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14 abril 2005

Ómi que é ómi...

Sempre vetei pizzas de 4 queijos por conter o malfadado queijo gorgonzola, de sabor super forte, marcante e, ao meu ver, meio enjoado, com um cheiro estranho, que traz reminiscências de outros cheiros não muito agradáveis (eca!). Até o nome é estranho, não?
Meu amigo sempre reclamou (aliás, em se tratando de pizza, existe mesmo um poder de veto, cuja legitimidade ninguém contesta - acho isso bastante curioso). Quando saíamos em grupo, éramos sempre, eu e uma amiga, a vetar o gorgonzola. O que o levava a concluir (espero não estar enganada), que mulher não gosta de queijo gorgonzola.
Bem, outro dia fui a Botucatu e meu pai, como sempre, comprou diversos tipos de frios (queijos e embutidos ótimos como salame, mortadela) para agradar seus filhinhos.
E comprou o fatídico queijo fedido, entre outros gostosos, como parmesão, provolone e um outro francês cujo nome não me recordo.
Bem, ainda bem que a gente cresce, né? E que aprende a gostar de coisas que não gostava antes. O tal queijo tava ótimo. "Despreconceituei".
Este finde, voltando da livraria, onde comprei alguns livros e revistas, passei no Pão de Açúcar, comprei um pedaço de gorgonzola (o nome continua feio, todavia) e de provolone, um vinhozinho razoável (sempre, no máximo, de 20 reais, mas nunca menos de 10 - há que se ter algum critério!), e fiz, eu comigo mesma, meu próprio "queijo e vinho" no domingo à noite, ao som do silêncio da cidade, acompanhada de meu fiel canino e de minhas desejadas aquisições para alimentar o cérebro. Foi bom demais.

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