Páginas

06 abril 2006

Procure a sua pergunta

Fui ouvir a Monja Coen esta semana de novo. Monge é foda (risos). Sei, sei, não é expressão apropriada para se referir a uma pessoa iluminada, mas eles (e elas) são mesmo. Com uma frase desmontam você inteiro. Fui duas vezes ouvir a palestra da Coen. As duas vezes chorei. Ou eu também estava na TPM da outra vez (é possível) ou ela é mesmo muito boa. Acho que é a segunda hipótese. Ou as duas.
Procure a sua pergunta. Aquilo que vc busca. O que é que nós buscamos na vida?
Buscamos dinheiro, fama, realização, reconhecimento, amor, felicidade, tranqüilidade, aventura?
Qual a sua pergunta? O que dá sentido à sua vida? Quando paramos pra pensar, e eu paro muito, mais freqüentemente do que eu gostaria, percebemos que nosso eu é feito de não-eus. Somos feitos de células, DNA, átomos, núcleos, elétrons, prótons, neutrons, informação! O que é separa o nosso corpo do que nos cerca? O que é que nos torna eu? Um eu separado dos outros? Do ar, da terra, da água? A nossa consciência? Ela existe como uma estrutura independente do corpo?
Essas perguntas são aterrorizadoras, pra mim. Sinto-me às vezes sem saída. Puro existencialismo... medo do desconhecido.
O budismo não se ocupa de temas metafísicos, como de onde viemos, para onde vamos? porque estamos aqui?
Ele parte de um ponto: estamos aqui. Como tornar a nossa existência menos sofrida?
Procure a sua pergunta. Qual o seu objetivo na vida?

Nenhum comentário:

Postar um comentário