Fazia tempão que eu não caminhava pela Paulista em dia de muito frio. Hoje cruzei a avenida praticamente de ponta a ponta, na hora do rush, todo mundo saindo do trabalho muito apressado. Muito frio. Só faltava a garoazinha pra completar o clima paulistano tradicional (mas que quase não se vê mais), aquela chuvinha fina que corta o rosto da gente, que vem sempre com vento.
Já fiz isso muitas vezes, andar a Paulista de ponta a ponta. Não sei se foi só isso, mas hoje foi diferente: faltou aquele sentimento tão familiar de solidão que tantas vezes senti caminhando sozinha numa típica noite garoante paulistana, por vezes após sair de um cinema... fazia até um tipo, com boininha e cachecol.
Hoje não: hoje me diverti olhando pras pessoas caminhando. Suas expressões, modo de vestir... seu andar. Muita gente passando frio porque errou de roupa, achando que ia fazer aquele calorzinho que andou fazendo aí pelas semanas passadas...
Curioso, a Paulista pra mim não é só uma avenida. É também um estado de espírito.
Achei seu blog, amor!
ResponderExcluirEstás linkada!(assim eu lembro de ler)
bjs
Isso mostra como, no fundo, tudo, depende de nossa disposição interna. É preciso ter a capacidade de apreciar uma poesia de Fernando Pessoa, uma letra do Ratos de Porão ou, até mesmo, a Avenida Paulista.
ResponderExcluirParafraseando o outro: “depende de nós”.