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18 janeiro 2010

Terceiro dia em BAs - MALBA + farra de compras em Palermo (ai meu bolso) + Tango

Meu terceiro dia em Buenos Aires foi sussa e uma delícia. Pena que a noite não foi igual. Anyway, nem todos os dias são perfeitos... fui pro MALBA ver a exposição do Andy Warhol, Mr America. Depois fui encontrar o Stefano no La Paila, uma peña onde fomos da outra vez que fui pra BAs com meus pais, para comer comida do norte argentino, que o Stefano adora porque esteve lá recentemente. Pena que o restô tava vaziaço; sendo peña, ele enche mais de noite por causa da música. Mas foi ótimo, comemos - dessa vez errei no prato, o do Stefano tava bem melhor, bebemos vinho e saímos de lá quase dormindo ahahahahaha. Mas criei coragem e fui encarar a Feira de Palermo. Fiz a festa. Com 300 pesos ( +- 150 reais) comprei presente pra minha amiga, pra minha mãe e vááários presentes para mim mesma, tudo exclusivo dos estilista porteños desshhhcolados . Comprei tanto que no dia seguinte estava com ressaca moral, e fui na Feira de San Telmo e não comprei nada. Ainda bem que parei aí, porquee estourei meu orçamento da viagem em exatamente um terço por conta de comprinhas (incluindo uma pequena fortuna de celular, um livro juríco carésimo e bebidas no free-shop).

TANGO: À noite fui pra uma aula de tango no La Viruta. La Viruta é um grupo que promove aulas de tango e outros ritmos em Palermo, no Clube Armênia.

(OBS: Se você quer fazer uma aula de Tango realmente boa, sem muvuca, NÃO vá ao La Viruta. É lotado. Tem pouquíssimo espaço pra dançar. Mas se vc quer só um lugar pra se divertir, La Viruta é seu lugar.)

Olha, teria sido legal, se aquele dia eu não estivesse absolutamente mal humorada. O fato é que, quando se vai sozinha a um lugar assim, a um clube para dançar, existe uma grande chance de você esbarrar com pessoas taradas a fim de se esfregar em você para conseguir algum prazerzinho grátis. Quando eu batia carteirinha no forró me deparei várias vezes com tipos assim. Odeio. E como eu tenho cara de boazinha (ou sei lá eu por quê), sempre sou sorteada. Nesse dia um velho tarado me escolheu. Disse que era professor de tango - até aí tudo bem, mesmo se fosse mentira ele me ensinou algumas coisas e dançava bem. Pois é, estava tudo bem até que, depois que o professor (o de verdade, do curso) disse 'cambio de parejas' e eu disse ao velho tarado que dali a pouco ia querer trocar de par para experimentar dançar com outro homem e ele me perguntou: 'Te gusta experimentar com muchos hombres?'.

Ele merecia um chute no saco. Ele merecia um tapa/cuspe na cara. Mas eu sou uma idiota e não fiz nada disso. Respondi, indignada, que não. E ainda dancei até o final da música com ele. Puto. Minha noite acabou aí.

Fiquei bodeada e fui embora logo depois que a aula acabou, quando ia começar a diversão no Clube, isto é, o tango pra valer, pro povo dançar e tudo. Mesmo com vários gatinhos porteños e estrangeiros no local, não me animei a ficar. Ainda vaguei por cerca de uma hora por Palermo e arredores da Plaza Serrano, mas tudo que eu via eram homens solteiros tarados prontos pra me abordar em qualquer bar que eu pensava em me sentar para comer. E eu, simplesmente, não estava com a menor paciência ou humor para ficar rechaçando convites desse tipo. E parece que nesses dias a gente fica especialmente atraente para homens assim.

Mulheres viajando sozinhas têm, por vezes, esse tipo de problema: não é fácil sair de noite sem companhia. E, por vezes, me sinto muito, muito só, desamparada mesmo. Essa noite foi assim. E pra completar, peguei um táxi e eu só tinha uma nota de 100 pesos pra pagar. Já tinha ouvido que não era pra pagar taxistas com nota de 100, mas eu não tinha alternativa. Na hora de pagar, dei a nota a ele e ele me devolveu dizendo 'não tenho troco'. Eu ainda subi, idiota, no albergue, para tentar trocar a nota e pagá-lo. E ele se foi. Lógico. Ele tinha trocado a minha nota de 100 por outra, falsa. O cara que trabalhava no hostel imediatamente me disse que a nota era falsa. Eu não entendi nada, só tinha tirado dinheiro no caixa. Só no dia seguinte, ao mostrar a nota falsa ao meu amigo Stefano e contar-lhe a história, ele sacou o que tinha acontecido. 

Definitivamente, não a melhor noite da viagem.

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