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20 novembro 2008

Caso do maníaco de Guarulhos

Vi uma pequena reportagem a respeito. Nela, um trechinho de um momento em que um policial interroga o tal 'maníaco'. a cena é a seguinte:

- policial: e vc estava?...
- maníaco: armado
- policial: com qual calibre?
- maníaco: 38.

Se isso não for um interrogatório absolutamente viciado, eu desaprendi tudo que ensino pros meus alunos em Psicologia do Testemunho.

A maneira do policial fazer a pergunta já demonstra que o interrogado decorou as respostas, previamente 'combinadas' (provavelmente na base da porrada) e/ou está respondendo perguntas que já contêm a própria resposta.

Outro dia conversei com uma especialista em serial killers que disse que está auxiliando a polícia nesse caso. Pra mim soou muito estranho, de repente, um monte de crimes não esclarecidos serem atribuídos a ele do dia pra noite. A nossa polícia é mestre em fazer isso. A especialista está auxiliando a descobrir quais crimes NÃO foram cometidos por ele e estão sendo atribuídos ao maníaco por nossa maravilhosa e esforçada polícia, quem sabe até por meio da tortura. Realmente ótimo.

Um comentário:

  1. Emilia, nada a ver com o post, e' sobre a polemica no VnF?: don't worry, viu? Tem mal entendido nenhum nao!!!! Bjs!

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