sempre ela. sempre. imagino que impérios já tenham caído por causa dela. certamente, pessoas já foram mortas sob a sua influência, alunos já tiraram nota baixa na prova, empregos já foram perdidos, casamentos desmanchados. muitas lágrimas já foram vertidas, e muito sangue também. muito filho já apanhou por causa dela. quantos carros não foram para o funileiro, faróis dianteiros e pára-choques espatifados? alguns suicídios, talvez... ela te faz perder o eixo, sentir-se incompetente, impotente. ela é capaz de transformar uma frase inocente numa tempestade, e um filme da Disney em crise existencial. e quando ela finalmente vai embora, nos sentimos aliviados , serenos e felizes. o alívio é não só psíquico, mas também físico: o corpo pesa menos, a pele está mais bonita, o sorriso no rosto mostra que a nuvem densa, carregada de trovões, foi embora, afinal. choveu, e levou a tristeza consigo. lavam-se as almas e os corpos.
ironia das maiores: sombria como é, atesta a nossa capacidade iluminada de gerar a vida. é um preço alto, todavia, esse e tantos outros. se compensa, eu não sei. espero descobrir, um dia.
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