Então é isso.
No dia 19 eu não conseguia dar mais que alguns passos. Dormi a tarde toda, acordei, tomei banho, comi
o resto da comida chinesa do dia anterior (comprei um box padrão que dá pra 4 refeições emilianas), mirei a minha cozinha caótica, o escritório caótico, bebi vinho do porto e bayleys (falta de doce em casa faz a pessoa apelar pro bar - álcool docinho), assisti um filme, e dormi. Mentira, me revirei na cama durante duas horas, tomei um Advil pra forte dor no braço e aí, por fim, dormi.
Acordei no dia 20 atrasada. Não comi, nem água bebi. Tomei banho, imprimi todas as bagaças de formulários chatos, me maquiei - a ocasião pedia maquiagem com brilhinhos discretos, arrumei o cabelo, botei uma rópinha adequada e catei uma barrinha de cereal, que fui comendo no carro bebendo água da garrafinha térmica que, por sorte, estava lá.
Passei na gráfica, peguei a tese. Esqueci o celular na gráfica. Passei em casa inutilmente pra pegar uma segunda cópia de um papel, passei na gráfica de novo pra pegar o celular. Toquei pro centro da cidade. Chego na Maria Paula, o trânsito parado. Tipo parado mesmo, paradão. Num guento isso, larguei o carro no primeiro estacionamento que tinha no meio do caminho, peguei o carrinho e fui. Fui lá e depositei o meu filho de 326 páginas - 10 volumes, encadernação em capa dura percalux azul escuro gravado em prata - maldito pedantismo que obriga a gente a gastar mil reais pra um negócio que vc tem dois meses pra consertar e depositar a versão final depois.
Acho que só não tive um mini-colapso logo depois porque encontrei um funcionário da faculdade que conheço desde a graduação, e o chamei pra tomar um café (quando, finalmente, eu pude comer - foram dois copos de suco de laranja e um quiche de alguma coisa que parecia queijo, sendo que eu tinha pedido de brócolis mas não tive forças para protestar, dois cafés e um brigadeirinho de colher doce demais), e logo depois uma amiga chegou. Fomos bater perna na Liberdade (aka Ikesaki), onde comprei um spray secante de unhas - na lista dos permitidos, porque o meu acabou - e nada mais (yay!) e depois fomos ao cinema assistir "Habemus Papam", que eu amei e fortemente recomendo.
E aí acabou. E quando eu dirigia de volta pra casa, me deu uma solidão, uma tristeza...; já eram dez da noite e eu não queria ir pra casa e ficar sozinha. Liguei pro meu irmão pra ver se dava pra passar lá, mas ele já tem uma noiva agora, e enfim, não pude passar lá. (às vezes ele me trata meio com pena ou com uma atitude meio de pai, aff, isso me irrita, será efeito colateral do fato de ele agora ter uma noiva e eu ser só uma coitada solteirona que não tem emprego nem marido nem filhos?).
Passei então no supermercado pra comprar itens básicos de sobrevivência, e comemorei a minha entrega de tese bebendo cerveja Leffe (boa paracaraleo), comendo quiche de espinafre integral taek, assistindo tv e tuitando. Escrevi um email pro pessoal do Canadá contando a novidade e agradecendo, chorei, e fui dormir.
Bom dia, vida nova e desconhecida.
Parabéns!!!
ResponderExcluirBoa sorte e muitas felicidades na vida nova e desconhecida. Tenho certeza de que oportunidades, surpresas e emoções estão esperando por você!
Beijos,
a outra Mila.