Rá, pra quem não pretendia oferecer updates, até que eu tô "upadatando" bastante.
Bom, hoje não deu pra acordar às 7:30 por um singelo motivo: de quinta pra sexta eu havia dormido míseras 4 horas. E eu preciso do meu sono em dia, especialmente hoje, porque vou trabalhar o dia inteiro (amanhã também). Acordei às 8:20, sem despertador. E fui dormir às 22:30... de sexta! Sou mesmo uma velhinha.
Eu dormi só 4 horas porque na quinta-feira foi a primeira vez que eu me apresentei com a escola de dança onde pratico Odissi, dança indiana clássica. Faz 2 anos e meio que eu comecei a dança, e nunca tinha me apresentado. Passamos o ano inteiro ensaiando a coreografia de 14 minutos (é, precisa 8 meses de ensaio nesta dança pra apresentar 14 minutos, é super complexo e cheeeeeeeeeeio de detalhes. e por mais que a gente treine, na hora nunca sai tão bom quanto nos ensaios. affe!).
Eu tinha investido muito nessa apresentação, porque eu adoro a dança, era importante pra mim. Só que eu quaaaaaase fui cortada a menos de uma semana da apresentação, porque eu era a que menos estava dançando e errando ainda muita coisa. Isso porque, dos 9 meses de 2012, 5 eu estive fora da escola. 3 por causa da minha tese, no início do ano, e praticamente 2 considerando as minhas férias de julho inteiro e as semanas anteriores, em que fui pro Rio de Janeiro. Pra compensar, eu fui num retiro de dança em maio (pra vocês terem uma ideia do quanto eu queria dançar, marquei a data da minha defesa de tese em função da data desse retiro), fui mais de uma vez treinar sozinha na escola, e na semana anterior treinei todo dia uma hora a mais que o grupo. Parece pouco, mas eu tava cheia de trabalho, realmente foi super cansativa a semana (domingo, 4 horas de ensaio, segunda e terça, 4 horas de ensaio cada, só na quarta que foi mais light).
Bem, a apresentação foi super legal, chegamos às 5 da tarde no teatro, começamos maquiagem, cabelo, aquecemos, passamos o ensaio geral, às 7:30 começamos a por a roupa e adereços, gente, é complexo, foi quase uma hora e meia pra por tudo, milhões de alfinetes de segurança e grampos pras coisas não despencarem do seu corpo e da sua cabeça, porque a dança é cheia de pulos, e depois que vc já está toooooooooda montada ainda tem a tinta vermelha pra passar nas mãos e nos pés. E o chocalho, nos pés.
Na hora da apresentação, quando entramos no palco, parecia que meu coração ia pular pela boca.Nunca tinha sentido isso antes. Eu tremia de medo de errar. Gente, que louco isso. Depois da parte inicial me acalmei um pouco, mas é muito louco!
Depois da apresentação, mais uma hora até falar com os amigos, tirar milhares de fotos e tirar tooooooooda a roupa, os grampos e os alfinetes. Cheguei em casa já eram mais de 23:00, adrenada. abri um mini-champagne que tinha ganhando de presente por ocasião da minha defesa de tese (pra vocês terem uma ideia: pra mim, isso foi mais importante que a minha defesa de tese. Muito mais desafiador!), relaxei um pouco... comi... tomei um banho... Mas só fui dormir à uma da manhã. É 4h depois eu já estava de pé, me preparando pra pegar estrada (por sorte consegui carona, não tive que dirigir ontem) e dar aula o dia todo (das 8h às 17h).
Resultado: ontem cheguei em casa às 19:30 quebrada, consegui comer, ver a novela, e capotar. Precisava dormir um pouquinho mais pra recuperar o sono perdido.
Amanhã o projeto é acordar às 7:30 de novo! Vamo que vamo!
Caraca, que loucura!!! E nossa, eu não tinha ideia de todo o treinamento e do tanto de tempo que você estava dedicando à dança. Fiquei admirada e acho muito bacana você ter esse compromisso com algo que gosta tanto. Nunca vi apresentação de dança indiana, então não sei muito do que se trata, mas deve ser maravilhoso. Fiquei surpresa de saber que tem pulos (eu nunca imaginaria pulos!).
ResponderExcluirImagino o seu estado de cansaço, de verdade. Por muitos anos eu não soube o que era cansaço real, mas nesse ano estou "aprendendo" e devo dizer que acaba com a gente se sentir assim. Fico imaginando como é a vida dessas mulheres casadas, com vários filhos, trabalho, casa pra cuidar, cachorros pra cuidar... e acho que eu não suportaria viver constantemente cansada sem enlouquecer, sem ficar muito deprimida... mas cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, né mesmo?
Um beijo e parabéns!