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09 outubro 2008

O artista elevado

Há certo tempo, um artista plástico que eu só conheço de longe alugou (ou comprou) um conjunto num prédio que fica ali na beira do Elevado Costa e Silva (o popular 'Minhocão'), quase já chegando na Consolação (o prédio fica no sentido bairro-centro da Avenida que passa ali embaixo, que deve ser a Gal. Olímpio da Silveira, mas não sei se é).

Toda vez que passo por ali, me lembro do meu namorado (pois ele também é artista plástico, além de ter inúmeros outros talentos). Vejo o moço lá pintando telas imensas... a sala é ampla, sem paredes (ele deve ter mandado derrubar algumas), e dali do Elevado a gente vê ele ora pintando, ora se afastando, sentado ou de pé, olhando, analisando a sua obra, andando, enfim, fazendo o que um artista faz quando pinta. (dã!)

Enquanto ele faz arte, nós passantes o admiramos. Podemos não admirar a sua obra (pra ser sincera, ainda não consegui passar lá em dia de trânsito parado o suficiente para poder olhar direito as obras, e também é meio longe, não dá pra ver tão bem), mas admiro a cena. Gosto de passar por lá e saber que enquanto estou trancada em meu carro ouvindo a CBN, a Eldorado ou a rádio trânsito SulAmerica, tem alguém simplesmente concentrado em pintar ali, na beirinha do caos.

Tenho outras histórias sobre o Minhocão. Afinal, transito freqüentemente por ali desde 1997, quando me mudei pra Pompéia e ganhei o carro. Foram mais 02 anos indo pra São Francisco de carro tooooooodo dia via Minhocão (e parece que até hoje eu não aprendi que das 17h às 19h o trânsito ali é uma nhaca, pois insisto ainda em sair de casa 17h30, 17h40 para dar aula às 18h20 e de vez em quando passo uns apertos). Nesses anos todos, mas mais precisamente dos últimos 03 pra cá, quando voltei a ir pro centro com freqüência por conta do mestrado, passei a observar mais à minha volta nesse percurso. Quem sabe conto outras logo mais.

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