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16 novembro 2012

Fazendo da jaca a sua pantufa


Podem esquecer o post declaração “eu não consigo mais comprar”, “eu vou mandar fazer roupa na costureira” ahahahaha. Enfio o meu rabo entre as pernas: enfiei lindamente o pé na jaca – ou como diz uma amiga, fiz da jaca a minha pantufa. Nos dois pés. Daquelas jacas bem grandes e grudentas (já experimentaram mousse de jaca, a propósito? é uma delícia, e facílimo de fazer).

Depois da frustração de experimentar 15 vestidos e nenhum funcionar, no dia seguinte eu fui a uma loja popular – Riachuelo – e, mal sabia eu - eu juro que não sabia mesmo -, lá estava me esperando a coleção do André Lima, um estilista paraense que trabalha muito com estampas e caftans – duas coisas que eu gosto mutcho e que quase não tenho no meu armário. Ando gostando de calças amplas e confortáveis, tipo ultrapantalonas (eu tinha comprado uma no final do ano passado, de linho branco. Eu chamo de ultrapantalona essas pantalonas com a perna muuuuuuito ampla, bem largona mesmo) e blusas largonas (com cara de largonas mesmo, sabe, não largonas porque foram compradas de tamanho maior). 

O resumo da ópera é que eu enlouqueci com a coleção. Quase tudo tinha a ver com o que eu gosto – as cores, a modelagem, as estampas. E enfiei o pé na jaca. Não vou dizer quanto eu gastei, mas eu ultrapassei em MUITO o valor que eu tinha estabelecido pra meu auto-presente.   

Acho que tudo que eu comprei eu vou usar muito – já estou usando. Comprei coisas que têm muito a ver comigo. Mas reconheço que exagerei, me deu uma ressaquinha depois. Eu não precisava de tudo aquilo, eu sei. Não mesmo. 

Feito este meaculpa (não vou ficar aqui me lamentando e me martirizando, tenho preferido usar a ideia anglo-saxã – que aprendi com os canadenses – do lessons learned - lições aprendidas), passo às minhas reflexões (uia, falei que nem advogada agora).

Eu vou manter o “ano sem compras” (mesmo com as minhas escorregadas) até dezembro. Confesso que fiquei tentada a ligar o foda-se, uma vez que já tinha enfiado o pé na jaca; cheguei a entrar na C&A na quarta-feira e experimentar umas blusas, peguei alguns cintos, mas me controlei e saí sem levar nada.

Porém, andei pensando: não sei se funciona, pra mim, ficar tanto tempo sem comprar. Claro, descontar a minha frustração (que foi claramente o que aconteceu) nas compras não tem nada a ver com estar há muito tempo sem comprar ou não (acho). Essas coisas a gente resolve na terapia - ou na dança, ou correndo, ou nadando, ou ligando pra uma amiga e chorando as pitangas, ou enchendo a cara, ou sei lá. Mas como eu sou uma compradora comedida, em geral, talvez não seja uma boa ideia pra mim ficar tanto tempo na seca, porque o risco de enfiar o pé na jaca talvez seja maior. Preciso pensar sobre isso, ainda não sei. Nos últimos anos, como me acostumei a comprar em brechó e em outlets, não comprei tanto e nem gastei tanto, porque eu esperava pra comprar nesses lugares – mas aí, quando comprava, comprava “tudo de uma vez” (só que gastava menos do que gastei na Riachuelo). 

Agora vou racionalizar: pelo menos eu não descontei na comida. Ao contrário, já estou diminuindo a quantidade de calorias e já perdi um quilo que eu tinha recuperado. Minha meta é voltar aos quilos que eu estava pesando antes das férias de julho... de agosto de 2011 a janeiro de 2012 eu tinha emagrecido 8 kg, e desde as férias já engordei 4 kg de novo. Desde que o ex foi embora - faz uns 15 dias, já perdi 1kg. Um dos meus maiores estímulos é que não posso perder as (poucas) calças novas- que eu tinha comprado ano passado – e nem as antigas – eu tenho algumas que têm entre 5 e 10 anos de idade - que eu tinha finalmente mandado apertar, e nem o macacão lindo e sexy e tomara que caia que ganhei de aniversário ano passado, mas  que é totalmente não usável com essa barriga que voltou a aparecer).

Os benefícios de não comprar têm sido muitos, então eu tô a fim de manter, de algum modo, esta proposta no ano que vem. Foi muito bom, pela primeira vez, ter uma fatura de cartão pequena e poder ficar tranquila com as minhas contas, viajar sem preocupação com a conta... manter a minha poupança intacta durante o segundo semestre (que era minha meta), poder fazer meus planos de viajar, de reformar o ap... etc. 

Por outro lado, quero poder aproveitar as oportunidades de comprar as coisas que eu preciso por preços bons – como a liquidação da CAS que eu tô esperando desde já, pra comprar sapatos bonitos e confortáveis. Então, ainda preciso ver como vou equacionar isso no ano que vem. Alguém tem alguma sugestão?

Um comentário:

  1. Eu tenho uma, que é a solução dos envelopes. Como você só foi no meu blog poucas vezes, não deve entender do que eu estou falando, mas leia aqui: http://apenasumenoventaenove.blogspot.com.br/2012/09/preciso-comprar.html ou aqui http://apenasumenoventaenove.blogspot.com.br/2012/10/como-organizar-sua-vida-financeira-de_17.html que você vai descobrir.

    Eu uso essa tática, então quando sobra um troco eu guardo pra ir gastar com coisas que eu gosto. É uma sensação muito boa! A gente vai pro shopping com uma bela quantia em dinheiro, tem a liberdade de comprar o que quer, comer, tomar aquele café, ir no cinema... Você podia tentar, te garanto que não vai se arrepender!

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