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22 setembro 2005

Gravidade zero

Em meus devaneios existenciais, de uns tempos pra cá, venho incluindo também a água. Especialmente quando estou na piscina, a mente concentrada no exercício, em dar a braçada correta, na respiração... de repente, vêm devaneios aquáticos...
Sempre tive um relacionamento muito bom com a água. Fui educada nas piscinas ao mesmo tempo em que na escola. É para mim um meio natural, que eu domino na medida do possível, e em que me sinto bem, tranqüila, sossegada.
A água desliza pela pele, nos dá leveza, nos envolve e nos acaricia. Conseguisse prender um pouco mais a respiração, ficaria um tempão ouvindo o silêncio do fundo da piscina.
Sinto um conforto muito grande na piscina - e também quando como arroz com feijão (e já escrevi anteriormente sobre os dois temas aqui). Não dizem por aí que a piscina é boa para os bebês porque os leva de volta pra barriga da mamãe, pra proteção e sensação de felicidade? Talvez isso explique o meu gostar.
Há dias em que estou mais preguiçosa; ao invés de nadar de verdade, fico brincando, dando 'viradas' ou simplesmente atravessando a piscina de um lado pra outro sem disciplina, ora um nado peito desajeitado e molenga, ora 'minhocando' ou 'borboleteando', braços jogados ao longo do corpo, sem pressa e sem compromisso.
Nesses meus devaneios de fluido azul clorado, presto atenção à textura, à sensação que me causa a água no corpo.
Só na água consigo flutuar estando em terra.

2 comentários:

  1. Eu me sinto assim qdo consigo ir pro meu refúgio nadar no mar sem roupa...Me sinto parte da fauna marinha do local...
    :)

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  2. Anônimo5:45 PM

    Nossa, me deu até calor...

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