gaiola?
Por falar nisso, outro dia, quando fui retocar minha tattoo (que agora conta com um lindo beija-flor yin-yang turquesa e laranja, voando livre!), quaaaaaase tatuei também um pequenino desenho que acompanha o seguinte mini-conto de Eduardo Galeano, do livro Bocas del Tiempo (editado no Brasil pela L&PM):
Sus secuestradores le habían cortado un ala, cuando lo cazaron en la selva. Kitty Hischier lo
encontró en el mercado de Puerto Vallárta. Le dio lástima, lo compró para liberarlo. Pero el loro nopodía arreglarse solo. Mutilado como estaba, era un bocado fácil para el buche de cualquiera. Kitty decidió llevarlo, enjaulado, en su camioneta. Tenía la intención de pasarlo, clandestino, por la
frontera. Él iba a ser uno más entre los miles y miles de mexicanos indocumentados en los
Estados Unidos.
Fue bautizado Houdini, por su tendencia a la fuga. El primer día de viaje, levantó la puerta
de la jaula con su pico poderoso. El segundo día, alzó el piso de la jaula por abajo. El tercer día,
hizo un agujero en la malla de alambre. Al cuarto día, intentó la fuga por el techo, pero ya no le
daban las fuerzas.
Houdini no hablaba ni comía. En huelga de lengua, en huelga de hambre, murió.
Achei a historinha trágica. Quão admirável e tenaz foi esse bichinho...
Só tem um problema: passarinhos. Presos. São 3 gaiolas de passarinhos, sendo uma calopsita, dois periquitinhos e um outro sozinho que eu não sei o nome, pequeno.
É uma delícia ouvir os passarinhos cantando enquanto a gente charmosamente toma o nosso chá com bolo... Será? Acho que prefiro o sabiá laranjeira cantando livre, quando ele bem entende - tem tantos aqui pelo bairro, sobrevivendo sabe-se lá como no meio desse monte de concreto e tendo que mudar de árvore cada vez que a Prefeitura faz a poda (mutilam as árvores, coitadas, cortam-lhes os braços inteiros, um horror) ou que alguma, podre, cai, na temporada de chuvas.
Sinceramente? Não entendo quem foi o sujeito que estabeleceu que periquitinho pode viver preso, mas papagaio não. Ora bolas, o que que o pobre do periquito tem a MENOS que o papagaio para que o condenemos a viver na gaiola?
Por falar nisso, outro dia, quando fui retocar minha tattoo (que agora conta com um lindo beija-flor yin-yang turquesa e laranja, voando livre!), quaaaaaase tatuei também um pequenino desenho que acompanha o seguinte mini-conto de Eduardo Galeano, do livro Bocas del Tiempo (editado no Brasil pela L&PM):
Houdini
encontró en el mercado de Puerto Vallárta. Le dio lástima, lo compró para liberarlo. Pero el loro nopodía arreglarse solo. Mutilado como estaba, era un bocado fácil para el buche de cualquiera. Kitty decidió llevarlo, enjaulado, en su camioneta. Tenía la intención de pasarlo, clandestino, por la
frontera. Él iba a ser uno más entre los miles y miles de mexicanos indocumentados en los
Estados Unidos.
Fue bautizado Houdini, por su tendencia a la fuga. El primer día de viaje, levantó la puerta
de la jaula con su pico poderoso. El segundo día, alzó el piso de la jaula por abajo. El tercer día,
hizo un agujero en la malla de alambre. Al cuarto día, intentó la fuga por el techo, pero ya no le
daban las fuerzas.
Houdini no hablaba ni comía. En huelga de lengua, en huelga de hambre, murió.
Achei a historinha trágica. Quão admirável e tenaz foi esse bichinho...
21 setembro 2011
eu só tenho uma pergunta antes de ir
Por que será que as pessoas começaram a achar que é legal dizer que são viciadas em compras?
Really?
Really?
Já que
Já que eu não tenho mais facebook (temporariamente suspenso) nem twitter, uma vez que ando precisando me concentrar, resolvi falar aqui. Pelo menos falo com alguém (?).
E a ideia é continuar fazendo diarinho, já que continuo morando sozinha e escrever tese é um negócio solitário pra dedéu.
Talvez eu crie um tumblr também. Pensando bem, melhor não. Tumblr me faria procurar outros tumblrs para achar imagens legais para tumblar. Ai, essa internet, viu.
Então vim aqui hoje só pra contar que o blog voltou e que:
- ganhei uma maquina fotográfica do meu irmão \o/ (ele comprou uma melhor pra ele);
- tenho uma paleta de sombras que todo mundo quer \o/ (ok, acho isso meio bobo, mas todo mundo fala tanto desse raio dessa paleta que comecei a querer também) e outras makes e acessórios de make legais que comprei online e mandei entregar no hotel do Linus lá nos istaites;
- continuo pensando em ir pro Canadá - a vontade só aumenta. será que eu aguento viver no frio? Custo a acreditar que sou eu mesma, Emilia, falando em ir morar no Canadá. Fala sério!?;
- retoquei e aumentei minha tattoo. Nos 3 primeiros dias fiquei apavorada achando que tinha ficado horroroso e que eu não devia ter mexido nela. Mas agora já tô gostando. E ontem meu irmão viu e disse que tá mais delicada. :) \o/
tá aqui no flickr da artista, Mariana Kuroyama
- to fazendo dieta e já emagreci 5 kg! Faltam 3 (ou 4, na verdade eu não lembro agora direito quanto eu tava pesando, mas quero voltar pro 57kg e ainda to com 61kg) pra minha meta! :)
- eu ia me dar de presente uma bolsa linda quando eu chegasse na minha meta como compensação pela privação de comida, mas não sei mais. Tô achando tão caro e comprei uma bolsa linda e muito cara há não muito tempo... Então talvez vou é guardar a grana pra viajar. Mesmo porque a tattoo foi carinha e ainda tô pagando uma grana por algumas aulas de dança particulares...
Bom, post longo e já tá na hora de trabalhar.
Bem vindo(a)(s) de volta!
E a ideia é continuar fazendo diarinho, já que continuo morando sozinha e escrever tese é um negócio solitário pra dedéu.
Talvez eu crie um tumblr também. Pensando bem, melhor não. Tumblr me faria procurar outros tumblrs para achar imagens legais para tumblar. Ai, essa internet, viu.
Então vim aqui hoje só pra contar que o blog voltou e que:
- ganhei uma maquina fotográfica do meu irmão \o/ (ele comprou uma melhor pra ele);
- tenho uma paleta de sombras que todo mundo quer \o/ (ok, acho isso meio bobo, mas todo mundo fala tanto desse raio dessa paleta que comecei a querer também) e outras makes e acessórios de make legais que comprei online e mandei entregar no hotel do Linus lá nos istaites;
- continuo pensando em ir pro Canadá - a vontade só aumenta. será que eu aguento viver no frio? Custo a acreditar que sou eu mesma, Emilia, falando em ir morar no Canadá. Fala sério!?;
- retoquei e aumentei minha tattoo. Nos 3 primeiros dias fiquei apavorada achando que tinha ficado horroroso e que eu não devia ter mexido nela. Mas agora já tô gostando. E ontem meu irmão viu e disse que tá mais delicada. :) \o/
tá aqui no flickr da artista, Mariana Kuroyama
- to fazendo dieta e já emagreci 5 kg! Faltam 3 (ou 4, na verdade eu não lembro agora direito quanto eu tava pesando, mas quero voltar pro 57kg e ainda to com 61kg) pra minha meta! :)
- eu ia me dar de presente uma bolsa linda quando eu chegasse na minha meta como compensação pela privação de comida, mas não sei mais. Tô achando tão caro e comprei uma bolsa linda e muito cara há não muito tempo... Então talvez vou é guardar a grana pra viajar. Mesmo porque a tattoo foi carinha e ainda tô pagando uma grana por algumas aulas de dança particulares...
Bom, post longo e já tá na hora de trabalhar.
Bem vindo(a)(s) de volta!
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