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17 março 2006

Tangando

Adoro morar perto do SESC porque tem dessas surpresas boas. Estava indo nadar.... um grupo de tango começava a se apresentar na choperia lotada... coisa boa... mas eu, inevitavelmente, vou direto pra natação. Senão paro pra ouvir, perco o pique. Não posso mais perder o pique. Não esse, nem outros, espero. É vital pra mim.
Na volta, não é que estavam ainda lá? Parei pra ouvir. Primeiro na porta, de pé, meio de saída, sacola com prancha, bóia e palmar numa mão, bolsa com todos os outros apetrechos na outra.
Dois casais dançavam gostosamente perto de mim. Fui ficando, fui gostando.
Hmmm... preciso comer. Comprei um sanduíche, sentei-me pra ouvir melhor. Piazzolla... Libertango. Coisa linda de morrer. E os casais dançando ali, olhos fechados, sentindo os passos. Não parece difícil, embora todos apregoem ser a mais difícil. Ele avança, ela recua. Ele comanda. Ela responde. Ele recua, ela avança. Ele faz rodeios... ora, ela também!
Dançar não é difícil. Basta sentir o ritmo. Viver também!

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