Recentemente, tive a oportunidade de conviverpor alguns dias com pessoas ricas e milionárias. Antropóloga mais que amadora, aproveitei para observar os comportamentos e, principalmente, o discurso.
Primeiro, fiquei impressionada ao perceber que não se fala em ninguém sem dizer o sobrenome. TODOS têm nome e sobrenome. De preferência vc já relaciona com um outro parente muito rico dono do mesmo sobrenome. E já acrescenta o país de onde veio. Árabe? Judeu? (normalmente é algum desses...) Por fim, vem a informação sobre a empresa da qual Fulano é dono. Fulano pode ser grosso, porco, mal educado. Mas se tiver toda essa grana...
Fiquei realmente impressionada.
Aí, parei pra pensar.... E vi que a gente faz a mesma coisa. Nós, pretensos intelectuais... A diferença é que os dados que qualificam quem admiramos não se medem pelas cifras bancárias ou pelo sobrenome, mas sim pelo currículo. Fulano da Silva... quem é? Ah, Fulano tem doutorado na GV e pós-doc na LSE. É professor convidado de Harvard. Ele pode ser um fudido (normalmente, não é, pois, uma hora ou outra, acaba-se ganhando dinheiro...), mas se tiver um currículo desses... fazemos reverência. Mesmo que ele seja um boçal. Um tosco. Um grosso.
No fim, no fim... acho que é tudo a mesma coisa...
Sem dúvida nenhuma. Podemos acrescentar alguns grupinhos aí... Aliás, gente é uma merda.
ResponderExcluirNa verdade qcho que o problema eh que somos preconceituosos e nao conseguimos admirar alguem que eh simplesmente gente boa. O problem eh que nossa mente trabalha com esteriotipos. E que queremos sempre mais (e, em geral, coisas que outras pessoas ja tem). Enfim, somos muito superfluos!
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