Páginas

11 setembro 2006

ô gente mal educada

Sei que o meu humor hoje não está dos melhores, nem a minha atenção, o que costuma acarretar conseqüências mesmo sem a gente perceber.
Mas me dá uma tristeza ver que as pessoas não têm nenhum sentimento de generosidade com relação ao outro. A generosidade só vale quando é pra elas mesmas.
Eu tenho o costume de tirar meus anéis do dedo ao lavar as mãos, porque me incomoda ficar com o anel molhado no dedo. Mas tenho procurado ultimamente guardá-los no bolso para não perder, pois já mais de uma vez esqueci anel em banheiro de shopping.
Hoje, distraída, no banheiro da OAB da Rua da Glória... batata, esqueci os TRÊS anéis. E os três eu gostava muito. Um foi presente do meu tio, lá de Manaus, de coquinho com prata dentro. Os outros dois eu que comprei mas usava sempre, gostava muito.
Só me dei conta duas horas depois. Voltei à OAB na vã esperança de que uma alma os tivesse encontrado e entregue na recepção, achados e perdidos, sei lá. Vã mesmo, a esperança. Nada. Evaporaram.
Presume-se que quem entrou no banheiro depois de mim foi uma advogada ou estagiária que faz ou fez uma faculdade. Uma pessoa minimamente instruída, pois. (se bem que pra ter ética não precisa ser instruído, precisa ser educado) Mas ela não é capaz de raciocinar e imaginar que aquele objeto tem um dono, que aquilo, além de ter um valor econômico, tem um valor sentimental. Não, ela é espertinha e pensa 'ah, achado não é roubado' (deve ter perdido a aula que ensina que não podemos simplesmente sair pegando as coisas por aí), que anel legal, vou pegar pra mim.
Ela não pensa que um dia pode perder alguma coisa que goste muito, e que um(a) espertinho(a), que pouco se lixando está pros outros, como ela, também vai pensar 'ah, achado não é roubado'.
E assim caminha essa bosta de humanidade. Se bem que sempre tem uns idiotas que nem eu que, quando encontram o que não lhe pertence, entregam as coisas pro bedel ou no achados e perdidos.... Que bela bosta de humanidade.

Um comentário:

  1. Anônimo12:01 AM

    Mia, meu anjo... por muito menos eu já desacreditei a humanidade.
    Beijos, minha linda.

    ResponderExcluir