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23 novembro 2006

a festa nunca termina

e o aniversário já foi, mas o inferno astral não acaba. e o pior, ele está irradiando para as pessoas ao redor.
no dia 15 de novembro entraram na ONG onde eu trabalho e levaram todos as nossas CPUs. a menos de uma semana de um evento superimportante.
ralamos pra resolver tudo urgente. deu tudo certo, o evento saiu. no sábado, 18, eu tava um trapo, chorei o dia inteiro. ah, meu DVD, ganhado do meu pai, que por sua vez ganhou num sorteio, foi na leva junto com as CPUs. virou cocaína ou crack. quem sabe na Santa Ifigênia a gente não conseguia de volta nosso banco de dados que foi junto com as máquinas...
hoje, voltando da penitenciária onde estamos fazendo trabalho voluntário, que ironia, sou assaltada no farol: a idiota classe-média com cara de aristocrata de vidro aberto, dando mole, chega o viciado fodido (com 4 outras pessoas no carro a idiota não imagina que alguém vai abordar), pede dinheiro, a idiota fala que a bolsa tá no porta-malas, o viciado fica olhando pra dentro do carro, procurando, e pede o celular. nem sei se estava armado, mas eu não tinha pra onde andar, não dava pra fechar o vidro, tudo parado, dei a porra pra ele trocar por 10 pedra de crack.
isso depois de conseguir a duras penas o maledeto celular, depois de quase dois meses de inferno com a vivo, diariamente, ainda hoje chegou a nova conta do clone, 1000 mil reais e ainda preciso ligar na porra da empresa pra contestar a conta porque não conseguem resolver sozinhos, e provavelmente vão fazer cagada e bloquear minhas ligações porque não paguei a conta de 1000 reais do clone (fizeram isso comigo mês passado...)
ai que vontade de sumir

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