A recompensa de não ter comprado
as coisas na C&A chegou antes do que eu imaginava. Este final de semana, fiz “comprinhas” em um bazar de
trocas. Uma amiga convidou, eu hesitei porque precisava trabalhar, mas pondo em
prática meus novos hábitos de concentrar-me no trabalho quando preciso
concentrar, e separar momentos de lazer sem culpa, fui. Fui e levei um saco de
1 metro de roupas que estava aqui na minha sala há mais de mês, esperando para ser
doado. Na saída, aproveitei para enfiar no saco um casaco e uma saia que eu
raramente uso, e que eu tinha dúvidas se doava ou não.
Nesta leva de doações, foram 3 casacos da
época que eu advogava. Estou lentamente criando coragem para doar estas coisas.
Eram casacos de terninho, de marcas excelentes, mas que não fazem mais sentido
pra mim. Não sou mais advogada, não me sinto mais advogada. De todo modo,
mantenho 2 ou 3 conjuntos de tailleur por aqui. Sempre são úteis em algumas
ocasiões de trabalho mais formais. Alguns paletozinhos ainda consigo também
jogar com calças sociais “novas” (aka que comprei em 2007/2008 para trabalhar)
ou com jeans. Esses ainda guardo.
Fiz ótimas “compras” no bazar, de
roupas que serão super úteis, cores que eu uso sempre e coisas tudo a ver com o
meu estilo. Procurei prestar atenção para não trazer para casa coisas que eu
não usaria só pra não sair de mãos abanando. Então, escolhi coisas que eu já
queria há um certo tempo, que precisava ou que seriam bons complementos pro que
eu já tenho meu armário.
O saldo das “compras” foi:
- 2 saias informais (quero dizer, não saias “para trabalhar”)
de algodão – para o verão;
- 3 vestidos molinhos e soltinhos, como eu gosto, sendo 2
para o verão que está chegando e 1 xadrez, mais invernal.
- Uma blusa frente única cor de vinho (que eu adoro), ótima
pra mostrar axxx coxtaxxx (e a minha tatuagem - sou exibida mesmo).
- Uma camiseta de manga comprida, uma regata. As duas roxas,
cor que fica bem em mim e que adoro.
- Um casaquinho de veludo preto estilo militar (precisando
pregar botões).
- Um All Star Converse vermelho de cano alto (faz aaaaaanos
que eu queria um All Star mas nunca comprei. Tinha dois iguais no bazar. Um vermelho
e um verde. Como eu comprei na viagem uma botinha verde que é bem o estilão do
All Star, resolvi pegar o vermelho – na viagem,
fiquei tentadíssima a levar uma bota vermelha além da verde, mas me controlei.
Eu tive um All Star exatamente igual na minha adolescência, que usei até furar.
E este está em super bom estado. Vou usar bastante!)
- Um sapato boneca (adooooro) de couro, salto baixo
(eeeeeeeeee \o/) gracinhaaaa, de um modelo que eu quero faz tempo. Precisa de
uma recauchutada no sapateiro. Vou mandar pintar de outra cor, mas ainda não
decidi qual. Passarei por lá amanhã. :)
- Um bolerinho de paetês e um coletinho de renda. Acessórios
assim são coisas que eu sempre tenho vontade de comprar, mas nunca compro. Em
geral porque são caros e porque não são coisas realmente necessárias. Aproveitei
para pegar estes dois que dão uma graça no visual.
- Um casaquinho de linha com listras
grandes azul marinho. Faz tempo que eu queria um assim. Tenho até uma
referência de uma imagem guardada no banco de imagens que faço no OneNote que é
um look com um casaquinho de listras. Dei sorte porque muita gente experimentou
antes de mim e não ficou bom em ninguém. :)
- Uma camisa branca masculina. Não importa. Estou numa “fase
camisa”, e esta é de excelente qualidade, se necessário mando ajustar os lados.
Era do meu tamanho (um homem pequeno, que bom!).
Acho que tudo
que eu peguei será muito bem usado. Fiquei bem contente com o resultado do
bazar. Veio em boa hora também, meu armário anda bem desfalcado depois de duas
levas de doações que fiz este ano. O bom é que não estou repondo tudo que eu
doei. Tem mais roupa saindo que entrando. E no final do verão deve rolar outra
limpa. Assim que eu identificar o que estou usando ou não.
To curtindo
muito praticar estas coisas – que eu já fazia – com mais consciência. Estou num
momento de vida em que tudo está apontando para me fazer pensar sobre que vida
quero viver, como quero viver, com quem quero viver. Consumir menos, colaborar
mais, isto tudo faz parte deste novo momento. É bom demais. :)
Ontem quaaaaase sucumbi ao desejo de comprar uma não, mas vááárias rópinhas super interessantes na C&A da coleção da ex-estilista da MBE. É que o estilo tem tudo a ver comigo, as estampas estão lindas, as cores, tudo. E digo que duas ou 3 peças ali teriam sido muito bem aproveitadas no meu dia-a-dia. Como um vestido preto básico perfeito pra trabalhar e pra substituir um que eu não uso mais porque usei até esgarçar o tecido - estou guardando-o para tirar o modelo e mandar fazer uns 2 ou 3 de cores e tecidos diferentes, já que é um modelo perfeito pro meu corpo e pro meu estilo (além de acomodar eventuais quilinhos a mais ou a menos tranquilamente).
Mas resisti. Melhor não voltar ao shopping até acabar a coleção.
Porém, tenho notado que meu armário anda desfalcado e que eu estou cansada de várias roupas. Minhas saias, por exemplo, já têm uns bons anos de vida, algumas delas já não estou curtindo mais. Ficar um ano sem comprar não significa que eu esteja comprando muito menos do que eu comprava antes - sempre mantive roupas por muito tempo.
Pra tentar apaziguar a vontadinha de comprar, assim que der vou passar na casa de uma amiga que disse que separou umas roupas pra doação. Será a segunda leva de roupinhas ganhadas no ano. Isso é bom. Eu to com um saco de 1 metro de roupa e sapatos aqui em casa, pra doar. E ainda tem mais roupa que não foi (literalmente) pro saco, mas que, até o final do ano, irá (deixa eu acabar o frila que eu to fazendo com prazo apertado que vou retomar minhas arrumações aqui de casa o quanto antes).
Quanto a acordar cedo, bem, esta semana acordei estupidamente cedo todos os dias - bem antes do meu horário planejado. Tenho ido dormir às 22, 22:30, no máximo 23:00 - algo inédito na minha vida.
Hoje me permiti dormir mais, porque a semana foi cansativa paracaraleo e estou trabalhando hoje e amanhã e na próxima semana direto, inclusive o finde. Despertei mais cedo mas fiquei na cama até 8:30. Quem diria que um dia eu iria acordar às 8:30 e achar tarde?
Tô adorando acordar cedo e ver meu dia render. Super feliz com minhas mudanças. Isso é só o começo. :)
Tenho ficado contente ao constatar que, em vez de visitar 428.376 blogs de moda e consumo todo dia, hoje eu visito meia dúzia deles, que são os que mais têm bom gosto e um senso de moda que me agrada, e a outra meia dúzia de blogs que eu visito têm a ver com o minimalismo, o anti-consumo, a simplificação da vida.
(nota mental - acho que preciso voltar a meditar)
Então, pra aproveitar que hoje levantei às 6h \o/ (tenho que começar a trabalhar a.go.ra!!), deixo uma listinha com uns posts do Zen Habits que andam me inspirando:
Também têm me inspirado a Marina, a Lud e o Leo, a Ziula, a Lilly, o Alex Castro e outr@s, uma turminha de blogueir@s que estão buscando algo diferente na vida - diferente do consumo pelo consumo, da adição à tv e à internet. Gente que, enfim, está buscando viver de verdade. :)
Aliás, quem estiver faltando na barrinha e quiser me lembrar, dá um toque aí nos comentários. :)
Todo mundo linkado aí na barrinha da direita, junto com os blogs de moda e beleza que eu gosto. Já falei que minha lista de links é uma contradição, mas tamos aí. Rumo ao cabelo cacheado e lindão, mas sem tintura. Rumo a um rostinho bem maquiado e cuidado, porém sem gastar toda a grana em produtos. Rumo a um estilo vintage-moderno-romântico-étnico, parcialmente baseado em brechós/trocas e em menos e melhores roupas, sapatos e bolsas. Rumo a menos livros. Rumo a menos tempo on-line. Rumo a menos facebook, menos twitter (graças a Zeus desse praticamente já me livrei) e a mais leitura, música, cinema, amigos, namoro.
Então, eu fui pra Santiago visitar meu namorado na semana do 7 de setembro, e lá, por diversas razões, quase todos os dias mantive meu plano de acordar cedo, mas não consegui necessariamente acordar às 7:30.
Por distintas razões. Porque durante várias noites estivemos acordados até tarde conversando (namorar à distância quer dizer que quando a gente encontra tem que tirar o maior proveito possível. é como um turbilhão de maravilhosidades e "dificilidades" ao mesmo tempo. a gente está junto, e é maravilhoso. mas também concentra as DRs ahahahahhaa. é que nós já somos bem crescidinhos pra ficar fingindo ser quem não somos. não temos muito tempo pra passar por esta fase - vivemos em países separados. temos que ser sinceros sobre quem somos e o que queremos. então, é maravilhoso e super difícil ao mesmo tempo. e como eu adoro um desafio...). Porque o meu namorado, infelizmente, dorme mal - e ronca, módisque isso afetou o meu sono também.
Mas to caminhando. Esta semana não vou jurar que acordei todos os dias às 7:30, porque sinceramente não to controlando tanto. Mas teve mais de um dia que com certeza acordei mais cedo que isso, até. O importante é que eu to acordando cedo sempre.
Esta próxima semana vai ser intensa. Seguramente estarei de pé todo dia nesse horário ou antes disso. Mas vou fazer um esforço pra monitorar melhor e fazer o diário na semana que vem.
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O meu ano sem compras continua bem, obrigada.
Este mês tenho uma faturinha tão micro de cartão de crédito que tá difícil acreditar. Quase todas as parcelas antigas acabaram. Agora tenho somente as parcelas da passagem pra Santiago, as das compras do freeshop de julho e o meu sofá novo pra pagar. E as últimas parcelas do IR (ai, ai, ai....)
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Tô sumida dos blogs alheios, mas não parei de ler. Só não tenho comentado, sorry. A semana em Santiago foi muito forte, não sobrava energia pra quase nada mais além de trabalhar (trabalhei de lá mesmo) e namorar intensivamente. Voltei esta segunda, com muito trabalho pela frente. As próximas duas serão igualmente intensas. Depois, eu prometo que volto.
Update rapidinho que tenho que fazer as malas pra viajar: hoje dei uma de mnmlist e acordei às 4 da matina.
Sábado eu trabalhei. Ontem eu tinha que trabalhar. Durante a manhã, fiz coisas da casa (eu vou viajar hoje, então, comecei a fazer a mala, lavei louça, arrumei a casa. minha mãe vem passar uns dias aqui, não dava pra deixar tudo uma zona) e depois almocei. Aí comecei a trabalhar... mas putz, me deu uma preguiça... um sono que eu não sabia de onde vinha.
Fui pro café da livraria que fica no shopping aqui perto de casa no final da tarde, pra ver se melhorava. Comi um doce enorme (ai, ai...) e tomei café. Não adiantou. E parecia que nada contribuía: a internet não funcionava, por alguma razão, e demorei quase uma hora pra conseguir começar a trabalhar (trabalhando com documento colaborativo on-line, precisava da net funcionando).
Voltei pra casa morrendo de sono. Decidi dormir uma horinha. Meu namorado sugeriu que eu fosse dormir direto e acordasse mais cedo. Inicialmente eu rejeitei a proposta, mas depois resolvi fazer. Antes, quando eu era uma pessoa noturna, isso era algo que eu não conseguia fazer, mas hoje, que sou uma pessoa diurna, eu consigo. :) rá!
Então, foi isso. Não foi uma super noite ótima e mega repousante, eu acordei várias vezes. Lá pelas 3 da manhã acordei e botei o despertador pras 4. Levantei, comecei a trabalhar, tomei café, e pronto. Trabalho terminado às 10h (prazo pra entregar era hoje e ainda tinha que mandar pro meu amigo trabalhar em cima).
Tudo pronto, agora é terminar de arrumar a casa, tomar um banho pra ficar linda e enfrentar horas de aeroporto e avião pra passar a semana com o meu namorado, em Santiago. (não, eu não sou RYCAH, eu só não vou dar aula esta semana, por causa do feriado, e todos os meus outros trabalhos eu faço à distância. então, vou trabalhar na casa dele, em vez de trabalhar na minha. tudo que eu preciso é uma tomada e wi-fi).
Então... hoje eu não consegui, de novo, levantar às 7:30. Fui dormir ontem à 1:30 da manhã. Até despertei às 7:30 sim e quaaaaase saí da cama, mas achei melhor dormir a horinha que faltava pra completar as 8h de sono. Na verdade, 7, né, levantei umas 8:30, 8:40, não sei bem.
Assim, acho que o projeto não funcionará aos finais de semana ahahahaha. Bem que a Marina perguntou, pergunta pertinente.
Acho que todos esses projetos têm que ser BONS pra gente, e não trazer sofrimento. Rolam sacrifícios, mas se começa a rolar sofrimento, aí perde o sentido, eu acho.
Então vai ser assim. Se eu for dormir cedo no finde e rolar, ótimo. Se eu sair pra balada, fica suspenso. Não faz sentido sacrificar o meu bem estar, a minha capacidade de trabalho, etc, só pra me disciplinar a acordar cedo. Tem que ser natural, né?
Rá, pra quem não pretendia oferecer updates, até que eu tô "upadatando" bastante.
Bom, hoje não deu pra acordar às 7:30 por um singelo motivo: de quinta pra sexta eu havia dormido míseras 4 horas. E eu preciso do meu sono em dia, especialmente hoje, porque vou trabalhar o dia inteiro (amanhã também). Acordei às 8:20, sem despertador. E fui dormir às 22:30... de sexta! Sou mesmo uma velhinha.
Eu dormi só 4 horas porque na quinta-feira foi a primeira vez que eu me apresentei com a escola de dança onde pratico Odissi, dança indiana clássica. Faz 2 anos e meio que eu comecei a dança, e nunca tinha me apresentado. Passamos o ano inteiro ensaiando a coreografia de 14 minutos (é, precisa 8 meses de ensaio nesta dança pra apresentar 14 minutos, é super complexo e cheeeeeeeeeeio de detalhes. e por mais que a gente treine, na hora nunca sai tão bom quanto nos ensaios. affe!).
Eu tinha investido muito nessa apresentação, porque eu adoro a dança, era importante pra mim. Só que eu quaaaaaase fui cortada a menos de uma semana da apresentação, porque eu era a que menos estava dançando e errando ainda muita coisa. Isso porque, dos 9 meses de 2012, 5 eu estive fora da escola. 3 por causa da minha tese, no início do ano, e praticamente 2 considerando as minhas férias de julho inteiro e as semanas anteriores, em que fui pro Rio de Janeiro. Pra compensar, eu fui num retiro de dança em maio (pra vocês terem uma ideia do quanto eu queria dançar, marquei a data da minha defesa de tese em função da data desse retiro), fui mais de uma vez treinar sozinha na escola, e na semana anterior treinei todo dia uma hora a mais que o grupo. Parece pouco, mas eu tava cheia de trabalho, realmente foi super cansativa a semana (domingo, 4 horas de ensaio, segunda e terça, 4 horas de ensaio cada, só na quarta que foi mais light).
Bem, a apresentação foi super legal, chegamos às 5 da tarde no teatro, começamos maquiagem, cabelo, aquecemos, passamos o ensaio geral, às 7:30 começamos a por a roupa e adereços, gente, é complexo, foi quase uma hora e meia pra por tudo, milhões de alfinetes de segurança e grampos pras coisas não despencarem do seu corpo e da sua cabeça, porque a dança é cheia de pulos, e depois que vc já está toooooooooda montada ainda tem a tinta vermelha pra passar nas mãos e nos pés. E o chocalho, nos pés.
Na hora da apresentação, quando entramos no palco, parecia que meu coração ia pular pela boca.Nunca tinha sentido isso antes. Eu tremia de medo de errar. Gente, que louco isso. Depois da parte inicial me acalmei um pouco, mas é muito louco!
Depois da apresentação, mais uma hora até falar com os amigos, tirar milhares de fotos e tirar tooooooooda a roupa, os grampos e os alfinetes. Cheguei em casa já eram mais de 23:00, adrenada. abri um mini-champagne que tinha ganhando de presente por ocasião da minha defesa de tese (pra vocês terem uma ideia: pra mim, isso foi mais importante que a minha defesa de tese. Muito mais desafiador!), relaxei um pouco... comi... tomei um banho... Mas só fui dormir à uma da manhã. É 4h depois eu já estava de pé, me preparando pra pegar estrada (por sorte consegui carona, não tive que dirigir ontem) e dar aula o dia todo (das 8h às 17h).
Resultado: ontem cheguei em casa às 19:30 quebrada, consegui comer, ver a novela, e capotar. Precisava dormir um pouquinho mais pra recuperar o sono perdido.
Amanhã o projeto é acordar às 7:30 de novo! Vamo que vamo!
falei que não ia dar updates diários mas resolvi passar rapidinho pra contar que hoje foi o segundo dia e acordei bem antes das 7:30. acho que umas 6 e pouco eu já tava acordada. só que como eu to numa semana punk de ensaios pra apresentação de dança, que é amanhã, e ontem eu passei mal no final do ensaio, resolvi ficar na cama até às 7:30. fui dormir às 23:00 (podia ter levantado às 7:00, portanto). mas dei uma cochiladinha, e às 7:30 finalmente levantei. :)
eu NUNCA fui dormir esse horário, sempre mais tarde. dormir antes da meia noite tem sido realmente inédito e tem acontecido cada vez com mais frequência - depois que eu voltei das férias.
Tá, vocês me conquistaram com suas idéias de projetos e eu resolvi começar um novo, muito simples.
Eu sempre fui uma pessoa que acorda tarde. Sempre fui uma pessoa noturna. Escrevi minha dissertação e minha tese durante várias madrugadas. E sempre adorei ficar bastantão na cama.
Isso mudou. Serão os hormônios? Será a "maturidade"? Não sei bem por que mudou, mas o fato é que no me gusta más ficar na cama até tarde. Sinto que estou desperdiçando o dia. Que estou deixando de aproveitar o sol (quando eu consigo chegar até ele), ah, não sei bem, mas acordar tarde, agora, me molesta mucho.
Então, resolvi começar um novo projeto, paralelo ao do Ano sem compras, e este projeto é ficar 3 meses acordando todos os dias às 7:30 da manhã.
Por quê 3 meses? Porque dizem que é o mínimo necessário pra gente incorporar um novo hábito à vida.
Por quê 7:30 da manhã? Sei lá, porque depois de voltar de viagem, por alguma razão comecei a acordar espontaneamente exatamente nesse horário, mesmo indo dormir mais tarde. Meu sono é muito regular, quero dizer, se eu durmo bem, acordo exatamente 8 horas depois. Ou seja, se eu deitar às 4 da manhã, ao meio-dia acordo. Porém, o que eu quero é me condicionar é a acordar CEDO, no matter what. Acreditem, 7:30 pra mim é cedo. Bem cedo.
Eu na verdade já faz alguns anos que acordo às 5:30 da manhã pelo menos um dia por semana para trabalhar. Dou aulas numa faculdade em que eu entro às 8h e fica fora de SP. Então, tenho que sair de SP às 6h. Tem dias que é super difícil, outros mais fáceis. Não quero mais que seja difícil. Então, me acostumar a dormir mais cedo e a acordar mais cedo todos os dias é legal.
Depois vou botar uma abinha aí com o projeto novo. Ele começou hoje - ontem de noite me programei pra acordar às 7:30 e hoje despertei antes do despertador tocar.
Então é isso. Entre 28 de agosto e 28 de novembro, acordarei todos os dias às 7:30 pelo menos, custe o que custar.
Ah, eu NÃO vou fazer relatos diários. Adoro isso nos blogs alheios mas não quero ter este compromisso. Do mesmo jeito que eu faço updates do Ano sem Compras quando me dá na telha (normalmente quando eu cometo algum deslize ahahahah), também farei do projeto novo quando me der na telha.
E como eu sou a mulher do PS, vamos lá:
PS1: este projeto foi inspirado por um post do blog mnmlist, que eu agora não consigo achar, em que ele conta como começou a acordar super cedo. Atualmente ele acorda às 4:30 da manhã. Eu não pretendo realmente começar a acordar às 4:30 da manhã, mas depois de acostumar às 7:30, quem sabe dou o passo seguinte e começo a despertar às 7:00, depois 6:30, depois 6:00. Ah, acho que cabe explicar que eu trabalho parcialmente em casa (embora eu queira mudar isso, e logo, porque é meio deprimente - pelo menos, no momento, já que vivo sozinha, mas isso depende de algumas coisas, e estou trabalhando para fazer isso acontecer), então eu basicamente faço meu horário de trabalho. Ah, esse link do mnmlist tá jogando pra um post que eu adorei, muito inspirador. Chama-se "Be able to walk away". Eu fiz isso outro dia, recusei um trabalho que ia me explorar e me pagar uma merreca. Eu tenho grana guardada e não vou aceitar mais qualquer trabalho, porque não preciso (pelo menos, não no momento). Foi ótimo. Da próxima vez, espero não precisar nem de 24h pra pensar (eu inicialmente aceitei, mas voltei injuriada pra casa, dormi, e no dia seguinte decidi voltar lá e recusar). :)
PS2: Atualizei a barrinha de blogs aí da direita (a Galáxia Emiliana - blogs que leio). Dá pra ver meus interesses conflitantes (pessoais, meus profissionais são outros e eu não tenho saco pra passar o meu tempo livre trabalhando - aka lendo blogs sobre mais trabalho. Aliás, esta é outra meta. Trabalhar mais, em menos tempo, mais focada): moda, maquiagem, economia e minimalismo ahahahaha. Mas sabe, eu acho que é possível. A pessoa pode ter estilo, curtir maquiagem, e mesmo assim guardar grana e levar um estilo de vida menos cheio de coisas. Mas eu gosto de coisas - as que têm significado pra mim. Eu já falei um pouco sobre o que eu penso do minimalismo e como me aproprio dele aqui. E certamente vou falar mais sobre isso à medida que eu for destralhando minha casa e minha alma (alma também se destralha, tô no processo...)
Então, vim fazer um balancinho do meu "ano sem compras".
Como já dito no post abaixo, furei lindamente o projeto, e a principal razão foi a minha viagem de férias. Eu, realmente, não quis me controlar durante as férias. Fazia uns 15 anos que eu não tirava férias de 30 dias, que eu não fazia um viajão assim grandão. E aí eu liguei o foda-se e comprei. Eu comprei itens de todos os "proibidos". CDs de música uruguaya (que só se encontra lá), maquiagem, roupas, acessórios, sapatos, revista (esta justificada porque comprei pra estudar, não comprei uma revista que eu compraria normalmente), caderno de anotações (meu caderno de viagem), brincos... e logo antes de ir comprei uma jaquetinha, numa viagem ao Rio (estava frio, ventando, eu não tinha roupa e não tinha de quem emprestar, e eu tava triste, isso também ajudou. Entrei em uma Hering no meio do caminho e comprei uma jaqueta exatamente como eu queria comprar há meses. aff... pelo menos to usando direto), e logo que cheguei comprei uma calça jeans nova skinny (pra usar com as botas novas que são de cano curto e super legais pra usar pra fora, com calças assim).
Mas isso não me impede de fazer um balanço e avaliar. Isso também não significa que estou comprando adoidado agora que voltei. Pelo contrário, agora é que o bicho vai pegar, porque gastei bastante na viagem (não com as compras, necessariamente, mas é que um mês de viagem custa caro, e olha que foi bem econômica esta viagem) e continuo ganhando pouco e vivendo parcialmente da minha poupança, que mingua a olhos vistos.
Fora as compras de proibidos acima, antes da viagem, comprei só o que tava na lista permitida: roupas térmicas pro frio, meias e duas blusas de lã. Noto que levei mais coisas do que precisava (ou seja, comprei mais do que precisava). Lavei bastante roupa. Minha conclusão é que, para onde eu fui (Uruguay, Argentina, Chile), onde não fazia taaaaaaaanto frio (não peguei menos de 2ºC), e para o tipo de viagem que eu fiz (urbana) dois jogos de térmicas, 5 pares de meias, sendo uma esportiva mais "fofinha" e um sapatinho pra andar em casa (ou meia com bolinhas embaixo) e 1 meia-calça de lã para usar com saia, são mais que suficientes.
Eu não comprei MUITO e não gastei MUITO. Minha viagem saiu por um preço super bom, e isso contando que paguei um curso de espanhol de 3 semanas e que me senti livre para comprar o que queria (inclusive para presentear minha família) e, principalmente, para COMER e beber o que eu queria. nham nham. Passei muito bem durante este mês. No Uruguay e Argentina, carnes (não muita, em 4 semanas devo ter comido "carne carne" umas 5 ou 6 vezes) e vinho tinto, doces e muuuuito chá; no Chile, peixe, peixe, peixe, frutas e vinho branco.
Em linhas gerais, o balanço do ano sem compras está sendo bom. Já voltei pro modo não comprar, ou seja, depois da última compra não permitida, que foi a calça jeans skinny (a felicidade foi tê-la comprado na Renner por um preço super hiper camarada), não comprei mais nada. E, apesar da minha vontade louca de ir na liquidação da CAS comprar todos os sapatos de bico quadrado e salto baixo, não o fiz. Ano que vem, na primeira liquidação da CAS, darei início ao meu projeto no more heels. Este ano ainda vou sofrer com os meus.
Vou tentar fazer rapidamente um balanço do que eu comprei este ano até agora (desde janeiro), incluindo as compras da viagem, dentre os itens "proibidos". Não vou incluir itens de reposição e higiene pessoal (como os demaquilantes que comprei estes dias no supermercado, desodorante, ou o hidratante e sabonete pro rosto que comprei na viagem, pois estavam na lista de permitidos e custam MUITO mais barato no freeshop, então comprei antes de os meus acabarem para aproveitar) nem itens permitidos (como as roupas térmicas ou roupa pra apresentação de dança):
MAQUIAGEM:
- 2 batons
- 4 lápis de olho
CDs, DVDs, revistas, livros, papelaria:
- 3 CDS de música Uruguaya
- 1 caderno de viagem
- 1 estojo com canetas e lápis e apontador para repor o que me furtaram do carro
- revista (para estudar. deixei no Uruguay)
Roupas e sapatos:
- 3 calças (2 no brechó em Santiago a R$ 10,00 cada)
- 1 vestido (brechó, mesmo preço)
- 2 blusas (brechó)
- 1 colete de lã feito no tear (Uruguay, artesã)
- 1 saia (brechó)
- 2 botas cano curto (Argentina, metade do preço das botas daqui)
- 1 poncho de lã de alpaca (Santiago)
- 1 jaqueta curta (RJ)
- 1 trenchcoat (Santiago - esta foi a coisa mais cara que comprei este ano).
- duas calças pra dança. uma para repor a que me roubaram. a outra eu não precisava mesmo, mandei fazer na baciada. pode parecer frescura uma calça especial pra dança, mas não é. Ela tem um formato certo pro tipo de dança, pra gente poder amarrar o sári em volta e ele não cair. e o punho é justo e não cobre o pé. eu passei dois meses usando outras calças, mas não rola.
Acessórios
- 4 chapeuzinhos de inverno (1 no Uruguay; 3 no Chile. me empolguei, não precisava de tantos).
- 3 brincos (1 na Argentina, 2 na praia em Floripa láááá em janeiro)
- 2 pingentes (1 no Uruguay, 1 em Floripa)
- 2 anéis
Acho que isso é tudo. Não me lembro de ter comprado outras coisas "proibidas". Andei comprando (poucas) coisas pra casa, uns acessórios de cozinha (tenho cozinhando bastante) e agora fiz uma comprona que foi um sofá novo, que ainda não chegou. Depois vem a reforma do ap (pra isso preciso conseguir um trabalho que me pague bem. Esse que eu to agora to ganhando super pouco).
Eu não sei se porque eu fiz esta pausa da viagem e comprei sem culpa, mas não tem sido tão difícil ficar sem comprar. Dá vontade de comprar estas coisinhas tipo esmalte, batom, sombrinhas, coisas baratinhas que não pesam no bolso e a gente fica feliz, mas aí eu vou me maquiar e vejo que tenho 6 blushes diferentes, e que posso escolher, e que tenho um monte de batons, alguns mal começados, e um monte de sombras, e um monte de tudo, e roupas que não acabam mais, e sossego.
Sin embargo (acho interessante que esta expressão usamos muito no meio jurídico e no espanhol se usa no cotidiano), continuo dando coisas - principalmente livros e roupas, que tenho em demasia. Está sendo bom finalmente ter espaço no armário. a gaveta não está lotada. No momento tenho roupas de frio demais, pra um clima não mais tão frio (foi-se o tempo em que SP era uma cidade em que fazia frio. tá um calorzinho sem-vergonha por aqui, que no me gusta para nada, e muito seco). Algumas mandei pra minha mãe (xales e mantôs, que ela adora), e outros ficarão aqui à espera das viagens para clima frio ou daquela frente fria issshhhperta que ainda haverá de chegar, trazendo chuva e a possibilidade de usar meu trench coat lindo e chique branco com grafismos negros. :) As roupas encalhadas há anos já estão no grande saco na minha sala para doação.
É isso. A Marina me disse nos comentários abaixo que tudo bem eu ter suspendido o ano sem compras na viagem. Então não vou abandonar a idéia e voltarei quando tiver novidades (que, espero, NÃO sejam notícias de coisas que comprei e não deveria comprar).
E agora deixeu desligar que o app que baixei para controlar meu tempo em blogs, facebook, twitter etc já tá me avisando que só tenho alguns minutos antes de a mensagem "Shouldn't you be working???" piscar na minha tela.
HOje vou blogar em Português. O resto da viagem continuarei blogando em espanhol, mas isto vem depois. Apesar de não estar com uma super carga de trabalho, as coisas estão começando ficar mais agitadinhas por aqui, voltei às aulas de dança, estou com um trabalhinho extra, ando arrumando muitas coisas na casa, me preparando pra quando o trabalho chegar (inclusive preparando o currículo), e agora dedico uma horinha por dia a meu namorado que, embora longe, está sempre muy cerquita en mi corazón. :)
Na verdade queria falar um pouco sobre o que ando fazendo, que é continuar a destralhar a casa e a alma.
Esta viagem me fez muito bem!!! Voltei com energia para fazer muitas coisas necessárias há muito tempo, e uma delas era começar a destralhar a casa (a alma é consequência, mas também há coisas práticas que se podem fazer para ajudar a abrir espaço no coração para o novo e - como disse hoje meu namorado, preparar-se para a felicidade).
Estou me preparando para reformar meu ap - só esperando trabalhos confirmarem-se para marcar a data - e, continuando na vibe desapego ou, com nome ainda melhor, minimalista, que comecei há uns 02 anos, continuo dando coisas, consertando as que ainda servem e jogando fora o que não serve mais.
Desde que cheguei, peguei um saco gigante de correio no qual chegaram uns livros que havia enviado a mim mesma de Buenos Aires (para não carregar tanto peso nos últimos 10 dias de viagem) e comecei a jogar a papelada fora. Já tem um metro de altura. São aaaaaaaaaaaanos de documentos, contas pagas, tudo no lixo. Cópias de processos. Papelada. Afe! Mas ainda falta. Acho que me animarei no próximo finde, se não tiver ensaio de dança (estou pensando se vou dançar ou não, estou me sentindo pressionada e não está legal - com as duas viagens desde o meio de junho, e mais os 3 meses de ausência no começo do ano, quando estava terminando a tese, não consegui pegar a coreografia com segurança e tem muitas partes que não sei dançar). Ainda falta. Falta encarar o arquivo e as piiiiiiilhas de artigos científicos acumulados em anos de mestrado e doutorado. Faltam as fotos (vou jogar fora todas as de ex-namorados). Faltam muitos livros (ando doando muitos no livralivro.com.br, já foram 4, tem uma pilha já separada, esta semana irão mais 3, e se eu não doar dentro de um certo período de tempo no livra livro, vai pro Freecycle que sempre tem interessados).
Na minha sala tem outro saco de um metro de altura só com roupas que não uso mais. E duas botas de salto. E era aí que eu queria chegar.
Eu realmente acho que vou parar de usar saltos. Isso parece estranho considerando que nos últimos dois anos comprei dois sapatos beeeeeeeem altos, com plataforma tipo pump. Esses eu uso super de vez em quando, quando quero realmente me sentir poderosona. Mas assim, pro dia-a-dia, tô ficando BEM de saco cheio dos meus sapatos. Grande parte deles me dói o pé em algum lugar. Meu pé já não é exatamente "fácil", tenho o arco do pé muito pronunciado. E depois de um mês usando só sapatos baixo e confortáveis (botas, na verdade), eu não tenho vontade mais de por sapatos que me deixam exausta no final do dia (sim, o pé doendo influencia sobremaneira na minha energia para fazer coisas no final do dia. Comecei a perceber isto também).
Então, a partir de agora a ordem será começar, lentamente, a trocar toooooooooodos os meus sapatos por outros mais confortáveis. Já sei onde vou comprá-los, e compraria uns 2 ou 3 já se eu estivesse comprando agora. Mas não estou comprando, então por enquanto continuarei sofrendo. Mas assim que eu voltei de viagem, duas botas de salto, uma encostada há anos, e a outra que eu já usei bastante mas hoje uso raramente porque dói o pé, foram as primeiras coisas que foram pro saco das doações. E na verdade a ordem não será trocar TODOS os meus sapatos por outros, porque tenho muitos mais que necessito, e sim reduzir o número a uma quantidade versátil e funcional. Não creio que terei muitos problemas com isto, já que a idéia é que sapatos "de trabalhar" e sapatos "de sair/passear" não sejam assim taaaao diferentes. Sempre deixei os sapatos mais confortáveis para os momentos de lazer, mas né, porque é que temos que nos torturar usando sapatos não confortáveis no trabalho?
Então é isso, troquei duas botas de salto por duas sem salto. E olha, que delícia. To usando direeeeeeeto minhas botinhas novinhas e não tenho vontade de usar nada mais. :)
[Ah, preciso dizer que o meu ano sem compras merece um grande FUÉN a esta altura do campeonato. Já tenho um post começado explicando tudo. O resumo da ópera é que comprei durante a viagem, logo antes da viagem já tinha comprado um caderno de viagem e uma jaquetinha para não morrer de frio no Rio de Janeiro (além das roupas térmicas de frio, que estavam na lista de permitidos), e depois que voltei comprei uma calça jeans. E chega por 2012. Mas né, o ano foi pro saco, inclusive porque comprei itens não permitidos de vários tipos (comprei 3 CDs, 2 anéis, 1 brinco, 1 pingente,1 caderno de viagem, 2 botas, 2 batons, 4 lápis de olho, 2 calças, uma saia, um vestido, um casaco, uma camiseta, duas blusas de lã, 4 chapeuzinhos, um colete de lã e um poncho de lã. pra usar na Sibéria, né, porque aqui em SP tá um calor do caraleo e todas estas coisas são super de frio, quentinhas. Inda bem que vou pra Santiago de novo em duas semanas, pelo menos lá vou poder usar tudo).
Isso NÃO significa que eu esteja me liberando pra comprar tudo não. Já voltei pro modo não compras de novo. A viagem foi um respiro (ah, é bom lembrar que boa parte dessas roupas foram compradas em um brechó maraaaaaaaa em Santiago, foram 7 peças de excelente qualidade em excelente estado por uns 70 reais). Mas o fato é que além de eu estar sem grana, ainda tenho MUITA roupa. E quero continuar comprando coisas melhores que façam mais sentido. E doando as que não funcionam, que não têm mais a ver com meu estilo, etc].
Também estou fazendo o teste pra ver se vou deixar o cabelo branco. Ainda tenho tinta, mas zero saco pra tingir. Vou deixando. Vamos ver o que será. :)
Viajar solo es, muchas veces, depender de la gentileza de extraños. Una de las razones por las cuales volví a Montevideo, alias, fue la extrema gentileza de su gente, que me encantó cuando allá estuve en 2010. Sentía que todos allí cuidaban de mí.
En homenaje a tod@s que fueron muy gentiles conmigo durante mi viaje, traigo acá una pequeña colección de gentilezas y/o de buenos momentos con conocidos y extraños (seguramente, hay muchas otras de las cuales no me acuerdo ahora).
Por su cariño, soy grata a:
- la chica que me dio 50 centavos de peso para ayudarme a tomar el ómnibus (yo había comprado algo que no necesitaba en el kiosko solo para pedir al dueño que me cambiase un billete por moneda y el, como tod@s, hizo una cara fea y me dijo que no tenía cambio. Sin más, una chica me tocó en el hombro y me dio 50 centavos para ayudarme) (La Plata/AR);
- las innúmeras personas que siempre me ayudaron en los colectivos cuando yo no sabía exactamente donde bajar (MVD/UR);
- la señora que habló conmigo durante un viaje en colectivo porque quería conversar en Portugués y recordar de las novelas y del tiempo en que vivió en Brasil (MVD/UR);
- el chico que conversó conmigo en el bus desde la Ciudad Vieja hasta Pocitos (MVD/UR);
- la viejita que me paró en la calle en la Ciudad Vieja y, después de contarme toda su vida y sus aventuras como cantante en Argentina, me invitó a su casa (MVD/UR) (Yo no fui. Me arrepiento. Debería haber ido);
- Oscar Gómez, que conocí en el Mercado del Puerto y que me llevó a conocer el Cerro de Montevideo (MVD/UR);
- Ale Amorim, brasileño que vive en MVD, por un millón de gentilezas que me hizo. Sería necesario un post solo para agradecerle. Mi temporada en MVD sin él sería muy diferente (y seguramente bastante aburrida). Por las parrillas, los piques, el concierto, los tragos, las comidas, las risas, por la juventud y simpatía de su hija, Rebeca, por los contactos profesionales, por todo esto y mucho más tengo mucho a agradecer a Ale, que me recibió en su casa como si yo fuera su amiga desde muchos años (MVD/UR);
- “seu” Tito, el padre de mi host, que me hacía compañía durante el desayuno, compartía conmigo historias de su vida, e iba siempre que podía a la puerta a abrirme y a desearme “buen día, Emi, que te pases lindo” cuando me iba a la escuela, y que me llamó “su hija brasileña” cuando hacía el asado del Dia de los Padres (MVD/UR);
- el equipo de la Academia Uruguay, que me trató tan bien, siempre (MVD/UR), especialmente mi profesora Maira Pírez, con quien compartí té, café, pronombres, alfajores, historias de vida, mate, energía y alegría;
- Pablo, que me recibió en su casa y me invitó a cenar (MVD/AR) y en otro día a un show de rock uruguayo;
- Ju (mi prima que no es mi prima pero que es como se fuera) y Luis, que me invitaron a almorzar y me salvaron de la suciedad después de 3 días sin baño (en días diferentes!!!) (MVD/AR);
- Aniko, mi amiga argentina, que me invitó a su casa con mucho cariño (ella todavía no lo sabe, pero con esta su gentileza, ha cambiado mi vida para siempre) (BAs/AR);
- Damian, el novio de Ani, que inventó el burbujero y tornó mi viaje rica, divertida, liviana, dulce (él es una persona muy dulce y gentil) (BAs/AR);
- Gabriela, la chica que conocí en el colectivo BAs-La Plata (necesito escribirte!!!) y con quien muy rápido me conecté (aaaah, los escorpianos!) (BAs/AR);
- los chicos suizos que me prestaron su guía Lonely Planet en el Hostel en Mendoza (Mendoza/AR);
- el chico que me indicó la cabalgata al fin de dia – uno de los mejores días del viaje (Mendoza/AR);
- el hombre de la compañía Sendas que guardó el tubo con las reproducciones de pinturas que yo había olvidado en el bus BAs-Mendoza (Mendoza/AR);
- la mujer de la misma compañía que me atendió y en pocos minutos localizó el tubo (Mendoza/AR) :) (nota mental: escribir a la compañía y hacer un elogio a los dos – Marina, inspirada por una de sus tareas, no solo voy a hacer esto, como ya lo hice en Santiago a la dueña del hostel: personalmente, hice un elogio a todo el equipo que me atendió);
- Leo, brasileño que conocí en el bus de Mendoza a Santiago, que me dio 5 mil pesos (yo no tenía nada de plata) para empezar mis días en Chile, y que después me protegió y me hice muy agradable compañía por dos días, junto com... (Santiago/CH)
- Rodrigo, chileno que conocí en el bus de Mendoza a Santiago, que me llevó hasta la puerta de mi hostel, que me cuidó durante todos los días en que estuve allá, que recibió a mí e a Leo en su ciudad y en su casa como si fuéramos desde siempre sus amigos, y que tiene una energía positiva increíble, siempre con un sonriso en la cara a bromear con todos, siempre a cuidar de todos, y que fue el regalo inesperado y encantador que gané en este viaje (Santiago/CH).
Continuando nuestro post gigante sobre vanidades x mochileras:
3. Esmalte para las uñas y kit manicura– yo las hago en casa, entonces en el viaje llevo un mini-kit (me encantan los minis!) con un mini palillo, toallitas para remover el esmalte (llevé este de Oceane, perfecto porque no es líquido, muy práctico), una cantidad ridícula de removedor líquido (como acetona) en un frasquito chiquitito (solo para limpiar los cantos al terminar de hacer las uñas), algodón, una base, un top coat y 2 esmaltes: un blanco o equivalente y un rojo. Llevé 3 (clarito, rojo y azur oscuro) y solo usé 2. O bien tienes tiempo para hacer las uñas y usas el rojo (o otro color que te gustes), o no lo tienes y pones el blanquito que va bien con todo y es muy rapido.
4. Desmaquillante: grande equívoco no llevarlo. En mis últimos viajes, siempre llevé las toallitas desmaquillantes, muy muy prácticas (para mi, cuanto menos líquido en la valija mejor, porque el risco de romperse y joder con toda tu ropa disminui). `Pero justo en un viaje de un mes no lo llevé (pero porqué, porqué?). Pensé que sería una buena jovencita disciplinada y lavaría la cara todos los días antes de dormir. Pffffffffff, quién va a lavarse la cara o bañarse por la noche cuando no hay calefacción central en la casa, el baño es húmedo y hace 5ºC? Mismo en Santiago de Chile, donde hacía menos frio, y donde yo tenía un baño entero y calentito solo para miiiiiii (my preciousssssss), llegaba en el hostel borracha exhausta después de tomar todas caminar por horas todo el día y, al final, no me sacaba el maquillaje de la cara hasta el día siguiente por la mañana. Ah, también NO fue bueno no tener un poquitito de desmaquillante para los ojos – porque siempre resta un poquito de lápiz negro en los ojos después que se lava la cara con jabón, y esto solo sale con desmaquillante (el conocido "efecto panda").
5. Cara: jabón, hidratante (con protector solar), crema para los ojos: indispensables, IMHO. Ponga tu jabón para el rosto en un frasquito chico, haga el cálculo para el período que vas a estar fuera y ya está. Llevé para un mes un frasquito muy pequeño y fue suficiente (mi jabón para la cara es muy concentrado). NO hagas como yo que pensé que encontraría en el freeshop hidratante con protector solar a buenos precios. No lo encontré, no lo había llevado y al final pasé un mes sin usar nada de protección solar, porque el Clinique que me compré en el freeshop de MVD, que me parecíó el de mejor relación costo-beneficio, no lo tenía.
6. Jabón para el cuerpo, hidratante etc.: esto depende de donde vas a quedarse, se tienes un baño solo para ti y por cuanto tiempo. Se tuviera un baño privado, yo me compraría un jabón solido para el cuerpo en la primera farmacia y lo dejaría ahí cuando me voy. Como no lo tenía y, además, iba a continuar viajando después (lo que torna llevar una jabonera en la valija algo inconfortable e inútil), llevé un jabón liquido chiquito L’Occitane que vino de regalito en una revista y estaba guardado para un viaje así y un poco de jabón intimo en un frasquito (que es lo más importante). En realidad no uso mucho jabón en el cuerpo entero porque mis baños son largos y con agua caliente y esto ya es suficiente para sacar fuera toda la camadita de gordura protectora de la piel (y, claro, para limpiarla). Por la misma razón, no llevé hidratante – son pesados, hacen volumen, y puedo sí pasar un mes sin hidratar mi cuerpo, al contrario de Marina. Pero llevé una pomada Weleda Baby Crema Caléndula que fue útil cuando necesité hidratar alguna parte más sequita del cuerpo (como mi tatuaje - siempre cuando está muy seco, puedo sentirla). En resumen, el jabón, se vas a viajar mucho, el mejor es levar líquido (y, en mi opinión, poco). Especialmente se hace frio y no vas a sudar mucho (era mi caso), no lo vas a necesitar tanto así. El agua limpia mucho. :)
7. Los pelos: todo lo que uso para arreglar el pelo (son algunos productos porque tengo el pelo rulado así que mantenerlo es un poquito trabajoso, quería yo poder usar menos, pero ahora que ya sé lo que hacer, está cada vez más fácil mantenerlo siempre bien con menos trabajo) puse en frasquitos chiquitos que compré en tiendas de cosméticos como Sumirê y similares. Hice más o menos el cálculo de cuanto necesitaría considerando que lo lavo a cada 2 o 3 días. No tuve problemas, fue justa la cantidad. Cuando volví, todos los frasquitos de jabón para el cuerpo y cara, los shampoos y las cremas estaban vacios. :)
Falta algo? Tienen más piques como estos, viajeras? Qué llevan para mantener su vanidad o sus pequeños lujitos en los viajes sin cargar mucho peso?
Hola!!! Ya volvi a Brasil con muchas historias, mucha alegría, muy descansada y energizada después de un viaje increíble!!!
Después de mucho tiempo sin postear nada, finalmente voy a bloguear el fin del viaje. Les pido disculpas desde ya por haber simplemente interrumpido los posts sin ninguna explicación, y así se pasó porque mis 3 semanas en MVD fueron muy intensas, con las clases de español y otros compromisos muy interesantes. Y todo estuvo tan bieeeeennnn!!! Y después me fui a Argentina y Chile para la parte 150% ferias del viaje, y bueno, uno cuando esta de vacaciones no quiere tener el compromiso de nada.
Este post estaba en mi cabeza hace tiempo: como mochilear (o, en mi caso, no mochilear propiamente – esta vez llevé la valija - pero viajar con el espíritu mochilero, que este siempre llevo conmigo) pero sin perder la vanidad jamás. Claro, hubo días tan tan corridos que no tuve tiempo para poner el maquillaje. Claro, al final, mi pelo ya estaba bien destruido, sin mis cremas y con el tiempo seco que hacia en Santiago de Chile (mi viaje terminó allá, después de 3 semanas en MVD, 4 dias en Buenos Aires y 2 en Mendoza). Claro, ni siempre tuve tiempo de hacer mis uñas, pero estuvieron razonables la mayor parte del tiempo.
Por favor, consideren que en este punto el feminismo todavia no ganó tanto espacio en mi vida. Me gustan estas cosas, me gusta el maquillaje y hacer mis uñas, aunque esté considerando parar de pintar el pelo (esto me enoja muchoooooooooo, ay que aburridoooooooooo). Por lo tanto, cargo muchas cosas que Lud, seguramente, no se preocupará en tener en su mochila. :)
Fijate que estos NO son piques para las chicas que van a cenar y almorzar en graaaaandes lugares muy muy caros y chics o frecuentar altas ruedas sociales de gente millonaria ajajajajaja. Son piques para chicas como yo que toman el bus, pasan el día en la calle paseando y conociendo los museos, hacen compras en el supermercado, van a un bar, a cenar en lugares hermosos pero no super caros, que van al teatro, al café, etc. Se tienes mucha plata, seguramente no necesitas cargar tu propia valija (seguramente también no estarás leyendo este mi bloguito), entonces para qué preocuparse con la cantidad de cosas que vas a llevar? También no vas a preocuparse con baños públicos, como a mi me pasó varias veces.
Como el post se quedó muy grande, lo dividí en 2.
Entonces, sin más preámbulos, vayámonos a los piques de la viajera mochilera, liviana (oops, en mi caso no tanto, pero el viajar liviano está en el horizonte, sé que lo voy a lograr) y vanidosa.
1. Siempre, siempre, siempre, siempre, siempre lleve contigo toallitas humedecidas higiénicas. Fucking siempre. Si no fui clara, dejáme repetir otra vez: siempre. Este NO es un pique de belleza ni de vanidad, sino que es un pique sobre algo absolutamente necesario a una mochilera – diría más, a cualquier mujer que viaja con un mínimo de interés en hacer algo que no sean compras/museos/restaurantes. Nunca sabes cuando las necesitará, pero sepa que sí, las va a necesitar (mamá estaba correcta en su antigua obsesión por el papel higiénico en los viajes, más voluminoso para cargar). Yo las usé en diferentes situaciones (no se preocupen que no voy a dar detalles íntimos). Ejemplos:
- cuando salía de la playa a otro compromiso, había entrado en el agua y no tenía tiempo/no quería pasar en casa a cambiar de ropa. Encontré un café, fui al baño y allí cambié el biquíni por la ropa de bajo. No necesito explicar la utilidad de las toallitas en este situación, dale?
- cuando vas a un baño público y no hay papel o el papel no es suficiente (en este viaje esto se pasó más de una vez).
- cuando la ducha se quemó en la casa de mi host en MVD y pasé 3 días (sí, 3 días) sin bañarme de verdad, bañandome como los gatos (en uno de estos días, ya desesperada, entré en una peluquería en la Ciudad Vieja y pagué para lavar mi pelo allí, aaaaaaaaaaaah, qué alivioooooooo).
2. Maquillaje: lleva el mínimo. En serio, se vas a viajar bien (i.e., caminar hasta que tengas fucking calambres en las piernas por la noche hacer muchas cosas durante el día y por la noche), no vas a tener tiempo para hacer graaaandes maquillajes. Aunque no vayas a comprar nada en el freeshop, no necesitas mucho. Llevé la palleta Naked, de colores neutros – casi no la usé, y si tuviera una más chica, la llevaría – y lápices y delineadores en lapicera para los ojos en colores variados, una máscara para los cilios (UNA, lleve la mejor que tienes y ahí estará linda todos los días), un iluminador (lleve dos bien chiquitos, solo usé uno) y 2 coloretes/rubores (blushes), uno más rosado y uno más naranja... (llevé 3 pero solo usé 2). Ah, los lápices para los labios, bueno, esto es más complicado, se bien me acuerdo llevé 6, incluyendo brillos (2 los compré en el freeshop) y no los usé todos. Pero yo con los lápices labiales no soy un bueno ejemplo porque siempre llevo como 2 o 3 todos los días en la bolsa (sin contar el balm, indispensable siempre).
Para mí, la mejor cosa para cargar, tanto en los viajes como en la bolsa (siempre tengo uno), son los lápices de ojos y delineadores (en lapicera!!!). Son muy muy prácticos, puedes hacer grandes efectos y maquillajes diferentes con poco. Con un negro, un marrón y algún otro color (llevé, además, un berenjena, un azur oscuro y un color de la piel, un negro alta fijación y dos delineadores lapicera), haces todo lo que quieras.
A pesar de que habían resuelto partir a las cuatro,
Rataplán llegó a las tres. Era el primero en llegar.
En el café había un solo hombre, sentado al lado
de la puerta, desconocido para Rataplán, lo que quiere decir que no era del
pueblo.
-Buen día -dijo aquél al entrar.
-Bueno -respondió el otro, y acercó una silla al
recién llegado como si le conociera o estuviera esperándole y, tras un
silencio, agregó:
-¿Madrugó, eh?
- Sí -respondió
Rataplán-, estamos de viaje a la playa.
- ¿A qué
playa?
. -¿Hay más de una?
- ¡Uf!. ..
Muchísimas. ¿No conoce el mapa?
- No señor,
no lo conozco...
- Pues playas
hay muchísimas.. .
-Habrá. A nosotros nos lleva Rodríguez. ¿No ve que
nunca hemos visto el mar?
En ese momento llegaron el rengo "Siete y
tres diez" con su perro, y "Leche con fideos", un hombre flaco,
pálido, con una barba negrísima, de ocho días, peón de un horno de ladrillos.
Se sentaron junto a Rataplán y el desconocido.
Pidieron caña y al minuto ya estaban participando familiarmente de la
conversación.
El desconocido hacía cuentos de tartamudos con los
que ellos se desternillaban de risa. Fue Rataplán el que tuvo que pedirle al
fin:
-No haga más por favor... Guarde alguno para la
playa...
"Siete y tres diez", se asomaba de rato
en rato a la puerta, nervioso por la tardanza de los otros excursionistas.
Rodríguez y el vasco Arriola llegaron cuando ya
era día claro.
Aquél -que era el dueño y conductor del camión-
descendió de éste, dejó el motor en marcha y se sumó a la rueda.
El desconocido, que advirtió la presencia de
Arriola, se acercó a la puerta e invitó:
-Baje, tome una caña y nos vamos.
-El día va a ser bárbaro e'calor -dijo "Leche
con fideos".
-Sí, nos va a sacar lonjas -respondió Rodríguez.
Con dificultad, pues estaban muy pesados de caña,
los que aguardaban en el café subieron al camión. Después lo hicieron Rodríguez
y Arriola y partieron.
El camión, un viejo Ford de bigotes, era uno de
esos vehículos que al marchar dan la impresión de andar atravesados, con un
juego de adentro hacia afuera en las cuatro ruedas que parecía comunicarse al
motor por sus explosiones fuera de ritmo. O tal vez, el motor por algún milagro
de la mecánica era el que imprimía a las ruedas aquel movimiento. A guisa de
toldo tenía una malla de alambre tejido, pues Rodríguez lo destinaba al
transporte de gallinas.
Al lado de Rodríguez -piloto por supuesto- iba el
Vasco.
Rodríguez sentía pasión por el mar. Cualquier
pretexto le venía bien para llegar a él. No era pescador ni le atraía el baño
en las playas. Le gustaba el mar para verlo y sentarse a sus orillas fumando en
silencio, viendo nacer y morir las olas en un callado gozo.
"Siete y tres diez", era un viejo
vendedor de billetes de lotería. Toda su familia la constituía su foxterrier al
que había bautizado con el nombre de Aquino -el último cuatrero- como homenaje
a éste y, además, porque el perro no podía ver la policía. Apenas veía un
guardia civil huía ladrando en señal de protesta. Esto agradaba a "Siete
y tres diez", Comentándolo decía que Aquino "en eso salía a él";
además tenía la seguridad de que el can era un animal "fino, lo que se
dice fino, pues tenía el paladar negro y era rabón de nacimiento" lo que indicaba
una segura aristocracia perruna.
Rataplán había sido basurero y ahora estaba
jubilado. Era sordo de un oído y le faltaban dos dedos de la mano izquierda. Se
los había deshecho una máquina de alambrar siendo mocito. Al revés de
"Siete y tres diez" y su perro hubiera sido feliz siendo soldado. El
apodo le venía de su costumbre de seguir el batallón en sus desfiles por las
calles del pueblo, repitiendo en voz baja el sonido del tambor.
El Vasco Juan era un hombre callado. Cuando no
había trabajo en el horno acompañaba a Rodríguez en sus viajes a las chacras.
Cuando estaba borracho -cosa que no ocurría muy frecuentemente- se le veía
blasfemar e insultar a un desconocido. No se sabía de dónde había venido cuando
llegó al pueblo. Los del grupo suponían que estos insultos iban dirigidos a
alguien a quien había conocido antes, vaya a saber dónde, pues nunca se lo
preguntaron. Sabían que no hay nada más sencillamente complicado que un vasco.
Y que sólo un vasco -a pesar del alcohol- es capaz de guardar un secreto y
hacerse enterrar con él.
Tomaron el camino de la sierra, el que termina en
Pan de Azúcar, con sol alto ya. Fue aquí que Rataplán recordó los viajes que
hacían los estudiantes y propuso que se cantara algo. Ninguno sabía canción
alguna, con excepción del desconocido que sabía muchas, pero todas incomprensibles
para ellos. Al fin coincidieron en Mi Bandera. Rataplán, a pesar de su parcial
sordera era el que llevaba el compás con la mano y el único que cantaba. Los
otros tarareaban y el desconocido imitaba un trombón.
Cuando hacía una variación macarrónica, los otros
reían estrepitosamente interrumpiendo el canto.
Cuando llegaron a un trozo de camino plano, Rodríguez
detuvo el camión.
-Parece una bolsa de gatos -dijo. Prendió un
cigarrillo, dio dos o tres puntapiés a las gomas del automóvil y preguntó:
-¿Y para qué cantan si no hay nadie?
-Cantamos como los estudiantes cuando salen por
ahí -respondió Rataplán.
-Pero ellos cantan en la calle para que los oigan
los otros -insistió Rodríguez.
El desconocido dijo entonces:
-Se canta para uno... Por cantar... a veces estoy
solo y canto.
Rodríguez se dio cuenta entonces que el hombre era
medio raro y recién se le ocurrió pensar por qué estaba allí con ellos, camino
de la playa.
Al reiniciar la marcha se lo preguntó al Vasco.
El Vasco señaló a los que iban en el camión y
dijo:
-Ellos... yo vine contigo.
-¿Ellos? ¿Y el camión es de ellos? ¿No fui yo
quien invité?
-Ahí tenés.
El camión marchaba. El sol estaba alto. Dentro
sólo se oía el desconocido cantando una canción en idioma extraño, de ritmo
lento y triste. Los otros abrumados por el sol y la caña cabeceaban
somnolientos.
El camión seguía jadeando, camino adelante. Reverberaba
el sol. Algún pájaro carpintero dejaba oír su grito que rasgaba la soledad.
Algunos ruidos metálicos de élitros le daban a ésta una dureza febril y
reseca. A veces pulsaba la ardiente distancia el canto de la cigarra. Algún
árbol de "Sombra de toro" se achaparraba en los flancos del camino
que descendían erizados de piedra mora y tunas "cabeza de negro". Muy
lejos, en el término del camino de descenso de la cuchilla, espejeaba algún
pequeño cuenco azulado, presencia de una cañada que en seguida desaparecía
corriendo bajo la red de berros y espadañas, dejando como señal de su camino un
trozo verde oscuro, jugoso y sedante en la pastura reseca y azufrada del resto
del campo.
Llegaban ahora frente a un desuñidero de carretas.
Una docena de árboles daba sombra a viejos fogones sembrados de huesos.
Rodríguez detuvo el vehículo nuevamente. Por el
tubo del radiador ascendía una nube de vapor.
-Alcanzó la damajuana -ordenó Arriola. "Leche
con fideos" la puso en manos del Vasco. Este la sacudió. El recipiente
estaba casi vacío.
No tiene casi -comentó el Vasco y la entregó a
Rodríguez.
-Pero amigo -exclamó éste indignado-, ¿serán tan
degenerados estos tipos?
Descendió y se dirigió a los hombres:
-¡Tendría que bajarlos a patadas por sinvergüenzas!
-Calló un segundo y miró al descocido:
-¿Y a Ud. quién lo invitó?
- Los señores
-dijo, y continuó-: yo no tomé una gota, además...
Rodríguez vació el resto de la damajuana en el
radiador.
- Dale manija
-ordenó al Vasco.
Este dio dos o tres vueltas a la manivela, pero el
motor no despertó. Luego repitió la maniobra sin resultado.
Rodríguez, fuera de sí, se encaró con el grupo:
- Bájensela,
plastas -dijo.
Uno tras otro recibía la manivela y ponía mano a
la obra. Tras un esfuerzo que los dejaba congestionados iban subiendo
nuevamente al camión.
El Vasco volvió a recoger la herramienta. Fuera de
sí, dio como veinte vueltas al hierro, hasta que Rodríguez lo detuvo.
-Pará. Pará. Sos capaz de desarmarlo.
Después levantó el capot. El Vasco, inocentemente
y recordando alguna frase oída en circunstancia parecida, preguntó a
Rodríguez:
- ¿No estará
frío?
Rodríguez se volvió "hecho una víbora":
- ¿Por qué no
te vas a la grandísima perra?
El pobre vasco se sentó humildemente en el suelo
mientras Rodríguez levantaba la tapa que cubría e! motor. Tocó aquí y allá.
Destornilló tuercas, unió y desunió cables sin resultado. Entonces el desconocido
se ofreció:
- ¿Quiere que
pruebe yo?
Tocó una pieza y se dirigió al Vasco.
-¿Me hace el favor?
El hombre dio un golpe de manija y el motor empezó
a marchar.
El rengo, "Leche con fideos" y Rataplán
empezaron a aplaudir. El camión siguió huella adelante.
Serían las once, acaso las doce, cuando Rodríguez
advirtió que el radiador había agotado el agua, pues ya no salía vapor. Además
no podía soportar el calor que ascendía del motor. No podía soportarlo en los
pies.
- Tenemos que
echarle agua -dijo-. No podemos seguir más.
Pero el camino seguía por el lomo de la cuchilla.
Por un plano muy tendido descendía ésta. Casi borradas, como cicatrices de la
luz brutal, se veían allá abajo las manchas verdes de la vegetación que
anunciaban al nacimiento de las vertientes.
Rataplán, parado sobre un cajón, miró hacia allá y
comentó:
-Ta feo pa bajar y subir con agua...
Rodríguez recordó lo de la damajuana.
-Culpa de ustedes, degenerados... Bueno -terminó-
vamos a seguir despacio.
El sol ascendía implacablemente mientras la damajuana
de caña descendía también implacablemente. El perro, echado en el centro del
piso, jadeaba con agitación creciente.
Rataplán lo observó y comentó:
- ¿No se
pondrá a rabiar este infeliz?
El desconocido lo miró y exclamó:
- No tenga
miedo... Mientras esté la lengua húmeda no hay peligro.
El rengo le sonrió agradecido.
Bajo un grupo de canelones al borde mismo del
camino, había desuñido una carreta. El carrero había hecho fuego y aprontaba
el mate. Los bueyes bajaban lentamente por el declive áspero hacia las aguadas
perdidas en el espadaña! del bajo.
El carrero, en cuclillas, parecía no haber visto
ni oído la llegada de los excursionistas. Rodríguez bajó y se acercó al hombre:
-Buen día amigo -le dijo.
El hombre movió la cabeza. Si dijo algo, Rodríguez
no lo oyó. Tras un silencio preguntó:-¿No hay agua por aquí?
Atrás respondió el otro.
Rodríguez dio un rodeo y volvió a enfrentar al
hombre:
No vi -dijo.
El carrero enderezó el cuerpo, caminó unos pasos,
se agachó un poco evitando las espinas de un tala y señalando una roca hendida
coronada por un coronilla retorcido, añadió:
-¡Allí!. . .
Un hilo de agua se deslizaba por la frente de la
roca y caía en una pequeña hoya colmada.
Rodríguez casi corriendo de alegría se dirigió al
grupo:
-¡Bajen! ¡Bajen! ¡Hay agua a patadas!
Bebieron todos. Después el perro. Luego
refrescaron cabeza y cuello entre risas y carcajadas. Al fin empezaron a llenar
la damajuana que vaciaron una, dos, tres veces en el radiador hasta que este
enfrió completamente.
Bueno -habló Rodríguez- ¡a bordo otra vez!
Cuando estuvieron arriba, "Leche con
fideos" sintió un olor desagradable. Le preguntó al desconocido:
-¿Usted no siente olor feo?
-Siento. Hace mucho rato que siento. Intervino
Rataplán:
-Es la carne. Jiede que se las pela...
Y entonces "Siete y tres diez" dejó caer
esta observación:
-¡Mire que la carne cuando jiede, jiede!
Habían andado media hora cuando divisaron una
mancha negra violenta y prendida como un remiendo en el espacio dorado
reverberante y como movido por una brisa que llegara desde abajo, del médano
tendido.
¡Allá es! dijo Rodríguez.
Los de adentro iniciaron entonces un nuevo coro
lleno de desmayos e interrupciones. Iban semiacostados en el piso. Solo el
desconocido, tocando su trombón y haciendo sus variaciones llenas de gracia,
se mantenía en pie.
Ahora sí. Habían llegado, Al borde del monte de
eucaliptos y pinos se detuvo el camión.
-Hemos pasao de todo -comentó Rodríguez-¡pero
ahora van a ver lo que es el mar!
Tiró el saco y la camisa en el césped, hinchó el
pecho cubierto de sudor y volvió a hablar: -¡Esto es vida! .. .
Miró el mar amorosamente y exclamó:
-¡Es loco que está lindo! ..
El último en bajar fue "Siete y tres
diez". Apenas pudo hacerlo con el perro en brazos. Este apenas tocó
tierra, levantó la cabeza y como atacado súbitamente por alguna droga
desconocida inició una carrera frenética hacia el mar. "Siete y tres
diez" lo vio alejarse con estupor. Luego comprendió la razón de la fuga y
salió tras él gritando a todo pulmón:
-¡No tomés de esa que es salada! ¡No tomés que es
salada! ... -repetía.
Y se fue tras el perro. Entre un revolcón y otro,
el rengo con su marcha despareja levantaba una nube de arena. Caía
grotescamente mientras seguía gritando. Al fin el rengo y los gritos se
perdieron tras el médano. Los del grupo reían a carcajadas. Rodríguez, ya dueño
feliz de la inmensidad, lloraba de risa.
-¡Ay, mi Dios -decía esto es de más!... Es de más.
Después fueron todos a la cachimba a refrescarse
y traer agua.
Ya ardía el fogón. El Vasco lavaba por quinta vez
la carne descompuesta. Vieron entonces llegar al rengo con el perro en brazos.
El animal aparecía hinchado, con la barriga como un odre. a punto de reventar.
-Parece un perro de goma -comentó el desconocido.
-¿Lo trajiste para aprender a nadar? -preguntó
Rodríguez.
Y empezaron otra vez a reír a carcajadas mientras
el rengo miraba cariñosamente el perro tendido en la gramilla.
-No se asuste -consoló el desconocido a "Siete
y tres diez", el agua salada no mata... es un purgante,
Al rato llegó un hombre del lugar. Jinete en un
caballo arenero de vasos como platos, venía a ofrecerse por si necesitaban
alguna cosa.
Lo mandaron al boliche por caña y vino. Todos se
sentían felices Estaban en paz. Gozaban de aquella brisa que luego del viaje accidentado
y ardiente resultaba deliciosa.
Con la excepción de una discusión entre
"Siete y tres diez" y "Leche con fideos", que sostenía que
la guerra de 1904 había empezado después que la de 1914, a la que puso fin
"Siete y tres diez" generosamente dándole la razón, todo marchó
maravillosamente bien.
Habían almorzado. Habían sesteado. Tomaron mate,
se refrescaron en la cachimba. Conversaron. Aprontaron el mate nuevamente.
Rodríguez, luego de hablar mucho del mar, se
dirigió a la costa.
Estuvo allí un largo rato, callado, abstraído.
Fumando en silencio, mirando a la distancia remota, siguiendo el vuelo de las
gaviotas, viendo morir y renacer las olas interminables.
Los amigos lo veían allí, sentado, quieto, solo
frente al mar y la tarde que expiraba ya.
-¿Qué estará haciendo? -preguntó "Siete y
tres diez".
Rodríguez se dirigió a él:
-¿Y a vos qué te parece?
El Vasco !o miró como si hablara en inglés.
-¿El qué? preguntó.
¿El qué? ¿Qué va a ser? ¡El mar!
El Vasco lentamente dijo lo siguiente:
-¿El mar?... Lo más lindo que tiene es la arena...
¡No parece arena y es arenal
"Leche con fideos" estaba por allí.
Rodríguez meneó la cabeza desilusionado. Con la vista lo interrogó:
-¡Qué cantidad de agua! -dijo "Leche con fideos".
-De lo que no me doy cuenta es pa dónde corre .. .
Se acercó a Rataplán.
-¿Qué decís, Rataplán -pregunto Rodríguez-, es grande o no es grande esto?
-Es -respondió y volvió a repetir es. Pero no
tiene barcos... Y para mí un mar sin barcos es como un campo sin árboles...
¿Entendés lo que te quiero decir?... Pintás un campo y si no le ponés un rancho
o un árbol no te representa nada...
Eso ya era algo. Rodríguez se consideró obligado
a explicarle a aquel infeliz que no sabía nada del mar, algunas cosas del mar.
-Mirá: los barcos pasan por el canal. Como a dos
leguas de aquí... Ahora mismo estará pasando alguno.
Rataplán trató de pararse en puntas de pie y miró
en la dirección que señalaba Rodríguez.
-Yo no veo nada -dijo.
-No lo ves porque la tierra es redonda. .
Se disponía a seguir cuando Rataplán, con sorna,
preguntó nuevamente:
¿Y el agua es redonda también?
Rodríguez no pudo más. Se dio vuelta e inició el
camino de regreso hacia el campamento.
¡Que Dios me castigue -pensaba- si alguna vez
traigo más animales de éstos a ver el mar!
-Mirando el mar y nada más -dijo el desconocido
-Sí. Pero con verlo una vez alcanza -terminó
Rataplán.
Como sus amigos -los invitados para ver el mar- no
venían, Rodríguez fue al fogón a buscarlos.
-Vamos... -dijo-. Los traje a ver el mar y ustedes
están aquí, bajo los árboles... Árboles hay en todos lados.
Los otros no dijeron nada. Lo siguieron callados y
pacientes.
-El mar -decía Rodríguez- es una cosa muy soberbia
y bárbara... Para mí es un misterio que no me puedo explicar...
Los otros seguían callados tratando de saber a qué
conclusiones quería llegar Rodríguez. Y tratando además de explicarse por qué
éste les había hecho hacer aquel viaje para ver el mar. Cierto era que ellos
nunca lo habían visto, pero bien se podía comprender sin verlo que el mar es el
mar.
Ya estaban frente a aquella cosa soberbia, bárbara
y misteriosa -según Rodríguez- callados, esperando cada uno la voz del otro.
Caía el sol.
-¿Qué te parece? -preguntó Rodríguez a "Siete
y tres diez", señalando con el brazo extendido hacia el poniente.
Y... -respondió aquél- es pura agua... Más o menos
como la tierra que es tierra... nada más que es agua ..
Rodríguez sintió rabia y desilusión. ¿Aquella era
una contestación? ¿El y el mar merecían esta afrentosa respuesta?...
-¿Y si es agua qué te voy a decir? ¿Que es tierra?
-terminó "Siete y tres diez".
El Vasco se había agachado. Apretaba y soltaba el
puño levantando y dejando caer puñados de arena.
Verdad que no estoy viajando con mucha plata, pero un lujo que estoy permitiendome es quedarme, casi todos los dias, estudiando en cafes en la Ciudad Vieja. Como mis clases ahora son por la tarde, el dia termina cedo porque es invierno, y los museos se cierran temprano, no tengo mucho que hacer antes de la noche - cuando, finalmente, puedo encontrar otras personas en un bar o un espetáculo de teatro, musica, etc.
Entonces, he me quedado en cafes estudiando, comiendo dulces y tomando un té. :)
Por ejemplo, ahora les escrivo desde el café y confitería Oro del Rhin :
Me encanta ir a los cafés - talvez por esto me gustó tanto Uruguay - y acá hay muchos (así como en Argentina), en cada esquina. No son caros y además, uno se puede quedar por algunas horas en el café y nadie te incomoda. Hay siempre un periódico para leer y personas alrededor - la majoria uruguayos, lo que me encanta porque quiero estar cerca de ellos y mezclarme con las personas de la ciudad.
Estoy haciendo una colección de informaciones sobre los cafés montevideanos para pasarles después.
Me encanta esta vidita que estoy llevando acá: estudios, café, un poquito de carne (no mucho, hasta ahora solo comi parrilla dos veces), té, café. No está mal, eh?
Talvez este sea un pique muy ya conocido pero yo lo hice por la primera vez y me gustó! Aparte de todas las otras cosas mini que ya llevo normalmente en viajes (shampoo y crema mini, crema dental - aaaaah, aquellas mini-cremadental que solo encontré en Canadá hay acá para comprar en el super, relindo, y el más ridiculo es que es fabricada en Brasil, pero allá no si encuentra, aff - mini frasquitos para llevar mis cremas para el pelo, mini todo) esta vez compré, sin pensar mucho, una mini botella de Drambuie en el Freeshop - como aquellas que hay en mini-bars de hotel.
Yo no bebo mucho y amo los licores. Particularmente, me gusta mucho Drambuie. Lo bebo un poquito por dia (ya está se terminando la botellita).
Hoy pasé por una tienda de bebidas y había unas botellitas de whisky - pensé en comprarlas porque con este frio, whisky va bien para calentar un poquito las noches - y una de Bailey`s. Algun duda de cuál compré?
Creo que es un buen modo de tener una bebidita siempre disponible - en mi caso, funciona porque no bebo mucho - en un embalagen liviana y que se puede después reutilizar (algun duda de que vuelven conmigo a Brasil en la valija para otras ocasiones? son perfectas para llevar a eventos públicos como la "virada cultural". Tengo ya en casa una de vino pequetita, perfecta para unas pocas doses de vodka; y caben en una bolsita ~de balada~)
- Cuando vas a eligir una parrilla para comer, eligí una parrilla de barrio. A una de ellas me llevó Alexandre, un conocido que vive acá. Una auténtica experiencia uruguaya: Lo de Silvério
Allí comi un bife de tiras precioso con sorrentinos (una pasta rellena) y boñato glaseado - una papa dulce uruguaya MA.RA.VI.LLO.SA. Una copeta de vino y ya está! De postre, flan con dulce de leche y un café.
- El Café Brasileiro en la ciudad vieja: el más viejo de Montevideo, la segunda casa de Eduardo Galeano. Para mi ya basta, eh?
Un pique más de Montevideo, o, mejor diciendo, dos:
- La pieza de teatro Barro Negro, que se pasa en un ómnibus. Tenes que reservar antes, llamando al teatro; después subo las fotos que saqué con el celular (que por esto no tienen muy buena calidad). No pude entender todo, pero mucho se comprende y es graciosa. El omnibus para en la frente del Teatro Solís, recoge todos los que estan allí , y se va pasando por las calles, parando y recogiendo nuevos "pasajeros" que, en realidad, son actores. Diferente y divertido.
- El cerro de Montevideo: no es un programa que lo hacen todos los turistas, pero es interesante. De allá se puede tener una vista de toda la ciudad y de el Rio de La Plata.
*Pique es la palabra en español correspondiente a "dica" en portugués, pero creo que sea un argot (gíria). Vos confirmo después - en la clase de español.
la buena noticia es que hice una valija media para todo el mes de invierno que enfrentaré. En la ultima hora saqué de la valija 3 cosas: una campera corta – pensé que no necesitaba de una corta porque hace mucho frio e las cortas solo san útiles se yo salgo con amigos en el fin de semana; un pantalón jeans e un zapato muy lindo y liviano, pero que tenía hoyos – quien necesita de hoyos en un lugar donde hay lluvia y mucha humedad?
Por fin, vine con:
1 capa larga
1 chaqueta de cuero sintetico
2 juegos de ropas termicas para el frio
Medias y media-calzas para el frio
2 pares de medias para usar dentro de la casa (no traje las pantuflas, solo las havaianas)
1 falda de lana
3 pantalones – 1 jeans, 1 negra de algodón, 1 negra legging
2 vestidos – 1 de algodón tricotado (informal), 1 más lindo para salir (negro)
2 botas – 1 Thimberland corta; 1 de cuero, negra, alta
2 suéteres de lana
2 remeras con gola alta
3 remeras livianas
2 camisas
1 mochila
1 bolsa para todos los dias
1 bolsa pequeña para salir
3 cubre cuellos de lana
2 pañuelos de lana
1 gorra
1 boina
Itens de higiene personal, en frascos pequenos
Remedios
Maquillaje
Accesorios (pendientes, colares)
4 soutiens
8 ropas interiores
1 toalla de microfibra grande
3 toallas de microfibra muy pequeñas para el pelo e la cara – 2 descartables.
1 cuaderno para la escuela; 1 cuaderno para notas de viajen, 1 caja con boligrafo, lapis etc
El netbook
El telefono celular
Los lentes de sol
Agregué a todo esto una ropa de lana que me compré hoy: un chaleco de pura lana hecho a mano en el telar muy caliente e bueno para usar dentro de casa/en la escuela, adonde no hay viento. Es más cómodo. También compré un paragua ayer porque llovía mucho y será muy útil hasta el fin del viajen.
Haré una evaluación y, si no uso una parte de estas ropas hasta el 20 de julio y/o veo que no son realmente necesárias, las empacaré e las enviaré por correo – de barco – para Brasil, así que puedo viajar más liviana para la Argentina. Por ejemplo, creo que las camisas son desnecesarias. Yo las quería traer porque son livianas, no ocupan espacio, y podían hacer un tipo un poco más interesante si no usava siempre las golas altas. Pero aun no estoy segura sé se fue una buena idea.
La mayoría de las ropas es negra/gris o en tonos de rojo, vino, cereza, púrpura y lila – y una o otra en tonos que se pueden coordinar con esta paleta de colores. Así, todas van bien con todas. Tengo algunos acesorios coloridos para un poco de vida.
Estoy feliz y orgullosa de mi misma por tener viajado con una valija así funcional. Pero siempre se puede mejorar. La próxima será aún más chica.
Este es rapido:
para se mover en MVD no necesitas pagar taxis - que no son caros, pero una vez mochilero, siempre mochilero, dale?
Tomas los omnibus que te sirven muy muy bien. EL sistema de transporte en MVD es muy bueno, hay muchas lineas de omnibus y con mucha frequencia.
Y lo mejor es el sistema para consultar los trayectos, horarios, adonde si toma y se baja, TODO TODO on-line y MUY funcional:
http://comoir.montevideo.gub.uy/stmWEB/
Si tenes facil aceso a la internet, esto basta para andar por toda la ciudad! Cuando se quedar muy tarde, ahí sin, tomas un taxi.
http://comoir.montevideo.gub.uy/stmWEB/