Enfurnada em casa, passo o dia me preparando psicologicamente pra estudar ou escrever durante a noite. Durante o curto dia (já que tenho acordado por volta de 14h...), tenho assistido muita (demais) TV. Aberta, já que o cabo foi-se no corte de custos, junto com a Folha de SP. O que sobra pra assistir? Cultura (adoro Pingu, o pingüim, é demais!, Zooboo mafoo - sempre gostei de programas de bichos, sinto falta do Discovery por isso. devia ter sido veterinária, eu seria mais feliz), Globo (não tudo) e MTv, já que acabaram com o canal 21. Eventualmente um ou outro programa na Record ou Band. Ah, e shop tour e medalhão persa (risos) - embora eu nunca tenha comprado nada pela TV.
Mas não é disso que eu quero falar. Tem uns programas na MTv inacreditáveis... É sobre eles que quero falar.
"I want a famous face": esse é incrível. Os jovens passam por cirurgias plásticas para ficar parecidos com seus ídolos! Custa-me acreditar em tamanha falta de amor próprio.
"My own": não sei qual é pior. O da plástica ou esse, em que jovens completamente OBCECADOS por determinados artistas do sexo oposto (ex, um rapaz que é louco pela JLo) escolhem entre 6 candidatas qual se parece mais com seu ídolo (para ter o 'seu próprio' ídolo - a tradução do título seria 'meu próprio'... complete como quiser: 'minha própria' JLo, por ex.). quando eu digo que são obcecados, to falando obcecados mesmo. os quartos têm fotos e posters até o teto dos tais ídolos... é demais.os(as) candidatas(os) a ídolo têm que responder perguntas sobre o tal e ainda cantar e dançar imitando o ídolo. sem comentários.
"Sweet 16": de sweet não tem nada. É um reality show sobre jovens milionárias debutantes. Teve um em que a menina era uma pessoa super agressiva, mimada até o pé, insuportável. Outro que eu vi hoje tinha uma moça filha de um dono de concessionária de carros, que dá simplesmente dois carros pra filha de presente (todas ganham carros caríssimos de presente - e se não for zero elas fazem um escândalo). DOIS carros ele dá pra filha. Fora a festa de 160 mil dólares (é isso mesmo).
"MADE" - esse pra mim é o melhorzinho. É o que mais gosto. Pega os jovens excluídos das high schools americanas, os 'losers', sabe? Nem sempre o resultado ultrapassa uma mera 'inclusão' nessa cultura excludente, transformando mocinhas de óculos e cabelos presos em 'prom queens', mas em outros trata-se realmente de dar uma injeção de auto-estima nos rejeitados. O de hoje gostei muito, mostrava uma moça lindinha, fofa, tímida tímida, que se sentia excluída no colégio e queria ser atriz na peça de teatro da escola. mas tinha um medo de palco absurdo, a ponto de chorar quando tinha que falar em público. o 'coach' (tem sempre um) era um professor de teatro novaiorquino, e de modo muito leve e gostoso ele vai fazendo a moça se soltar, ganhar confiança, foi muito legal. O mais incrível era ver como a mãe e o irmão da moça botavam ela pra baixo, sabotavam o que ela fazia, dizendo que ela não ia conseguir, e quando contestados diziam que não estavam falando nada. Dá pra entender porque a mocinha tinha tanto medo. Mas a maioria dos programas não proporciona uma reflexão sobre porque a cultura americana divide todos os seres humanos em 'winners' e 'losers' (favor assistir Litlle Miss Sunshine, a respeito disso. é demais.) e sobre como a escola americana (a nossa também) é excludente.
Acho que era isso que eu queria dizer. Não tem conclusão nem moral da história. Quem quiser assista e tire suas próprias conclusões.
Emíííília! Tô de "férias" essa semana só pra escrever minha dissertação. Nossa, tô preocupada, mas até que está rendendo- deve ser o prazo apertado que eu mesma me impus.
ResponderExcluirLegal saber que tem acordado às 14. Eu também. São quase duas e tô ligadona aqui...*rs
Beijos e sorte!
Carol Marossi