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31 julho 2005

Integral

Mês agitado, cheio de acontecimentos. Muita bagunça interior. Paixões, desejos, tristezas, frustrações. Falta de tempo: esse que quando nos sobra nos falta e quando nos falta... bem, nos falta mesmo.
Me faltou, especialmente, tempo pra processar tudo. Pra digerir... se necessário, até, ruminar um pouco antes de engolir. A sensação que tenho é que tive que engolir tudo inteiro. E com casca.
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Aos pouquinhos vou tomando consciência do que é ser adulto, e isso me fascina e me assusta simultaneamente. Sempre tive medo desse momento, em que perderia as prerrogativas de mocinha, de recém-formada, e assumiria as 'responsas' que vêm junto com a liberdade de ser adulto. Ser adulto é responder pelos próprios atos, sem ninguém pra botar a culpa se der alguma merda. Isso é difícil. Espero conseguir, com alguma dignidade.
Sinto que finalmente estou construindo meus próprios caminhos... como diria aquele que eu cito, mas nunca sei o nome: "camiñante, no hay camiño. el camiño se hace al andar".

Um comentário:

  1. Anônimo11:43 AM

    Vida de adulto aterroriza?! E como!!!!! Estou sentindo isto na pele... Ter de ser a super-profissional, dona de casa, mulher moderna quase-balzaquiana versão século XXI, sem desarrumar o cabelo e estragar as unhas, e - PIOR!!!!!! - evitando o delicioso chocolate , santa panacéia, pq engorda, é... foda pra caralho.
    Ufa!!!!! Mas chegamos aqui, por que não chegaremos mais adiante?!

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