Em meus devaneios existenciais, de uns tempos pra cá, venho incluindo também a água. Especialmente quando estou na piscina, a mente concentrada no exercício, em dar a braçada correta, na respiração... de repente, vêm devaneios aquáticos...
Sempre tive um relacionamento muito bom com a água. Fui educada nas piscinas ao mesmo tempo em que na escola. É para mim um meio natural, que eu domino na medida do possível, e em que me sinto bem, tranqüila, sossegada.
A água desliza pela pele, nos dá leveza, nos envolve e nos acaricia. Conseguisse prender um pouco mais a respiração, ficaria um tempão ouvindo o silêncio do fundo da piscina.
Sinto um conforto muito grande na piscina - e também quando como arroz com feijão (e já escrevi anteriormente sobre os dois temas aqui). Não dizem por aí que a piscina é boa para os bebês porque os leva de volta pra barriga da mamãe, pra proteção e sensação de felicidade? Talvez isso explique o meu gostar.
Há dias em que estou mais preguiçosa; ao invés de nadar de verdade, fico brincando, dando 'viradas' ou simplesmente atravessando a piscina de um lado pra outro sem disciplina, ora um nado peito desajeitado e molenga, ora 'minhocando' ou 'borboleteando', braços jogados ao longo do corpo, sem pressa e sem compromisso.
Nesses meus devaneios de fluido azul clorado, presto atenção à textura, à sensação que me causa a água no corpo.
Só na água consigo flutuar estando em terra.
Eu me sinto assim qdo consigo ir pro meu refúgio nadar no mar sem roupa...Me sinto parte da fauna marinha do local...
ResponderExcluir:)
Nossa, me deu até calor...
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