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27 janeiro 2005

'um postar para a capitar'

Pode me xingar: vou falar de meditação. Vou falar de budismo.
Antes que me acusem de pregação, já vou logo avisando: não tenho religião. Pra mim é filosofia, auto-conhecimento, auto-ajuda, chamem como quiserem, até de religião mesmo. Mas não peço nada pra ninguém a não ser euzinha mesma. E não agradeço a nenhuma entidade superior o meu sucesso (ou lamento com ela o meu fracasso - só jogo a culpa nos meus pais.... e lá se vão mais 10 anos de terapia - risos).
Serei breve: há uma semana eu surtava no meu último dia de TPM, o pior, o mais cruel. Chorava, resoluta, certa de que tudo daria novamente errado, como das outras vezes. Não obstante, fui meditar. O coordenador pegou pesado: 50 minutos de bunda na almofada. Minha cabeça a milhão. Tomei decisões, pensei no passado, pensei no futuro, chorei, ri, fiz fortuna, casei, tudo em 50 minutos - meditar é difícil.
Quando acabou... eu já era uma pessoa muito mais calma e centrada. Decidida. Certa de que talvez nem tudo desse certo, mas de que eu faria tudo ao meu alcance para que desse. E que: (a sabedoria popular é milenar) não adianta sofrer antes, porque o futuro a gente nem sabe se estará mesmo lá pra viver. E de que de nada vale remoer o passado e não tomar atitudes para fazer diferente.
Sei que estou no caminho, se não do equilíbrio, muito difícil de obter e manter, mas de encontrar no meio a maneira de pesar os extremos e seguir em frente. Apesar deles, ou a partir deles.

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