Páginas

13 fevereiro 2005

Xulão e o elefante

Podia ser título de um livro infantil. Mas na verdade é sobre a relação esdrúxula entre o meu cão e seu elefante de pelúcia, um daqueles da Parmalat, já despojado de sua caixinha de pelúcia (que nos lembrava da falida empresa italiana).
Pois Xulão transa com o Elefante, agora elevado à status de amante. Aliás, pensando bem, até que é um bom amante esse bicho, pois não reage com mordidas, latidos ou safanões às investidas do mini-macho Xuxu. E o melhor de tudo: o cão fica satisfeito e o Elefante não engravida!!!
A primeira vez foi muito engraçada. Ele ainda era filhote, e nunca tinha visto seu... bem... como dizer... membro ereto e com aquela bolinha que os cachorros têm pra manter o 'engate' na fêmea (por isso não se consegue desengatar: tem uma bolinha que prende o macho dentro da fêmea, é muito louco, é pra garantir que o espermatozóide vai mesmo chegar lá). Além disso, acho que ele nunca tinha gozado, também. Ficou atordoado, não sabia o que fazer com aquilo pendurado, andava pra lá e pra cá. Tentei encostar nele (no cão, não no membro), fazer um carinho na cabeça (do cão, não do membro) e ele (o cão) rosnou sério pra mim.
Depois que ele perdeu a virgindade elefantina... tudo é festa. De qualquer modo, ainda preciso achar uma cadelinha de verdade pra matar as vontades do meu lindo cão (e é lindo mesmo, não é coisa de dona coruja não). Enquanto isso, ele cura sua solidão com o Elê.
É, já diz o ditado: quem não tem cão, come pelúcia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário