Tao sentindo o cheirinho? Tem canela em pau, cravo, gengibre seco, gengibre moido (eu adoro gengibre), pimenta preta, cardamomo e um tempero que pelo que entendi eh arabe e se chama shabar (ainda nao tenho certeza que tempero eh - EDITADO, descobri, é cominho!! hahaha e eu achando que era tipo um tempero do outro mundo), que foi a razao que me levou ate a Juba Corner Shop (acho que eh esse o nome), uma pequena lojinha de temperos e chas cujo dono eh um sudanes que nao fala ingles. Quem me levou la foi Ana*, uma sul-sudanesa que vive em Uganda, como refugiada, ha mais de 15 anos, e que encontrei sem querer no mercado enquanto olhava tecidos estampados (vou fazer a sacoleira na volta, vai ter pano pra todo mundo, pra fazer saia e vestido e pra enfeitar a nossa mesa de jantar pra receber familia e amigos). Ainda bem que ela foi comigo, porque senão eu não ia conseguir saber o que estava comprando (bem, canela, cravo e cardamomo eu conhecia, e hibisco também, mas não o tal shabar). Ana tem 3 filhos, espalhados entre Uganda e Sudao do Sul. Veio pra ca fugindo da guerra, mas - embora sem formação superior - ja tinha experiencia como assistente de pesquisa e por isso quando chegou aqui foi fazendo seu caminho e hoje trabalha para uma das entidades internacionais que atuam em um dos campo de refugiados em Arua (mas permanece vivendo na vila de refugiados, com uma de suas filhas). Nos conhecemos esta semana, enquanto eu procurava por tradutores para a nossa pesquisa. Ela me ajudou a localizar duas pessoas para fazer a traducao, e eu logo percebi que era uma pessoa confiavel, sabe gente ponta firme que vc saca na hora?
Quando a encontrei no mercado, ela nao percebeu que eu era eu. Hahaha, foi engracado, porque eu sou notada o tempo todo, todo mundo que ja me viu uma vez sabe quem eu sou, afinal, tem meia duzia de brancos por aqui. Eu a reconheci. Conversamos, olhamos uns panos juntas, e a convidei pra almocar.
Fomos no Baghdad, um restaurante no centro onde eu ja comi varias vezes e que tem uma comida deliciosa (e umas 5 vezes mais barata que a do hotel - um prato de qualquer coisa no hotel custa 25000, la custa 5000). Especialmente eu gosto do arroz marrom, e to louca pra aprender a fazer desde que comi a primeira vez. E acho que eles colocam carne para dar um sabor, e tambem ja me disseram (Ana e outra cozinheira) que antes tem que fritar a cebola ate ela ficar marrom, e colocar tambem tomate sem casca e deixar ele derreter ate fazer uma pasta. Ate hoje so consegui comer esse arroz nesse lugar (eu pedi aqui no hotel outro dia e o que o cozinheiro fez nao tinha nada a ver!!). Mas tinha um tempero ali que nao era nada disso. Pedi um pouco pra Ana experimentar, e ela me disse que o tal tempero era shabar (tempero árabe), e me disse que ia me levar em um lugar onde tinha pra comprar).
Na pequena loja Juba (Juba é a capital do Sudao do Sul, mas pelo que entendi o dono eh de Darfur), que fica numa transversal no meio da muvuca que eh a area central de Arua, tem tempero ate o teto (que nao eh muito alto). Tem cha em caixinha, muitos enlatados, e esses temperos frescos. O cheiro era delicioso. Quando vi a canela em pau, em pedaços grandes, ja aproveitei e fiz a sacolada temperística (pra compensar a frustracao de todos os temperos da Tanzania que se perderam com a minha mudanca no ano passado).
Ainda ganhei de presente da Ana um pouco de pasta de amendoim que ela comprou la no mercado mesmo. A pasta eh com semente de gergelim, purinha. Vc coloca mel e passa no pao. Hmmmmm.
Voltei caminhando e me sentindo feliz e renovada. Foi um dia gostoso, pra compensar o de ontem, que foi uma chatice sobre rodas.
Quando a encontrei no mercado, ela nao percebeu que eu era eu. Hahaha, foi engracado, porque eu sou notada o tempo todo, todo mundo que ja me viu uma vez sabe quem eu sou, afinal, tem meia duzia de brancos por aqui. Eu a reconheci. Conversamos, olhamos uns panos juntas, e a convidei pra almocar.
Fomos no Baghdad, um restaurante no centro onde eu ja comi varias vezes e que tem uma comida deliciosa (e umas 5 vezes mais barata que a do hotel - um prato de qualquer coisa no hotel custa 25000, la custa 5000). Especialmente eu gosto do arroz marrom, e to louca pra aprender a fazer desde que comi a primeira vez. E acho que eles colocam carne para dar um sabor, e tambem ja me disseram (Ana e outra cozinheira) que antes tem que fritar a cebola ate ela ficar marrom, e colocar tambem tomate sem casca e deixar ele derreter ate fazer uma pasta. Ate hoje so consegui comer esse arroz nesse lugar (eu pedi aqui no hotel outro dia e o que o cozinheiro fez nao tinha nada a ver!!). Mas tinha um tempero ali que nao era nada disso. Pedi um pouco pra Ana experimentar, e ela me disse que o tal tempero era shabar (tempero árabe), e me disse que ia me levar em um lugar onde tinha pra comprar).
Na pequena loja Juba (Juba é a capital do Sudao do Sul, mas pelo que entendi o dono eh de Darfur), que fica numa transversal no meio da muvuca que eh a area central de Arua, tem tempero ate o teto (que nao eh muito alto). Tem cha em caixinha, muitos enlatados, e esses temperos frescos. O cheiro era delicioso. Quando vi a canela em pau, em pedaços grandes, ja aproveitei e fiz a sacolada temperística (pra compensar a frustracao de todos os temperos da Tanzania que se perderam com a minha mudanca no ano passado).
Ainda ganhei de presente da Ana um pouco de pasta de amendoim que ela comprou la no mercado mesmo. A pasta eh com semente de gergelim, purinha. Vc coloca mel e passa no pao. Hmmmmm.
Voltei caminhando e me sentindo feliz e renovada. Foi um dia gostoso, pra compensar o de ontem, que foi uma chatice sobre rodas.
*nome ficticio
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