quando a gente começa a prestar atenção em uma coisa, os sinais começam a aparecer. "lógico!"- diria um amigo meu cético e sarcástico até o último fio de cabelo - "você é que está interpretando as coisas como sinais". não importa.
*eu comecei finalmente a ler um livro chamado Evolve your Brain (EyB), de um daqueles gurus de neurociência que aparecem no filme Quem Somos Nós. comprei acho que no começo do ano passado, aproveitando um crédito na Amazon, junto com mais dois livros de gurus do filme: Quantum Doctor e A Beginner's Guide to Creating Reality. comecei a ler o Quantum Doctor, que é bem interessante e está na minha mesa de cabeceira; tentei ler o A Beginner's ... mas é guruzento demais pra mim - quem sabe em outro momento - e agora finalmente peguei o EyBrain e parece que foi no momento certo, porque me ajudou a entender o que a minha terapeuta está fazendo. ela quer provocar mudanças pouco a pouco. me fazer sair da minha zona de conforto. então, estou abraçando com todo amor.
*numa conversa com P (com quem tenho dividido momentos deliciosos desde o final do ano passado), pedi a ele que me contasse alguma história interessante do seu passado como fundador e CEO de uma ONG internacional de sucesso (que ele há mais de um ano deixou pra trás para entrar em um sabático - que o trouxe ao Brasil - que envolve busca espiritual e de uma nova inspiração de trabalho); ele não quis. me disse que aquilo fazia parte do seu passado, e que ele já tem que falar sobre isso em todas as reuniões e encontros que tem tido durante o sabático. entendi, e respeitei. nesse mesmo dia, antes, ele tinha me feito uma série de perguntas que me levaram a falar um pouco (muito menos do que eu falaria anteriormente, mas ainda assim...) sobre o meu passado.
e o fato é que uma das coisas que mais me incomoda é adotar uma atitude de vítima. eu vejo pessoas muito proximas a mim fazendo isso, sendo infelizes, tristes, ora culpando todo mundo à sua volta, ora tomando pra si toda a culpa do mundo e se martirizando, e eu não gosto disso, e não quero ser assim. eu já fui vítima, hoje não sou mais. estou tomando as rédeas da minha própria vida. estou criando meu futuro, e ele é muito legal. a pessoa que eu sou hoje é muito mais feliz e confiante, e isso é só o começo.
se P pode simplesmente escolher não falar do seu passado (e olha que é um passado super bem sucedido e cheio de histórias incríveis), porque eu não posso fazer o mesmo? e agora pela manhã, lendo o EyB, ele conta a história de uma moça que tinha problemas de inflamação no intestino (que eu também tenho, além de uma inflamação crônica na pele que eu tenho desde a adolescência e que tenho certeza que, um dia, vai sumir sozinha) e que tinha uma história muito parecida com a minha: se sentia vítima, infeliz, e culpava seus pais por sua vida triste. ela começou a se curar quando percebeu esses padrões. e parou de falar no seu passado.
já fazia tempo que eu queria parar, e pensava "ah, não posso falar do meu passado pra esse novo pretendente, porque ele vai se assustar". de fato, o chileno usou isso da forma mais baixa contra mim -tentou jogar com todos os meus medos e ressentimentos para me manter presa a ele.
agora percebi que não preciso falar sobre isso com ninguém - exceto, o que acho uma boa medida, com a minha terapeuta.
eu não preciso ficar repetindo a minha história de vítima para ter valor. eu não preciso ser vítima para ser amada e valorizada.
na entrevista que eu fiz semana passada, em uma grande e tradicional universidade para ser professora (fui contratada! aliás, fui praticamente aliciada ahahahah), os inúmeros elogios que recebi ao meu currículo não se deviam a nenhum prévio conhecimento da minha história. ninguém sabia que, até 7 anos atrás, eu me sentia infeliz e incapaz de concluir qualquer coisa, e que eu tinha medo de jamais "dar certo".
quando P, que me ajudou com algumas dicas na aplicação pra uma vaga de representante de uma ONG internacional no Brasil, viu meu curriculo, e me disse imediatamente que eu era qualificada demais pra vaga, ele não sabia do quanto eu tive que superar pra construir essa trajetória profissional.
eu sei que não basta parar de falar nisso. é preciso parar de pensar nisso. mas parar de falar é o primeiro passo. o segundo passo é prestar atenção a esses pensamentos para que, cada vez que eles venham, eu observe o meu corpo, meu estado mental, e transforme esses pensamentos em algo melhor, bom, gostoso e diferente.
parei.
O que vc foca, expande. Soh uma pequena mudanca de perspectiva e mudancas enormes podem ocorrer.
ResponderExcluirBjos e parabens filha.