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25 setembro 2011

(des)adaptação

Cada vez mais entendo meu pai e minha mãe. Entendo a falta de saco, a falta de vontade para aprender novas tecnologias e integrá-las na vida cotidiana. Entendo a vontade de fugir da cidade grande e a necessidade de tirar todo dia uma soneca depois do almoço.  É, amadurecer faz milagres.
Tô aqui lendo a análise que o Manuel Castells faz da sociedade tecnológica e cada vez vai me dando mais e mais vontade de ir embora de SP. Morar perto do mar, faz tempo que eu quero. Tomar sol regularmente, absorver sua energia. Cortar o cabelo curto (isso eu vou fazer já já, me aguardem, que tá me dando gastura esse negócio de fazer reflexo toda hora, o cabelo seco, a necessidade constante de hidratar, a dependência do cabeleireiro, odeio depender desse tipo de serviço, por isso aprendi a me depilar, fazer a minha própria unha, por isso não faço escova, só cortar o cabelo sozinha que não dá, né? mas nunca tive muito saco pra cuidar de cabelo, vai entender. acho que vou parar de tingir também.). Acordar de dia e dormir de noite. Cozinhar minha própria comida e comer comida fresca e orgânica. Encontrar as pessoas.
Sempre me senti meio estranha, meio estrangeira. No planeta Terra mesmo. Acho tudo incrível e ao mesmo tempo tanta coisa me choca, me causa estranhamento e maravilhamento ao mesmo tempo. Adoro tecnologia e ao mesmo tempo ando criando cada vez mais ojeriza à exposição extrema a ela. Quero meu tempo de volta.

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