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07 março 2015

"casei" :)

Oi gente, então, a menos de 48 h de minha viagem pro Peru, onde vou apresentar um trabalho em um congresso latino americano e emendar uns dias de ferias (e mini-"lua de mel"), vim aqui contar proces que eu "casei".

Olha, a vida eh louca, isso eh tudo que eu posso dizer. 

Em dezembro de 2013, eu tava numa vibe super "entao, eu vou viver a minha vida feliz do jeito que ela eh, se encontrar alguem, legal, se nao, eu vou ser feliz mesmo assim", super focada em fazer uma carreira internacional, empolgada com uma vaga de consultoria que havia recem surgido e que foi a minha oportunidade de pedir demissao, e basicamente, com bem pouco interesse em "buscar" alguem. Alias, ja fazia um tempo que eu nao buscava ninguem, ao contrario de algumas amigas que ainda tentavam conhecer gente em redes sociais de namoro ou apps como Tinder. E fazia ja uns 4 anos que eu nao namorava de verdade. Meu ultimo relacionamento mais saudavel tinha terminado em 2010; depois disso, tive um relacionamento rollercoaster de 3 meses com um sujeito muito complicado e um de outros 3 meses a distancia com um chileno filho da puta potencial abusador de mulher e alcoolatra (claro que eu nao percebi isso de cara, ne. ainda mais com a distancia...). E alguns casinhos aqui e ali. Uma depressao em 2011, um doutorado a finalizar (+ o chileno) em 2012 e uma rotina insana de trabalho em 2013 acabaram com a minha energia para sequer pensar em namorar... Apesar de sentir falta de ter alguem. 

E foi nesse momento ultra desencanado de tudo da minha vida que eu conheci o G. 

Eu demorei pra deixar ele entrar. Gato escaldado, sabe como é. Ao mesmo tempo, resisti, mas fui vendo. Que mal podia fazer, né? Beijo e abraco e carinho eh sempre bom. 

Fui me abrindo devagarinho, até que, depois de 15 anos, eu finalmente senti vontade de dizer "eu te amo" pra alguém. A gente se faz bem. Pela primeira vez em muitos anos, eu nao me sinto ansiosa, eu sinto meu CORPO diferente, todo ele mais calmo. Antes eu vivia num estado de tensao permanente. Agora, parece ate que eh outra pessoa, esse outro corpo, novo, é diferente pra mim (claro que tem muito esforço meu ai, de anos, terapias de corpo e de mente, danca indiana, quiropraxia, neurolinguista, acupuntura, bicicleta e outros quetais). Isso é o que minha terapeuta chama de "efeito G". E nao e da paixao, porque foi um processo longo. Deixar ele entrar na minha vida, isso demorou. 

E aí no final do ano passado surgiu uma oportunidade linda e pronta pra gente se mudar pra um ape maior, onde a gente possa acomodar os filhos dele e possa ter uma vida gostosa, num bairro bom. Um ap todo reformado, mobiliado, tipo pronto pra gente entrar e ser feliz. Eu e ele temos poucos moveis, eu no meu mini-ape onde nao cabia quase nada, e ele divorciado vivendo num flat ja mobiliado. Entre a primeira ideia e a mudança foram 4 meses. Aluguei o meu mini-ape e mudamos faz uma semana. :) Trouxe a cama e um ou dois moveis pequenos, as roupas e outras coisinhas, e o amor. 

Eu cheguei a achar que isso nao aconteceria mais comigo. Mas olha, nao eh que aconteceu? 

PS: mudanca faz a gente perceber o tanto de coisa que tem. Ai a gente ve pra minimalismo ainda ta longe. Mas depois conto sobre isso. 




Um comentário:

  1. Que delícia, Emília! Aproveita muito o "efeito G"!
    Ah, e mudanças são ótimas pra gente se livrar de um monte de coisa que nem se lembrava que tinha ;-).
    Beijos

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