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22 fevereiro 2012

Minhas regras de não compras em 2012

Bem, como eu disse, fiz uma lista com exceções. Vamos a ela.

1. vestuário e acessórios: não comprarei roupas, sapatos, bolsas, acessórios. As únicas exceções permitidas são calcinhas e soutiens, se eu realmente precisar (no momento, não preciso). 
Se eu viajar, abrirei exceção para roupas indianas - se eu for pra India (porque eu faço dança indiana e aqui as roupas de dança são muito caras, e preciso de um sári para apresentações e de outro para usar nas aulas) e para roupas de frio se eu for pra algum lugar muito frio e não conseguir casacos emprestados (será minha primeira opção).

***Furei esta regra logo no começo do ano. Não resisti e comprei um par de brincos, uma pulseira e um pingente na minha viagem a Florianópolis. Fiquei frustrada depois. Mas isso não me fez desistir. Me fez perceber que preciso mudar o pensamento. Em vez de "não posso comprar" (é proibido), preciso mudar o pensamento para  "escolho não comprar" ou "eu posso não comprar" (é uma escolha que estou fazendo e que tem um propósito). 

2.  higiene pessoal e cuidados com a pele: hidratantes, óleos, sabonetes pro rosto e corpo, desodorantes - só quando acabarem os que eu já tenho, para reposição mesmo. Exceção - minha amiga vai pro Canadá e vou pedir o sabonete líquido L'Occitane que eu uso todo dia, que aqui custa o olho da cara. Esse vale a pena comprar antes de acabar porque o preço daqui é sem noção e eu realmente uso todo dia (estou repensando esta exceção. talvez peça somente um. a ver).
Perfumes estão proibidos (tenho dois bem cheiões), e protetores solares liberados porque são uma questão de saúde. 
***semi-furei esta regra ainda em janeiro. não considero que furei mesmo porque comprei coisas que eu realmente uso, mas fiquei achando que comprei demais. achei na Panvel, lá no sul, um hidratante em gel com Aloe Vera sensacional para o pós-sol, coisa que eu compro todo verão e que acho meio essencial pra não torrar a minha pele na praia. Eu teria comprado um mini-estoque lá, mas voltei meio correndo pra SP e não deu tempo. Então, entrei no site e comprei 3 tubos (valem uns 2 anos). E comprei dois óleos para banho porque todos os meus tinham acabado. Tecnicamente não comprei nada proibido e que não seja reposição. Comprei um pouquinho a mais porque pagaria frete alto e quis fazer "valer o frete", e ele ia diminuindo quanto maior o valor da compra. Mas podia não ter comprado, sabe? Depois saquei que podia ter usado óleo de coco no banho. De todo modo, já foi. Isso me fez ver que preciso refletir mais antes de comprar, mesmo as coisas que eu "posso". 
Produtos para o cabelo também estão na lista de proibições, exceto tonalizante/tintura (a pessoa tem que manter a dignidade).  Só poderei comprar shampoo, condicionador, leave-in e afins quando acabarem todos os que eu tenho. Considerando a quantidade de produtos que comprei no final do ano passado, vai demorar um tempão. 
Unica exceção: se eu tiver uma chance de comprar Deva americano direto dos EUA, sem imposto (só permitida a exceção pra linha Deva). (Estou repensando esta exceção. Talvez eu não a use.) 

3. beleza: não posso comprar batom, blush, sombra, iluminador, pó facial pra uso diário, primers. 
Exceções: reposições de maquiagem que eu uso literalmente todo dia, quando acabarem, como rímel, lápis de olho azul marinho, preto, beringela e marrom, e corretivo. De todo modo, acho que não vão acabar antes do final do ano, talvez só o rimel. 
Esmaltes também já tenho demais. As exceções permitidas são secante de esmalte, top coat, acetona, algodão, essas coisas pra fazer a unha e que eu só compro quando acaba mesmo.


Coloquei várias exceções na lista de maquiagem, especialmente produtos da MAC que eu quero há muito tempo e que não tenho parecido (não são muitos) ou que uso cotidianamente (como corretivo). O direito de usar a exceção seria quando minha amiga for pro Canadá, terra da MAC. Nesta lista do Canadá, portanto, tem L'Occitane, MAC e coisinhas que uso todo dia e que aqui custam muito mais caro ou não existem: balm (lá custa 1 dólar, aqui 10 reais, uso todo dia milhares de vezes por dia); mini-pasta de dente (aqui não existe); água termal (uso todo dia, lá custa 10 dólares, aqui custa 60/70 reais).


*** quase furei esta regra recentemente, mas resisti. Cheguei a mandar email pra duas pessoas que vendiam produtos pedindo pra reservar pra mim, depois pensei bem e desisti da compra. Um deles tecnicamente estaria permitido pois estava na minha lista de produtos da MAC e o preço era sem imposto. O outro seria sacanagem mesmo porque é um produto pra cabelo que eu já tenho um semelhante, cheio, pra usar. Me senti feliz e satisfeita comigo mesma de ter resistido.

Também entram na lista de proibições revistas, livros, CDs/DVDs, caderninhos, papelaria, eletrônicos, lençóis, toalhas, etc. (não me perguntem por que a toalha está junto com os livros na lista de probidos).
*** também furei esta regra logo no começo do ano e teve a ver com um desconto de US$ 10,00 que eu tinha na Amazon e com um livro de auto-ajuda (confesso. é sobre conselhos de pessoas idosas sobre a vida) sobre o qual eu vi uma resenha. Acabei enfiando junto um livro de ficção científica que meu amigo tinha recomendado (mas ele não empresta os livros dele). Estou esperando chegar. óbvio que depois eu me senti mal de ter comprado. 

Não devem entrar na lista produtos para a casa, especialmente se eu arrumar mais trabalho e realmente for reformar meu apartamento. Mas ainda não sei se reformarei - pelo menos, não sei se farei a big reforma inicialmente planejada. Estou com outros planos em mente. A ver.

Mais adiante eu conto algumas reflexões que já fiz nesses quase dois meses tentando não comprar, e outras pequeninas vitórias.

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