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31 janeiro 2005

Minha amiga, que roubada heim?

Não é incrível a transformação pela qual passam as mulheres cada vez que se apaixonam?
Esses dias conheci uma moça que está apaixonada por um roqueiro. Desde que se conheceram já foi a um ou dois inferninhos de rock do tipo Sarajevo (fica ali na Augusta), e imagino que em breve passará a ouvir rock pauleira e virará assídua freqüentadora do Café PiuPiu.
Eu mesma já tive meus momentos. Na adolescência, tive um namorado que era peão de rodeio nas horas vagas. Ouvia só sertanejo. Eu, que odiava o Zezé di Camargo e Luciano (na época eles ainda estavam começando), passei a gostar. Demorou, mas gostei. No final, já sabia até as letras.
Outro era um casinho que só ouvia metal. Do bom, mas metal. Apaixonada, 'troquei' um CD da Zizi Possi por uma maldita fita do Ozzy ao vivo. Tive que comprar a Zizi de novo (no fim, anos depois, ganhei - de outra pessoa- também o CD duplo do Ozzy, que afinal era mesmo muito bom. é o único CD de metal que tenho na minha coleção).
Sinceramente, não me submeto mais a esse tipo de coisa. Pra começar, as chances de eu me envolver com uma pessoa assim tão diferente de mim são bem pequenas, creio eu. Em segundo lugar... bem, quando fazia isso, era bem mais boba, achava sempre que 'aquele era o cara', então, pelo 'o cara' a gente encara (rimou) qualquer programa, né?
E eu pergunto aos meus leitores machos: vcs topam esse tipo de programinha de índio só por paixão?

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